PicNic… PicMe


Chocolate quente – Hot Chocolate
March 4, 2014, 8:46 pm
Filed under: Doce

chocolate quente - hot chocolate

E das coisas reconfortantes eu listo:

- risadas entre amigos

- conversas sem medo de falar besteira

- descobrir novas receitas favoritas

- filmes assistidos vezes sem fim

- dançar na sala

Essas são só algumas, pois tenho a sorte de ter muitas coisas gostosas nessa vida.

E esse carnaval foi regado (quem diria) a chocolate quente.

Chocolate quente surpreendente, da sempre perfeita Gourmet :

Ingredientes:

115g de chocolate meio-amargo picado

2 xícaras de leite integral

1/3 de xícara de creme de leite fresco (gelado)

1 col. (sopa) de açúcar

Canela em pó (opcional, não está na receita original)

Preparo:

Bater o creme de leite e o açúcar até formar picos. Reservar.

Derreter o chocolate com o leite.

No fundo da xícara polvilhar a canela (se escolheu usá-la) e derramar o leite sobre ela. Colocar sobre o leite o creme batido e polvilhar canela ou chocolate em pó.

Essa receita é pra dois, assim traz alegria aos pares.



Brownie com cream cheese
February 10, 2014, 10:44 pm
Filed under: Doce

brownie com creamcheese

E eu nem sei o que fazer com o tempo livre.

Você já teve essa sensação?

São tantos pequenos projetos, todos sem importância real. São tantas burocracias na lista de pendências. São tantas horas de sono acumulado. Que eu me pego fazendo coisas sem nexo, como tricotar no calor de 65 graus que anda fazendo ou assar brownies, perfeitos para uma tarde fria e chuvosa.

E o que é mais engraçado é que apesar de desconjuntada, de desordenada e definitivamente instável, estou feliz.

…..

Eu ganhei brownies da T. E dessas mesmas mãos tantos outros carinhos que pontuam minha vida em momentos estratégicos. É essa T que me ajuda a fazer a curva e enxergar o novo horizonte se abrindo na minha vida.

O melhor é que ela é tão boa na manobra que nem sabe que faz isso pra mim. Amor que não se explica, como esse brownie apreciado no alto verão.

….

Pra quem tiver coragem de preparar nessa época do ano, eu sugiro usar a geladeira como aliada para resfriar o danado e então cortar. Pra quem for paciente e for aguardar o inverno chegar, meus parabéns pela virtude de saber esperar.

Quase nada adaptado da receita da Lena Gasparetto com adição da cobertura da dona Martha:

Ingredientes:

Para o Brownie:

100g de manteiga

260g de chocolate meio amargo

1 e 1/2 xícaras de açúcar

3/4 de xícara de chocolate em pó

1 col. (sopa) de farinha de trigo

1 pitada de sal

3 ovos

Para a cobertura de cream cheese:
150 de cream cheese
1/4 de açúcar impalpável
1/2 ovo

Preparo:

Forre com papel manteiga o fundo e as laterais de uma forma redonda de 24cm (o ideal é uma quadrada, mas como eu não tenho…).

Derreta o chocolate com a manteiga. Reserve.

Em uma batedeira, peneire o chocolate em pó e adicionar o açúcar, a farinha e o sal. Adicione os ovos um a um e bata apenas até misturar. Adicione o chocolate derretido e bata apenas até misturar.

Derrame sobre a forma. Reserve.

Para a cobertura, bata na batedeira o cream cheese, o açúcar impalpável e o ovo até ficar homogêneo.

Espalhe a cobertura de cream cheese sobre a mistura de chocolate. Com a ponta de uma faca, faça movimentos para misturar as duas camadas. Não faça muito para não misturar completamente!

Leve ao forno pré-aquecido a 160graus por cerca de 45 minutos.

Retire do forno e deixe esfriar um pouco. Leve para a geladeira para esfriar completamente e então cortar em quadrados.

*Como eu adicionei essa cobertura, o resultado do brownie ficou muito diferente do resultado original (que é maravilhoso!!). Com essa cobertura, o todo fica SUPER úmido e compacto, não se parece nada com um bolo e é quase um doce de tão denso. Só pra avisar…



Bolo de Chocolate com Buttercream e Cobertura de Chocolate
December 20, 2013, 9:51 pm
Filed under: Doce


bolo de chocolate com recheio de buttercream e cobertura de chocolate

Mudou muito sua vida?

Essa é a pergunta mais frequente desde que o baby chegou.

A resposta é bem óbvia. Sim.

Mas as pessoas pensam sempre que estou me referindo às horas picadas de sono. Ao choro. Ás cólicas. Às dúvidas. Ao sexo. Ao trabalho. etc.. Bem, tudo isso definitivamente mudou. Mas o que mudou mesmo, e pra muito melhor, fui eu.

Não estou querendo me gabar não. O negócio aqui é tão enrascado que precisaria de uns 20 filhos pra chegar em algum lugar. Mas, que eu consegui aprimorar alguns itens da minha lista, consegui.

Derrapo e volto aos antigos hábitos com mais frequência do que gostaria. Mas Bento não deixa barato e logo corre pra me por no lugar.

Explico:

Se eu quero um bebê contente preciso estar descansada, pra conseguir descansar precisa estar alimentada, pra dar certo todo esse ciclo sem fim ele precisa de ritmo.

Eu não tinha hora pra almoçar, muitas vezes invertia a ordem das refeições. Muitas vezes descansava menos do que meu corpo pedia, pra cumprir todos os itens da minha lista infinita de afazeres. Eu não tomava jeito e não conseguia ter ritmo, nem disciplina, nem nada.

Isso mudou.

Pra que ele tenha tudo isso eu tenho que fazer comigo primeiro.

Pra ter leite, tenho que me alimentar, dormir, beber muita água. Eu acordo na mesma hora, dou banho no mesmo período, almoço na hora do almoço pois caso contrário não almoço mais, já que nesse horário ele tira um (mini) cochilo. E assim por diante.

E eu confesso, achava que ter essa rotina era uma prisão, que eu não queria nada disso, que me sentiria impotente e sufocada pela mesmice. Ledo engano.

Agora uso com sabedoria meu tempo livre. Planejo melhor as coisas. Dou mais valor aos detalhes. Simplesmente por saber que mais ou menos naquele período eu vou ter tanto tempo livre. Isso me acalma.

É assim no mais ou menos. Pra não cair na rigidez, vira e mexe Bento troca tudo de lugar e a hora que era de mamar vira a de tomar banho.

Aprendizado constante esse menino me dá.

Agora vou assim, tentando me desapegar e entrando mais no ritmo que a vida vem me ofertar.

……..

Antes eu faria esse bolo no susto. Não deixaria ele esfriar o suficiente na bancada pra desenformar, causando sempre problemas nas bordas. Rechearia o bolo ainda morno, fazendo com que o creme de manteiga derretesse. Cobriria com pressa e a calda escorreria mais de um lado que do outro e tudo teria sido extra triste.

Mas agora, que tenho pouca margem de erro, com o tempo contado entre uma chamada e outra do mini-ser, eu planejo (!!quem diria!!). Fiz o recheio duas noites antes. Fiz os bolos na noite anterior.  No dia D eu apenas montei o bolo e fiz a calda que não dava pra ser feita com antecedência. E então nasce um bolo feito por uma mãe.

Esse bolo é incrível por ser absurdamente simples de ser feito e seu resultado ser úmido e fofinho. Coisas que só dona Martha faz por você!

Receitas:

Bolo (da sempre prática Martha Stewart):

3/4 de xícara de cacau em pó

1 e 1/2 xícara de farinha de trigo

1 e 1/2 xícara de açúcar

1 e 1/2 col. de chá de bicarbonato de sódio

3/4 de col. de chá de fermento químico

3/4 de col. de chá de sal

2 ovos grandes

3/4 de xícara de leite + gotas de vinagre (buttermilk)

3/4 de xícara de água

3 col. de sopa de óleo

Preparo:

Pré-aqueça o forno a 180°C.

Em um recipiente coloque todos os ingredientes secos e misture com um batedor de arames (fouet).

Em outro recipiente misture todos os ingredientes molhados.

Adicione os ingredientes molhados aos secos e misture. (A massa fica bem líquida)

Em duas formas untadas e enfarinhadas derrame por igual a mistura e asse até que um palito saia limpo ao ser espetado no bolo.

Obs: Eu criei a mania de forrar o fundo da forma com papel manteiga e só depois enfarinhar, pra garantir que vai desenformar beeeem fácil. Mas teoricamente isso não é necessário.

Recheio de buttercream (creme de manteiga) (receita também da Martha Stewart!)

240g de manteiga em temperatura ambiente

3 xícaras de açúcar impalpável (exemplo)

1 col. de chá de extrato de baunilha

Preparo:

Bater todos os ingredientes na batedeira.

Cobertura: (da Ana)

200g de chocolate meio-amargo

40g de manteiga

Preparo:

Em banho-maria, derreter o chocolate e a manteiga. Espalhar por cima do bolo.

Montagem do bolo:

Depois de frios, desenformar os bolos.

Posicionar o primeiro bolo no prato e espalhar por ele o recheio de Buttercream.

Posicionar sobre o recheio o segundo bolo.

Cobrir o bolo com a cobertura de chocolate e ser Feliz!



Peanut Butter Cookie – Cookie de pasta de amendoim
November 3, 2013, 7:45 am
Filed under: Doce

Cookie de Peanut butterA crueldade da expectativa. Essa eu enxerguei há pouco tempo.

Foi em alguma situação que me frustrou, nem me lembro qual, que o Ricardo me apontou o motivo de tamanha tristeza com o acontecido. A expectativa.

Ele nem disse que minha expectativa tinha sido grande demais. Não deu adjetivos a ela. Não disse ser alta ou baixa, gorda ou magra. Apenas se referiu à pura presença dela.

Eu claro que debati com fervor. Afinal, expectativas na vida são importantes, temos que tê-las para nos mantermos motivados a continuar a caminhada etc e tal.

O fato é que eu não queria aceitar a verdade. Por que a verdade é sempre tida como luz (que eu até concordo), mas ela vem com a sensação de soco na boca do estômago, pra mim pelo menos…

Ele explicou que existia uma  grande diferença entre esperança e expectativa. E eu tive que viver mais algumas muitas frustrações com essa conversa na cabeça pra começar a digerir a ideia.

A esperança tem um Q de humildade. Você espera pela coisa boa, mas sabe que não tem o poder de definir a situação. Pode até fazer o seu melhor e assim influenciar para que as coisas caminhem naquela direção, mas a palavra final está sempre ligada a algo mais complexo, mais poderoso, mais sábio e maior (muito maior) que nossa parca visão da vida.

A expectativa, na minha opinião, já é mais arrogante. Você diz que está com boas expectativas pra tal coisa, mas no fundo tem o sentimento de que SABE que vai ter o resultado que espera. Que as coisas vão sair da maneira que imaginou, que você sabe o que é melhor e por isso essa é a única maneira de dar certo. Por isso TEM que acontecer assim.

Se só tivermos esperança e a coisa não seguir a direção que tínhamos imaginado, logo nos convencemos de que foi pro melhor, com mais facilidade vemos o lado bom do novo caminho que se apresentou e menos frustrados ficamos.

Pelo menos foi assim que eu entendi. E sempre que me pego com novas expectativas, porque esse é um hábito difícil de tirar – o de me achar conhecedora da verdade e do caminho certo – eu me lembro desses cookies e de mudar da expectativa para a esperança e adicionar mais humildade.

A história dos cookies foi assim, eu estava comendo poucos doces por diversos motivos, então queria um doce perfeito, pra valer a pena a falta cometida.

Resolvi procurar A receita de brownie. Uma combinação de super úmido, cremoso e de gosto intenso.  Pesquisei, pesquisei e escolhi pelas lindas fotos e receita super interessante esse aqui. Afinal, pasta de amendoim e avelã não tinham como dar errado e olha só pra cara lindademorrer desse brownie. Era perfeito!

Eu fiz os brownies. Eu assei, descasquei e triturei a avelã. Eu reli a receita mil vezes pra não ter perigo de errar. Eu comprei pasta de amendoim importada. Eu me esforcei. E minha expectativa era: Não tem erro. Vai sair perfeito.

Bom ele é mesmo, muito bom, muito rico etcetcetc, MAS não tem a textura que eu queria, não tem o sabor que eu procurava e, sim, eu chorei de tristeza ao dar a primeira mordida e quase morrer de decepção. (O choro foi um bônus dos hormônios da gestação…).

E aí eu fiz esses cookies, assim só pra usar o que restou da pasta de amendoim. Fiz quase sem prestar atenção. Fiz, mesmo o Ricardo tendo torcido o nariz para o fato de não levar farinha (porque pra ele, não levar farinha = impossível ser bom esse negócio). Fiz só na Esperança de ter algum doce pra oferecer pras visitas daquele final de semana.

E eles saíram assim lindos demais do forno, mas como eu ainda estava abatida com a história toda, nem dei muita bola.

Enquanto esperava a segunda fornada assar, sentei com meu enorme barrigão de mil meses na banqueta da cozinha, de frente para o forno, e peguei um dos cookies que estavam esfriando na grade em cima da mesa. Mordi displicente. Parei de pensar no que estava pensando. Quase parei de respirar. Foi MARAVILHOSO! Eles eram perfeitos pro meu gosto de cookie. Tinham essa camadinha de crocante por fora e eram cremosos por dentro. Com um super sabor de paçoca, com gotas gigantes de chocolate que derretiam a cada mordida.

E foi assim, com a esperança, que meu desejo se realizou – e não com a expectativa.

…………………………………………………………………..

Cookies de pasta de amendoim: (da Dona Martha Stewart, que não deixa nossas esperanças morrerem nunca)

Ingredientes:

1 xícara de creme de amendoim (usei do importado, que faz bastante diferença. Também fiz com o nacional. São dois resultados completamente diferentes.)

3/4 de xícara de açúcar

1 ovo grande, ligeiramente batido

1/2 col. de chá de bicarbonato de sódio

1/4 de col. de chá de chocolate

150g de chocolate meio amargo picado (a receita original pede 3/4 de xícara de gotas de chocolate meio amargo + 1/2 xícara de amendoim torrado, mas substitui assim)

Preparo:

Pré aqueça o forno a 180ºC.

Em um recipiente, misture a pasta de amendoim, o açúcar, o sal, o bicarbonato de sódio e o ovo. Adicione o chocolate picado.

Com as mão úmidas (eu costumo untar com óleo, acho que funciona bem, mas a dica da Dona Martha é molhar as mãos mesmo), faça 12 bolinhas  (cerca de uma colher de sopa cada bolinha) e disponha em uma assadeira forrada com papel manteiga ou silicone.

Asse por 12 a 14 minutos.

Retire do forno e deixe os cookies por mais 5 minutos na assadeira. Então passe para uma grade para esfriarem completamente.

Repita com o restante da massa.



Taça de Chocolate
March 19, 2013, 7:42 pm
Filed under: Doce

creme de chocolate

Buscar a melhora.

Ando pensando muito sobre isso. Talvez seja minha fase na vida.

Tenho visto ao meu redor as pessoas buscando a perfeição. Buscando não é bem o termo certo, exigindo acho mais adequado. Seja no café enquanto espera sua xícara, no cabeleireiro pra mudar a cor do cabelo, no corte da roupa, nas decisões alheias. Além delas esperarem que ninguém erre, atrase, deslize ou se engane, também noto que estas mesmas pessoas são – em geral – carrascas de si mesmas. Elas cobram a própria perfeição. E ao não atingi-la, sentem-se inseguras e fracassadas. Afinal, elas cobram e são cobradas na mesma moeda.

Eu não as culpo por esse comportamento. O stress da cidade, os empregos competitivos, a sociedade “exigindo” que se tenha casacarrovoltaoamundoroupademarca até os 30 e nosso sistema de ensino, que mostra todos os dias que você só é bom pelos seus resultados e não pelo esforço e caminho percorrido. Acertou – passou, errou – bombou.

Aí eu volto a pensar na tal busca. Se melhorar, ser humilde e ver seus defeitos, passar por eles e mudar suas características. Aprender a amar o passado e perdoar os tropeços, se descobrir. Ser melhor com os outros, com você mesmo. Tudo isso já é pouco falado e muito menos executado.

Mais uma vez eu não culpo ninguém que se perde nesse labirinto e que cai nas vias expressas das medicações que os médicos (também seres na mesma situação – em geral) passam como se fosse chá de erva doce ou suco de maracujá. Não culpo simplesmente por saber que dói.

Dói muito, é difícil, dá medo, a vontade de desistir de pular de cabeça nesse jornada mesmo antes de olhar o penhasco.

Eu desaconselho esse pulo sem MUITO apoio. De todas as espécies, de preferência sempre com profissionais (dos que são da linha pula que eu te ajudo, e não da linha espera que eu te anestesio).

Eu tento. Tento enfrentar esse medo. Busco ajuda sim. Sou super fã de ajuda na verdade. As mais diversas terapias, uma religião, remédios naturais (e não naturais se for o caso) pra dar aquela força e conseguir ter chão, enxergar o caminho, curar as feridas, descobrir novas portas, abrir minha alma e seguir em frente. Pra isso tem que ser humilde. Tem que falar a verdade (coisa rara…), tanto pra você quanto pra quem vai te ajudar. Tem que procurar os profissionais (nem sempre é na primeira tentativa, às vezes é só na terceira ou quarta). Tem que ter fé. Ter desapego. Ter coragem.

Eu busco em cada receita de creme/pudim/flan que eu vejo na internet uma textura exata, com gosto preciso, uma combinação que eu nem sei se já provei ou se é só fruto da minha imaginação.

Ainda não encontrei essa que eu tanto almejo, mas não quer dizer que nas tentativas eu não tenha achado preciosidades!

Ao contrário da escola, eu acredito que o sucesso mora no processo, em superar obstáculos, em aceitar fracassos. Acredito nisso por aceitar que o fracasso foi apenas em relação à minha expectativa inicial e na verdade o resultado é sempre um sucesso.

Essa taça de chocolate foi o caso. O resultado não era o que imaginava alcançar. Nem ficou igual à receita original. Mas ficou maravilhoso.

Sem querer, a mistura decantou, formando uma mousse de chocolate no topo (parte mais clara e aerada) e um tipo de creme liso embaixo.

Veio de um blog super natural, que eu gosto bastante, mas não tenho muita prática nos ingredientes que ela usa (em geral salgados). Ela posta poucas receitas “gordas” como essa, mas sabia que não dava pra ser ruim.

A receita original, a Heidi Swanson achou em um livro francês de receitas infantis.

A dica dela é de usar só ingredientes de alta qualidade, já que são poucos e por isso não tem como mascarar o defeito de um ingrediente maisoumenos.

Essa receita leva ovos crus, ela também alerta pra isso, já que nos Estados Unidos tem muita gente que não come ovo cru, e também pras grávidas, que costumam ser orientadas a evitar.

Só troquei o chocolate amargo por ao leite (era o que tinha e o que o marido gosta, então…).

Ingredientes:

2 ovos em temperatura ambiente, pouco tempo antes do preparo

170 g de chocolate de alta qualidade picado (ela sugere o amargo)

4 colheres de sopa de água

4 colheres de açúcar

4 colheres de manteiga sem sal

pitada de sal

Creme de leite levemente batido para cobertura (opcional, eu não tinha então não fiz)

Preparo:

Bata as claras em neve e reserve.

Em banho maria, derreta o chocolate, o açúcar, a água, a manteiga e o sal.

Retire do fogo quando estiver completamente derretido e misturado. Adicione a gema de ovo (obs: eu primeiro adicionei um pouco do creme de chocolate no ovo e misturei, para elevar a temperatura do ovo gradativamente e não correr o risco de cozinhar o ovo. Ela não diz pra fazer isso, mas eu não quis arriscar. Depois coloquei o ovo no restante da mistura de chocolate e continuei misturando).

Adicione as claras em neve até completamente incorporadas na mistura de chocolate.

Divida em taças e leve pra gelar por algumas horas.

Sirva coberto com o creme de leite batido, se assim quiser.

(serve de 2 a 4 porções)



Bolo de cenoura com chocolate = Doula
February 2, 2013, 9:17 am
Filed under: Doce

Bolo de cenoura com calda de chocolate

Essa não é uma definição estilo descritivo do que é uma Doula, isso você encontrará provavelmente aqui ou aqui ou aqui. Eu só vou contar como foi que eu descobri sem ser por uma explicação clara o que é uma doula, ou melhor, o que é uma doula pra mim.

Sabe aquele dia que você tem qualquer coisa te incomodando, que você dá um jeito de sair mais cedo do trabalho, que a abertura do portão da garagem parece uma eternidade ao invés de apenas segundos, quando você tem lágrimas rasas nos olhos, mas não quer que ninguém veja? Nesse dia eu desejo apenas alguém que me entenda sem palavras, que me olhe e de fato me enxergue. Normalmente eu nem sei explicar o que está acontecendo, nem sei se quero saber, muito menos contar pra alguém o que me fez ficar daquele jeito naquela hora. Eu queria um gesto silencioso que me aconchegasse, um suporte discreto que não me deixasse encabulada do meu “estado”, que me amasse mesmo sem saber o que eu tenho.

Bom, em geral isso não acontece. Eu acredito que o ser humano normalmente fica em pânico quando vê outro que gosta assim, nesse estado, ai pergunta o que foi, mas o que aconteceu, mas o que eu posso fazer por você, quer alguma coisa? Quero, quero não ter que falar, não ter que explicar. Eu sempre fico grata por essa expressão do amor do outro comigo, por saber que isso é tudo que ele pode me oferecer, mas não é o que eu preciso.

Aí entra o bolo. Um bolo de cenoura com cobertura de chocolate lembra tardes de lanche depois da escola, lembra sábados de brincadeira com os primos ou um mimo inesperado. Então o bolo em silêncio te abraça, e a cada mordida você se sente mais tranquila. Sabe que o bolo não vai te questionar, te perguntar ou tentar te dizer nenhuma palavra de consolo. Ele simplesmente age. Com ternura ele se entrega totalmente pra você, te deixa consumí-lo para que você tenha seu equilibrio, sua energia de volta.

O que isso tudo tem a ver com uma doula, você se pergunta. Bem, pra mim doula é equivalente a um bolo desses em um dia assim.

Explico:

Estava eu em um dos encontros do Alegrias de Quintal, e a Marina mostrava pra nós alguns alongamentos, alguns exercícios e algumas posições de descanso, nesse último caso pensando no dia do parto.

Foi quando ela sentou na bola de exercícios e enquanto falava com a outra mãe foi me dando instruções de como me posicionar. Eu fui obedecendo meio desajeitada (assim?, desse jeito?, ahh entendi…) e por fim eu me vi em uma posição que imagino vista de fora pareça a mais desconfortável do mundo. Afinal, é pra uma gestante de gigantes nove meses, no dia do parto. Não era desconfortável, pelo contrário, o apoio era ótimo e parecia que precisava fazer força pra ficar daquele jeito, mas não precisa.

Apressada como sou, achei que era aquilo, que a posição era aquela e que logo ela mostraria outra. Engano meu. Foi aí que ela deu a última instrução. Apoia a cabeça em mim, ela disse ao me dar as mãos. Fim.

Fim não, começo. Eu fechei os olhos enquanto encostada no seu peito, com as costas apoiadas na bola e tendo suas mãos com as minhas e aquele amor vindo direto pra mim. Ela falava mais coisas, teoricamente comigo e com a outra grávida. Mas eu já não estava mais lá.

No momento que fechei os olhos e senti suas mãos, quando relaxei e me entreguei eu só me imaginava boiando. Boiando em um mar calmo e transparente, desses que vemos nas propagandas das ilhas paradisíacas. Sem mais ninguém, sem mais nenhum som, era eu ali sendo carregada pelo invisível (bem, na verdade pela Marina, mas a sensação era essa, do invisível). E pra mim não tem sensação melhor do que estar entregue pras águas.

Foi aí que eu descobri o que é uma doula. Ela é o bolo de cenoura que estará lá no dia do parto.

Doula pra mim é essa que sabe antes mesmo de você o que pode ser bom pro seu corpo e como relaxar sua mente. Afinal, ela está te lendo de fora. Ela te sugere coisas pra te acolher e te ajuda a chegar lá, nesse momento em que precisamos de alguém que te enxergue e que tenha a tranquilidade de não se envolver pelo seu estado momentâneo.

Eu já até imagino a coisa toda. Eu assim, com aquele incômodo e pedindo ajuda pro marido que está em pânico (afinal o filho também é dele e sou eu que vou parir, não tem situação mais sinuca de bico que essa…) e ele não me entendendo e ficando nervoso por não conseguir e eu mais ainda por me sentir desamparada. Aí eu imagino a Marina chegando e sugerindo alguma coisa e eu – rabugenta como fico nessas horas de desconforto – indo fazer meio de má vontade, dizendo que não quero, eu penso nela dizendo que é só uma tentativa, que se não funcionar pode mudar, sair, parar. E aí o milagre provavelmente acontece. Eu vou achar de tempos em tempos nas sugestões que ela fizer esse paraíso escondido. Vou encontrar o meu mar particular pra ir boiar e esquecer o que está me incomodando. Me conectar com o momento, que deverá ser perfeito. O momento prévio da chegada daquele que criei na barriga e que terei nos braços dentro em breve.

Eu estou grata por ter descoberto o papel da Doula. Por elas existirem e quererem dar tudo isso. Por ter a Marina. Estou feliz por saber que teremos (eu, o marido e o bebê) esse apoio, nesse encontro.

……………

Essa receita é da Concei, que faz bolo pra nossa família já faz bem uns vinte e cinco anos.

Como toda cozinheira que cozinha sem muita receita, ela ficou doida da vida quando eu me plantei na cozinha e quis aprender e ANOTAR a receita do bolo de cenoura que ela nos faz (ainda tem na casa do papai!).

Não sei dizer se esse bolo desenforma bem, já que ele não dura mais que algumas horas. Nós comemos sempre direto da forma, cortando cada um o seu pedaço e fazendo aquela marca no fundo da forma que depois conta a história de quantos quadrados ali já foram cortados.

A Receita é toda medida em “copo de requeijão” que tem gente que diz que é a mesma coisa que “copo americano”. Eu tenho aqui em casa um único exemplar do tal copo de requeijão para essa receita (não tenho mais nenhuma que use essa medida) só por ser parte da minha memória de infância, por ser parte da história desse bolo, na nossa casa, eu quis manter a tradição. Mas eu pesei tudo pra ajudar aqueles que não tem um desses. Afinal, “um copo não muito cheio de óleo” é uma medida um tanto particular.

Receita:

2 cenouras médias

3 ovos

2 copos de requeijão de farinha de trigo / 280g

2 colh. de sopa de  fermento em pó

2 copos de requeijão não cheios de açúcar (360g)

1 copo de queijão faltando dois dedos pra estar completo de óleo (180ml)

1 xícara de café de leite (80ml)

Preparo:

Pré-aqueça o forno a 180 graus.

No liquidificador, bata as cenouras até ficarem trituradas. Adicione os ovos e o óleo e bata até ficar homogêneo.

Em um bowl, peneire a farinha de trigo, o fermento e o açúcar.

Adicione a mistura de cenoura na farinha e mexa com uma colher de pau.

Adicione por último o leite e misture até ficar homogêneo. (A Concei diz que esse é o segredo do bolo ficar fofinho, esse é o segredo dela.)

Derrame na forma untada e leve ao forno até que um palito saia limpo (cerca de 25 minutos).

Obs: Hoje só tinha 2 ovos, então resolvi dobrar a quantidade de leite. Funcionou.

Calda:

- A tradicional calda é aquela de manteiga, açúcar e chocolate em pó (na receita da Concei as medidas são: 40g de manteiga, 2 col. de sopa de açúcar e duas col. de sopa de chocolate em pó: Colocar todos os ingredientes em uma panela e levar ao fogo baixo e mexer até derreter. Derramar sobre o bolo, com ambos ainda quentes), mas eu simplesmente não acerto essa receita…

- Por isso uso a de sempre aqui em casa: 200g de chocolate, 40g de manteiga: Derreter em banho-maria o chocolate e a manteiga. Espalhar sobre o bolo.

Dica da Concei: Sempre quebrar os ovos em uma tigela antes de adicionar na mistura, caso apareça um estragado não se perde tudo (essa também é conhecida como dica de vó…)

Dica do Lee e da Renata Ishii: Pro bolo de cenoura não ficar pesado, deve-se usar cenouras mais velhas ao invés de novas. Eles deram uma explicação mais cientifica pra dica, mas como a conversa aconteceu depois do meu horário de dormir, meu cérebro fica bem limitado. Eu não sei dizer se funciona, mas como já contei no outro post sobre bolo de cenoura, aqui em casa elas só viram bolo nesse fim de vida mesmo, então eu acabo aproveitando a dica assim sem querer.



Tofu
January 14, 2013, 1:05 pm
Filed under: Salgado

Outro dia, em uma conversa entre irmãos, um deles comentava sobre os adolescentes do momento (como se fizesse muito mais que 5 anos que ela saiu dessa fase, o que me fez sorrir ao acompanhar o diálogo).

Maionese de Tofu

Ela dizia que o que mais a deixa irritada é que hoje eles não pedem mais as coisas nem sonham em ter/fazer algo, mas que PRECIIIISAM dissooudaquilo, caso contrário parecem enfartar de desgosto e frustração.

Achei tudo verdade, a maneira como eles falam é irritante, mas cá pra nós sempre foi assim, só que agora todos ficam sabendo dessas necessidades desnecessárias por mil maneiras diferentes (facebook, twitter, instagram, blogs (oi!), etcetcetal). E eu fico pensando, como nessas vias não tem aquele contato cara-a-cara, tem sempre que fazer um drama extra (letras garrafais, frases exageradas..) pra tentar passar a impressão que os olhos mais rosto mais corpo mais fala fariam.

Aí fiquei pensando como eu sou uma adolescente mimada e CHATA em vários aspectos. Muitas vezes quero me fazer calar de tão reclamona. Exemplo, na cozinha.

Se tem queijo eu queria mesmo era fazer um peixe, se tem ingredientes pra comida oriental eu queria mesmo era uma boa comida gorda e confortável americana e se tem frutas eu queria chocolate e se tem tudo eu não queria cozinhar e se …e se….

Enfim, hoje fiquei cheia dessa minha mente tagarela e reclamona e decidi ir fazer o que tem com o que tem e pôr fim nesse lenga-lenga.

Dentre outros feitos, uma pseudo maionese de tofu veio à tona. Eu AMO maionese feita em casa (a verdadeira), mas tinha esse tofu ideal pra patês, e com esse espírito de “só tem o que  há” ,deu nisso.

Misturei várias ideias e ficou bem interessante o resultado, pra comer com batatinhas assadas ou no meio do sanduba.

……

Receita:

Ingredientes:

1/2 pacote de tofu Soft

01 col. de café de mostarda escura

sal

1 col. de sobremesa de açúcar*

vinagre balsâmico

cebolinha

salsinha

Preparo:

Coloque todos os ingredientes em um recipiente e bata com o mixer até estar tudo bem misturado. Acerte o tempero como quiser.

*Obs: A adição de açúcar fez com que ficasse parecendo mais um molho Honey-Mustard do que uma Maionese, eu gostei assim, mas pode omitir!




Follow

Get every new post delivered to your Inbox.