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Taça de Chocolate
March 19, 2013, 7:42 pm
Filed under: Doce

creme de chocolate

Buscar a melhora.

Ando pensando muito sobre isso. Talvez seja minha fase na vida.

Tenho visto ao meu redor as pessoas buscando a perfeição. Buscando não é bem o termo certo, exigindo acho mais adequado. Seja no café enquanto espera sua xícara, no cabeleireiro pra mudar a cor do cabelo, no corte da roupa, nas decisões alheias. Além delas esperarem que ninguém erre, atrase, deslize ou se engane, também noto que estas mesmas pessoas são – em geral – carrascas de si mesmas. Elas cobram a própria perfeição. E ao não atingi-la, sentem-se inseguras e fracassadas. Afinal, elas cobram e são cobradas na mesma moeda.

Eu não as culpo por esse comportamento. O stress da cidade, os empregos competitivos, a sociedade “exigindo” que se tenha casacarrovoltaoamundoroupademarca até os 30 e nosso sistema de ensino, que mostra todos os dias que você só é bom pelos seus resultados e não pelo esforço e caminho percorrido. Acertou – passou, errou – bombou.

Aí eu volto a pensar na tal busca. Se melhorar, ser humilde e ver seus defeitos, passar por eles e mudar suas características. Aprender a amar o passado e perdoar os tropeços, se descobrir. Ser melhor com os outros, com você mesmo. Tudo isso já é pouco falado e muito menos executado.

Mais uma vez eu não culpo ninguém que se perde nesse labirinto e que cai nas vias expressas das medicações que os médicos (também seres na mesma situação – em geral) passam como se fosse chá de erva doce ou suco de maracujá. Não culpo simplesmente por saber que dói.

Dói muito, é difícil, dá medo, a vontade de desistir de pular de cabeça nesse jornada mesmo antes de olhar o penhasco.

Eu desaconselho esse pulo sem MUITO apoio. De todas as espécies, de preferência sempre com profissionais (dos que são da linha pula que eu te ajudo, e não da linha espera que eu te anestesio).

Eu tento. Tento enfrentar esse medo. Busco ajuda sim. Sou super fã de ajuda na verdade. As mais diversas terapias, uma religião, remédios naturais (e não naturais se for o caso) pra dar aquela força e conseguir ter chão, enxergar o caminho, curar as feridas, descobrir novas portas, abrir minha alma e seguir em frente. Pra isso tem que ser humilde. Tem que falar a verdade (coisa rara…), tanto pra você quanto pra quem vai te ajudar. Tem que procurar os profissionais (nem sempre é na primeira tentativa, às vezes é só na terceira ou quarta). Tem que ter fé. Ter desapego. Ter coragem.

Eu busco em cada receita de creme/pudim/flan que eu vejo na internet uma textura exata, com gosto preciso, uma combinação que eu nem sei se já provei ou se é só fruto da minha imaginação.

Ainda não encontrei essa que eu tanto almejo, mas não quer dizer que nas tentativas eu não tenha achado preciosidades!

Ao contrário da escola, eu acredito que o sucesso mora no processo, em superar obstáculos, em aceitar fracassos. Acredito nisso por aceitar que o fracasso foi apenas em relação à minha expectativa inicial e na verdade o resultado é sempre um sucesso.

Essa taça de chocolate foi o caso. O resultado não era o que imaginava alcançar. Nem ficou igual à receita original. Mas ficou maravilhoso.

Sem querer, a mistura decantou, formando uma mousse de chocolate no topo (parte mais clara e aerada) e um tipo de creme liso embaixo.

Veio de um blog super natural, que eu gosto bastante, mas não tenho muita prática nos ingredientes que ela usa (em geral salgados). Ela posta poucas receitas “gordas” como essa, mas sabia que não dava pra ser ruim.

A receita original, a Heidi Swanson achou em um livro francês de receitas infantis.

A dica dela é de usar só ingredientes de alta qualidade, já que são poucos e por isso não tem como mascarar o defeito de um ingrediente maisoumenos.

Essa receita leva ovos crus, ela também alerta pra isso, já que nos Estados Unidos tem muita gente que não come ovo cru, e também pras grávidas, que costumam ser orientadas a evitar.

Só troquei o chocolate amargo por ao leite (era o que tinha e o que o marido gosta, então…).

Ingredientes:

2 ovos em temperatura ambiente, pouco tempo antes do preparo

170 g de chocolate de alta qualidade picado (ela sugere o amargo)

4 colheres de sopa de água

4 colheres de açúcar

4 colheres de manteiga sem sal

pitada de sal

Creme de leite levemente batido para cobertura (opcional, eu não tinha então não fiz)

Preparo:

Bata as claras em neve e reserve.

Em banho maria, derreta o chocolate, o açúcar, a água, a manteiga e o sal.

Retire do fogo quando estiver completamente derretido e misturado. Adicione a gema de ovo (obs: eu primeiro adicionei um pouco do creme de chocolate no ovo e misturei, para elevar a temperatura do ovo gradativamente e não correr o risco de cozinhar o ovo. Ela não diz pra fazer isso, mas eu não quis arriscar. Depois coloquei o ovo no restante da mistura de chocolate e continuei misturando).

Adicione as claras em neve até completamente incorporadas na mistura de chocolate.

Divida em taças e leve pra gelar por algumas horas.

Sirva coberto com o creme de leite batido, se assim quiser.

(serve de 2 a 4 porções)



Bolo de cenoura com chocolate = Doula
February 2, 2013, 9:17 am
Filed under: Doce

Bolo de cenoura com calda de chocolate

Essa não é uma definição estilo descritivo do que é uma Doula, isso você encontrará provavelmente aqui ou aqui ou aqui. Eu só vou contar como foi que eu descobri sem ser por uma explicação clara o que é uma doula, ou melhor, o que é uma doula pra mim.

Sabe aquele dia que você tem qualquer coisa te incomodando, que você dá um jeito de sair mais cedo do trabalho, que a abertura do portão da garagem parece uma eternidade ao invés de apenas segundos, quando você tem lágrimas rasas nos olhos, mas não quer que ninguém veja? Nesse dia eu desejo apenas alguém que me entenda sem palavras, que me olhe e de fato me enxergue. Normalmente eu nem sei explicar o que está acontecendo, nem sei se quero saber, muito menos contar pra alguém o que me fez ficar daquele jeito naquela hora. Eu queria um gesto silencioso que me aconchegasse, um suporte discreto que não me deixasse encabulada do meu “estado”, que me amasse mesmo sem saber o que eu tenho.

Bom, em geral isso não acontece. Eu acredito que o ser humano normalmente fica em pânico quando vê outro que gosta assim, nesse estado, ai pergunta o que foi, mas o que aconteceu, mas o que eu posso fazer por você, quer alguma coisa? Quero, quero não ter que falar, não ter que explicar. Eu sempre fico grata por essa expressão do amor do outro comigo, por saber que isso é tudo que ele pode me oferecer, mas não é o que eu preciso.

Aí entra o bolo. Um bolo de cenoura com cobertura de chocolate lembra tardes de lanche depois da escola, lembra sábados de brincadeira com os primos ou um mimo inesperado. Então o bolo em silêncio te abraça, e a cada mordida você se sente mais tranquila. Sabe que o bolo não vai te questionar, te perguntar ou tentar te dizer nenhuma palavra de consolo. Ele simplesmente age. Com ternura ele se entrega totalmente pra você, te deixa consumí-lo para que você tenha seu equilibrio, sua energia de volta.

O que isso tudo tem a ver com uma doula, você se pergunta. Bem, pra mim doula é equivalente a um bolo desses em um dia assim.

Explico:

Estava eu em um dos encontros do Alegrias de Quintal, e a Marina mostrava pra nós alguns alongamentos, alguns exercícios e algumas posições de descanso, nesse último caso pensando no dia do parto.

Foi quando ela sentou na bola de exercícios e enquanto falava com a outra mãe foi me dando instruções de como me posicionar. Eu fui obedecendo meio desajeitada (assim?, desse jeito?, ahh entendi…) e por fim eu me vi em uma posição que imagino vista de fora pareça a mais desconfortável do mundo. Afinal, é pra uma gestante de gigantes nove meses, no dia do parto. Não era desconfortável, pelo contrário, o apoio era ótimo e parecia que precisava fazer força pra ficar daquele jeito, mas não precisa.

Apressada como sou, achei que era aquilo, que a posição era aquela e que logo ela mostraria outra. Engano meu. Foi aí que ela deu a última instrução. Apoia a cabeça em mim, ela disse ao me dar as mãos. Fim.

Fim não, começo. Eu fechei os olhos enquanto encostada no seu peito, com as costas apoiadas na bola e tendo suas mãos com as minhas e aquele amor vindo direto pra mim. Ela falava mais coisas, teoricamente comigo e com a outra grávida. Mas eu já não estava mais lá.

No momento que fechei os olhos e senti suas mãos, quando relaxei e me entreguei eu só me imaginava boiando. Boiando em um mar calmo e transparente, desses que vemos nas propagandas das ilhas paradisíacas. Sem mais ninguém, sem mais nenhum som, era eu ali sendo carregada pelo invisível (bem, na verdade pela Marina, mas a sensação era essa, do invisível). E pra mim não tem sensação melhor do que estar entregue pras águas.

Foi aí que eu descobri o que é uma doula. Ela é o bolo de cenoura que estará lá no dia do parto.

Doula pra mim é essa que sabe antes mesmo de você o que pode ser bom pro seu corpo e como relaxar sua mente. Afinal, ela está te lendo de fora. Ela te sugere coisas pra te acolher e te ajuda a chegar lá, nesse momento em que precisamos de alguém que te enxergue e que tenha a tranquilidade de não se envolver pelo seu estado momentâneo.

Eu já até imagino a coisa toda. Eu assim, com aquele incômodo e pedindo ajuda pro marido que está em pânico (afinal o filho também é dele e sou eu que vou parir, não tem situação mais sinuca de bico que essa…) e ele não me entendendo e ficando nervoso por não conseguir e eu mais ainda por me sentir desamparada. Aí eu imagino a Marina chegando e sugerindo alguma coisa e eu – rabugenta como fico nessas horas de desconforto – indo fazer meio de má vontade, dizendo que não quero, eu penso nela dizendo que é só uma tentativa, que se não funcionar pode mudar, sair, parar. E aí o milagre provavelmente acontece. Eu vou achar de tempos em tempos nas sugestões que ela fizer esse paraíso escondido. Vou encontrar o meu mar particular pra ir boiar e esquecer o que está me incomodando. Me conectar com o momento, que deverá ser perfeito. O momento prévio da chegada daquele que criei na barriga e que terei nos braços dentro em breve.

Eu estou grata por ter descoberto o papel da Doula. Por elas existirem e quererem dar tudo isso. Por ter a Marina. Estou feliz por saber que teremos (eu, o marido e o bebê) esse apoio, nesse encontro.

……………

Essa receita é da Concei, que faz bolo pra nossa família já faz bem uns vinte e cinco anos.

Como toda cozinheira que cozinha sem muita receita, ela ficou doida da vida quando eu me plantei na cozinha e quis aprender e ANOTAR a receita do bolo de cenoura que ela nos faz (ainda tem na casa do papai!).

Não sei dizer se esse bolo desenforma bem, já que ele não dura mais que algumas horas. Nós comemos sempre direto da forma, cortando cada um o seu pedaço e fazendo aquela marca no fundo da forma que depois conta a história de quantos quadrados ali já foram cortados.

A Receita é toda medida em “copo de requeijão” que tem gente que diz que é a mesma coisa que “copo americano”. Eu tenho aqui em casa um único exemplar do tal copo de requeijão para essa receita (não tenho mais nenhuma que use essa medida) só por ser parte da minha memória de infância, por ser parte da história desse bolo, na nossa casa, eu quis manter a tradição. Mas eu pesei tudo pra ajudar aqueles que não tem um desses. Afinal, “um copo não muito cheio de óleo” é uma medida um tanto particular.

Receita:

2 cenouras médias

3 ovos

2 copos de requeijão de farinha de trigo / 280g

2 colh. de sopa de  fermento em pó

2 copos de requeijão não cheios de açúcar (360g)

1 copo de queijão faltando dois dedos pra estar completo de óleo (180ml)

1 xícara de café de leite (80ml)

Preparo:

Pré-aqueça o forno a 180 graus.

No liquidificador, bata as cenouras até ficarem trituradas. Adicione os ovos e o óleo e bata até ficar homogêneo.

Em um bowl, peneire a farinha de trigo, o fermento e o açúcar.

Adicione a mistura de cenoura na farinha e mexa com uma colher de pau.

Adicione por último o leite e misture até ficar homogêneo. (A Concei diz que esse é o segredo do bolo ficar fofinho, esse é o segredo dela.)

Derrame na forma untada e leve ao forno até que um palito saia limpo (cerca de 25 minutos).

Obs: Hoje só tinha 2 ovos, então resolvi dobrar a quantidade de leite. Funcionou.

Calda:

- A tradicional calda é aquela de manteiga, açúcar e chocolate em pó (na receita da Concei as medidas são: 40g de manteiga, 2 col. de sopa de açúcar e duas col. de sopa de chocolate em pó: Colocar todos os ingredientes em uma panela e levar ao fogo baixo e mexer até derreter. Derramar sobre o bolo, com ambos ainda quentes), mas eu simplesmente não acerto essa receita…

- Por isso uso a de sempre aqui em casa: 200g de chocolate, 40g de manteiga: Derreter em banho-maria o chocolate e a manteiga. Espalhar sobre o bolo.

Dica da Concei: Sempre quebrar os ovos em uma tigela antes de adicionar na mistura, caso apareça um estragado não se perde tudo (essa também é conhecida como dica de vó…)

Dica do Lee e da Renata Ishii: Pro bolo de cenoura não ficar pesado, deve-se usar cenouras mais velhas ao invés de novas. Eles deram uma explicação mais cientifica pra dica, mas como a conversa aconteceu depois do meu horário de dormir, meu cérebro fica bem limitado. Eu não sei dizer se funciona, mas como já contei no outro post sobre bolo de cenoura, aqui em casa elas só viram bolo nesse fim de vida mesmo, então eu acabo aproveitando a dica assim sem querer.



Tofu
January 14, 2013, 1:05 pm
Filed under: Salgado

Outro dia, em uma conversa entre irmãos, um deles comentava sobre os adolescentes do momento (como se fizesse muito mais que 5 anos que ela saiu dessa fase, o que me fez sorrir ao acompanhar o diálogo).

Maionese de Tofu

Ela dizia que o que mais a deixa irritada é que hoje eles não pedem mais as coisas nem sonham em ter/fazer algo, mas que PRECIIIISAM dissooudaquilo, caso contrário parecem enfartar de desgosto e frustração.

Achei tudo verdade, a maneira como eles falam é irritante, mas cá pra nós sempre foi assim, só que agora todos ficam sabendo dessas necessidades desnecessárias por mil maneiras diferentes (facebook, twitter, instagram, blogs (oi!), etcetcetal). E eu fico pensando, como nessas vias não tem aquele contato cara-a-cara, tem sempre que fazer um drama extra (letras garrafais, frases exageradas..) pra tentar passar a impressão que os olhos mais rosto mais corpo mais fala fariam.

Aí fiquei pensando como eu sou uma adolescente mimada e CHATA em vários aspectos. Muitas vezes quero me fazer calar de tão reclamona. Exemplo, na cozinha.

Se tem queijo eu queria mesmo era fazer um peixe, se tem ingredientes pra comida oriental eu queria mesmo era uma boa comida gorda e confortável americana e se tem frutas eu queria chocolate e se tem tudo eu não queria cozinhar e se …e se….

Enfim, hoje fiquei cheia dessa minha mente tagarela e reclamona e decidi ir fazer o que tem com o que tem e pôr fim nesse lenga-lenga.

Dentre outros feitos, uma pseudo maionese de tofu veio à tona. Eu AMO maionese feita em casa (a verdadeira), mas tinha esse tofu ideal pra patês, e com esse espírito de “só tem o que  há” ,deu nisso.

Misturei várias ideias e ficou bem interessante o resultado, pra comer com batatinhas assadas ou no meio do sanduba.

……

Receita:

Ingredientes:

1/2 pacote de tofu Soft

01 col. de café de mostarda escura

sal

1 col. de sobremesa de açúcar*

vinagre balsâmico

cebolinha

salsinha

Preparo:

Coloque todos os ingredientes em um recipiente e bata com o mixer até estar tudo bem misturado. Acerte o tempero como quiser.

*Obs: A adição de açúcar fez com que ficasse parecendo mais um molho Honey-Mustard do que uma Maionese, eu gostei assim, mas pode omitir!



Bolo de cenoura com calda de Leite Condensado
January 10, 2013, 9:08 am
Filed under: Doce

Bolo de cenoura com calda de leite condensado

E as cenouras tendem a se alongar na geladeira.

Não sei se enjoei de todas as maneiras que já usei a cenoura nos pratos salgados (e sou muito preguiçosa pra tentar outras), mas as cenouras costumam virar bolo aqui em casa. E confesso, não fico triste não.

A receita que costumo usar é aquela de toda a família, bate tudo no liquidificador e a caldinha rala de chocolate finaliza. Mas aí veio a Fer Guimarães Rosa dar um tchan e apresentou uma receita em que de fato se vêem as cenouras, com uma calda surpreendentemente boa e fácil e ainda uma canela na massa que nos transportou pros bolos que comemos em Londres. Tudodebom.

Da receita original não usei as nozes (não tinha e não são nossas preferidas) e diminui o limão da calda (falta de ingrediente da nisso, ajustes sem fim).



Challah redonda
January 10, 2013, 9:06 am
Filed under: Salgado


Challah

Fazia tempo que não saía um pão do forno. Foi no meio do feriado infinito, com a certeza de que de casa não sairíamos naquele dia, que decidi fazer essa Challah.

A intenção foi das melhores. Usei farinha orgânica para pães, acrescentei folhas frescas do meu mini pé de manjericão orgânico, li com atenção a receita, tentei não inventar muito.

Mas enquanto a massa batia na batedeira, por que não aproveitar pra regar as plantas? Um minutinho.

Foi do alto do banco, com o borrifador em uma mão e o avental ainda no corpo que ouvimos o estrondo vindo da cozinha. A batedeira andou. Na verdade, voou. Ela não só caiu no chão, quicando no banquinho onde fica a mini horta, como parte da terra da horta entrou na massa.

Desastre.

Bem, eu fui pra sala de avental e tudo e fiquei sentada no banquinho, como de castigo, por alguns minutos.

Depois eu voltei lá, peguei a batedeira do chão, joguei a massa fora (dor no coração em ver todos aqueles ingredientes orgânicos e lindos no lixo, mas faz parte) e comecei tudo de novo. Aquele dia era dia de pão.

Bem, a massa ficou ótima pra manusear e deu pra trançar lindamente. Da próxima eu bateria um pouco menos e aumentaria um tico os líquidos pra deixar ainda mais macia, como a Challah que costumamos comer.

Da próxima vez não vou mais regar as plantas enquanto bate a massa. Ou fazer uma pequena ligação (nunca são pequenas…) ou arrumar a cama ou…

Challah

Receita:

original: http://waywardspark.com/?p=5042

No post da receita, ela indica esse outro post de outro blog pra aprender a trançar: http://smittenkitchen.com/blog/2011/09/apple-and-honey-challah/



Sorvetes pra refrescar a mente
November 4, 2012, 4:20 pm
Filed under: Doce

 

Tudo tem o seu próprio tempo. Tudo começa e tudo termina.

Confesso que eu era muito relutante quando se trata desse fato. Mas não sou mais.

Eu tinha essa implicância, ou temor talvez, ao pensar que as coisas terminam.

Foi então que eu descobri que a vida não acaba, que ela só muda de estágio, de status. Descobri que os acontecimentos não são feitos de círculos e sim de uma imensa espiral.

O fim de um círculo culmina invexoravelmente eu um novo círculo, tornando tudo finito e infinito ao mesmo tempo.

Tudo isso muito lindo, mas no dia a dia fica mais dificil entender essas fases. Perceber quando termina um e começa o outro, saber o instante exato de passar o bastão.

Sabemos que algumas coisas nunca mais vão se repetir por exato. Alguns momentos, algumas pessoas, alguns lugares não serão mais os mesmos. É como ir visitar um mesmo lugar, não interessa quantas vezes se vá e o máximo que se tente repetir os atos anteriores, nunca será igual.

Em certas ocasiões não concordamos com o tempo que durou aquele ciclo, ou ainda achamos estar no lugar errado. Às vezes pensamos que acabou antes do que devia, outras que não foi do jeito que tinha que ser.

Mas então eu penso. Às vezes penso que essa parca visão dificulta bastante o entendimento. E outras sou grata por quase nada poder ver. Essa necessidade de “saber” como deve ser, o julgamento, os ajustes que fazemos mentalmente ou verbalmente. As reclamações sem fim de como tudo está fora de lugar. Fora de lugar segundo quem, eu me pergunto? É exatamente aí que entra o momento da fé.

Fé de que tudo está certo, se estivermos fazendo direito. Aí que entra o meu pensamento de que as regras inventadas, impostas pela sociedade, pelas gerações, pelas mentes de alguns, são absurdas. Como eu haveria de saber ao certo algo tão delicado?

E em um lance de lucidez eu percebo de fato, sinto mesmo, que essa teia que liga todos a tudo, que gira e gera o novo e o velho, está sempre de acordo com os planos de outro alguém. De alguém que de fato enxerga tudo. Porque pra mim, só alguém que vê como um todo pode dar pitaco e guiar esses delicados acontecimentos.

Resolvi começar a pensar mais no incício do novo ciclo, ao invés do fim do ciclo anterior. Afinal, se não começarmos, nunca saberemos o que tem de bom na próxima esquina, as surpresas que nos aguardam. As pedras pra serem tropeçadas, as pessoas a serem abraçadas, as dores choradas, as alegrias cantadas. Sem o fim, nunca poderá haver um novo começo

……………

Fiz sorvetes no inverno. Antes mesmo desse calor inesperado nessa época do ano. Comecei a fazer quando ainda estávamos de casaco, quando parecia absurdo, quase errado fazer sorvete.

Testei receitas nas madrugadas de insônia. Errei algumas, acertei em outras.

Sorvete de Doce de Leite: receita daqui.

Sorvete de tangerina: receita adaptada (só troquei a laranja por tangerina) daqui.

Sorvete de mel: (usei mel orgânico de flor de laranjeira) daqui.

obs: Usei a sorveteira da KitchenAid, que é um bowl próprio pra isso. Emprestada – durante a época de pouco uso.



Pão de Queijo com Queijo da Serra da Canastra
February 5, 2012, 6:29 pm
Filed under: Salgado

Nem vi Janeiro passar. De repente já era dia de Iemanjá.

O que restou desse mês foi só mesmo o rastro do perfume desse pão de queijo. O queijo usado é o tal da Serra da Canastra.

Pra quem não conhece, a Neide Rigo fez uma linda visita aos produtores do tal queijo.

Foi aí que descobri que ainda tem gente que tira o leite da vaca com as próprias mãos, chama vaca por vaca pelo nome e ainda deixa um tantinho na teta da mãe pro bezerro aproveitar.

É ou não é pra continuar tendo fé?!

……….

A receita do pão de queijo é da Fer Guimarães.

Eu fiz meia receita que rende bastante, mas pra nossa casa gulosa, dá nem pro cheiro… Faço as bolinhas e congelo pra que na hora da fome e do pouco tempo tenha essa delícia pra assar.

Só substituí o queijo que ela sugere pelo da serra da canastra, que a Carine me trouxe de Minas por encomenda (que veio embalado em papel pintado e acompanhado de goiabada cascão caseira). Adiciono um pouco mais de sal, pro meu gosto fica melhor, e não costumo usar a erva-doce.




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