Filed under: Pintar e Bordar

Cada um com sua mania, diz o ditado.
A mania da minha querida madrinha é de colecionar patos. Todos os tipos de patos, nas mais variadas formas e nas mais variadas ocasiões. Vaso de pato, prato de pato, almofada de pato, e eu dei um pato de pelúcia (por incrível que pareça, ela não tinha um desses ainda!).
Durante a arrumação da despensa, achei uma sacola com revistas, linhas e uma toalha com um bordado em ponto cruz começado. Eram os tais patos, que há quatro anos eu pretendia bordar para presentear a madrinha. Me lembro bem que, das mil revistas sobre ponto cruz da mamãe que tínhamos em casa, apenas uma tinha patos do jeito que eu pretendia. Queria bordar esses patos tipo de caça.
Dessa vez eu terminei o trabalho. E com um adicional, finalmente aprendi a fazer o avesso sem nós! Folheando a revista que tinha aqui, bem no início, eles ensinavam como fazê-lo. A diferença é enorme, fica lindo mesmo, bem a la Coco Chanel (o avesso tão perfeito quanto o direito).
Fotografei o passo-a-passo que a revista traz do ensinamento de como fazer o avesso perfeito, mas pra ser bem sincera, eu fiz meio assim no feeling, não entendi lhufas da explicação!

(Coloquei a foto gigante, ninguém merece essas letras minúsculas! Revista Fácil-Fácil PONTO CRUZ, 6548 Edição 425-B)
Adoro o ponto cruz, mas enjôo dele muuuito rápido, sempre assim no meio do projeto. Quanto mais trocas de cor e miudinho for, mais rápido quero terminar, pra me ver livre mesmo!
(A parte marrom eu fiz há quatro anos, ainda usando os nós para segurar a linha, o resto fiz com essa técnica pra ficar perfeitinho. Olha só que diferença faz!)
(esse já está todo com o avesso perfeito)
Mas esse patos foram uma realização! Quatro anos depois, eles finalmente vão pro lago!
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A nossa sala de visita era da cor salmon. Acho que eu nunca nunca nunca vou usar nada com essa tonalidade. Era a sala proibida para as crianças.
Mas o peixe, esse vou usar sempre que puder! Super delicinha (como diria a Có!), fica bom de quase qualquer maneira e está no TOP 10 das comidas favoritas do Ric (o único peixe da lista!!!).
Comprei essas postas e grelhei na frigideira, reduzi o vinagre balsâmico e reguei tanto o peixe quanto a salada de alface crespa roxa e mussarela de búfala. Super simples, super rápido e super delicinha.
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Vovó me deu para completar o meu enxoval de casamento um conjunto de meia dúzia de panos de prato com biquinhos diferentes. Eu simplesmente amei. São super simples e muito lindos.
Simples assim de se ver, vai tentar reproduzir pra saber como é difícil! A técnica é bem possível de se aprender, tem que fazer muuito mesmo pra decorar e quilômetros pra ficar perfeito, firme e reto!
Ela que me ensinou a bordar os desenhos no pano de prato. Usando pontos corrente, atrás e alinhavos (achei esse blog simplesmente perfeito, ele ensina todos os pontos com fotos muuuito didáticas). Aí que fiquei martelando que queria aprender os tais biquinhos.
Foi no natal passado, eu levei até Caxias os paninhos, linhas e caderno (para anotar as instruções, muito útil pra minha mente esquecida!). Enquanto todos cochilavam nos sofás da casa da Irene, estava eu lá, na minha aulinha com a vovó (ela é brava, tem que mostrar empenho no dever de casa. Ela ensina, dá um tempo pra você aplicar e volta pra conferir! Professora das tradicionais!). Tive que pegar emprestada uma agulha de crochet com a sogra da Irene (outro detalhe importante, nunca se deve presentear com agulhas! Cada uma com a sua, por isso é só empréstimo mesmo) e lá fui eu no mais básico dos básicos. Adorei, queria mais.
O tempo passou e só consegui a minha segunda aula dos biquinhos agora em Setembro (que absurdo!), eu queria mesmo era fazer esses porta copos que achei nesse blog lindo, massss, apesar de ter batido o pé, implorado, pedido com jeitinho, não teve jeito. “Você não tá pronta, primeiro tem que treinar muuuuito com os biquinhos!”. E lá fui eu pra segunda aula.
Amei também! E no silêncio da madrugada eu confessei baixinho pro Ric, ” Ela tava certa, eu não ía conseguir fazer os porta-copos, é bem mais difícil do que parece!”
Agora estou me dedicando aos bordados. Quero fazer uma almofada. Amo bordados e a super inspiração é a Dona Maria José, ela sempre me dá de presente alguma coisa feita por ela, mas o ápice foi o presente de casamento. Três bordados, com casas típicas mineiras e poemas antigos.
Vamos ver por onde vão os meus caminhos.

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As frutas que ansiava comer quando chegasse aqui em Portugal eram as das minhas memórias de férias. Meloas laranjas e cerejas doces.
Mas não as encontrei. Fui conversar com minha madrinha, já com as suposições dos motivos da falta das frutas no mercado, verifiquei a verdade. Não há mais meloas a essa altura, são boas em Julho, mas temos agora muito bons melões (sim, são diferentes!).
Então contei que comi uma ameixa muito linda, ameixa verde, mas que não estava assim tão doce, nem o pêssego, que apesar de lindo e cheiroso, ainda não estava perfeito. Ela me olhou e disse: “Mas é claro, ainda não está na hora. Ainda falta.”, “Agora é hora de melões e uvas, as uvas estão dulcíssimas!”.
Não sou muito fã de uvas, mas essas, são irresistíveis! E o melão de fato está maravilhoso! Aguado e doce, até a última mordida (diferente dos melões de SP, que eu acabava por jogar metade da polpa fora, aquela parte branca demais, dura e sem graça!).
Aqui tem de tudo, mas as frutas da estação estão disponíveis em abundância somente durante o seu melhor período. Delícia viver conforme a natureza, a fruta definitivamente é mais rica quando na sua altura certa e de preferência de seu país de origem.
Agora, bom mesmo é o sorvete de meloa do Santini, hmmmmmmmmm. Conto mais dele depois.



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Pouco antes de vir pra Portugal, com a minha caixa de costura ainda aberta, achei essa fita lindinha que trouxe de NY (paraíso!!!!).
Foi um encontro de acontecimentos que me levaram à montagem dessas duas faixas pra cabelo.
No dia anterior, a Lena estava usando uma que eu trouxe de Buenos Aires pra ela, assim igualzinha à mais fininha da foto. Achei essa fitinha que ainda não tinha usado pra nada. Minhas mãos estavam formigando, sinal de necessidade extrema de pôr a mão na massa. Descobri que tinha elásticos-fio de várias cores.
Foi assim, antes de sair pro almoço de domingo no Rosmarino, enquanto o Ric arrumava mais uma das mil caixas da mudança, que – em pé mesmo - fiz o laço, costurei o botão que estava a dias no chão, medi na minha cabeça (que segundo o Ric é gigante! ahahaha!!!!) e coloquei o elástico-fio. FIM
Fomos pro almoço e eu dei pra Lena de presente (tive que pegar dela pra tirar as fotos, mas entreguei de novo!).
A segunda versão (mais larga), que na verdade foi a primeira, foi nada mais nada menos que a reutilização de uma barra de calça de viscose que eu comprei e eu mesma cortei – muito bom pra prender o cabelo. Nada mais, nada menos que uma tirinha da tal fita de bolinhas amarrada em volta da barra da calça, tcharam, mais uma produção!
Fiquei viciada em faixinhas pras madeixas depois que ganhei uma da Có (minha favorita da vida é de uma carioca que vende no Mercadinho Chic na Oscar Freire em SP, eu tinha perdido a data do tal mercadinho e a Có me deu a dela, fofa fofa fofa.)
A idéia da tal lojinha (by Trio Elétrico) está borbulhando em mim!
Ps: Fotos magníficas tiradas pelo Ric, certeza que ele faria o catálogo da lojinha!




Estou devendo um pra Irene, ela ficou com vontade quando viu um do Jamie Oliver na TV. Nunca tinha feito hamburguer em casa.
Voltamos mortos de fome hoje. Tinha comprado carne moída e batatas para um almoço cozy e tal. Mas virou jantar.
Aqui se vende batatas de um jeito diferente. Elas já vem em saquinhos e não se sabe qual é o tipo de batata, só está escrito na frente se é boa pra cozinhar \ purê ou pra assar ou fritar. Só vende de 3 Kg. Muito Kg pra duas pessoas, mas…
Cheguei e logo coloquei as batatas pra cozinhar, pensando em fazer um purê e um tipo de chilli de carne moída. Até que me lembrei, não tenho descascador de batatas! Já tinha improvisado a falta do descascador e do ralador com a cenoura, deu tudo certo. Mas com as batatas, achei melhor improvisar outro prato.
Foi com inspiração nessa countrygirl e lembrando do preparo do steak tartar do restaurante La Casserole em São Paulo (fomos nas vésperas de viajarmos, a convite da Tia Nica, um jantar muito maravilhoso mesmo) que saiu um hamburguer.
As batatas eu detestei, achei super farinhentas, mas o Ric amou. O hamburguer, tenho que confessar, eu amei. Meio picante México, estou super nessa fase México.
Receitinhas
Hamburguer (rende 10 minis)
300g de acém de vitela moída (compramos a que tinha já moída, da outra vez foi novilho!)
1 colh. de chá de mostarda (tipo Dijon ou boa assim)
1 colh. de café de pimenta piri-piri (usei a líquida, nem sei se tem de outras formas, mas só pra constar)
sal
pimenta do reino preta moída
10 fatias de salame picante picadinho (usei o que tinha, super opcional)
3 fatias de pão amanhecido umidecido no leite
Batatas:
6 batatas médias \ pequenas
1 fatia de queijo cheddar
Preparo:
Hamburguer:
Em um bowl, misturar todos os ingredientes, sendo que o pão deve ter o excesso de leite e escorrido, e ser esfarelado com os dedos. Deve ficar com uma consistência que permita moldar.
Fazer 10 bolinhas de tamanho similar. Enrolar na mão, achatar levemente e arrumar as laterais, para não se desfazer quando for pra chapa.
Em uma chapa \ frigideira anti-aderente bem quente (eu usei a frigideira grande e não usei nada de óleo), colocar de 3 em 3 (uma das vezes serão 4!!) os mini hamburgueres (é bom colocar assim de pouquinho, pra que a temperatura da frigideira não baixe muito e assim sele a carne, o que significa manter o líquido na carne e ela ficar mais suculenta!), virar assim que o primeiro lado dourar levemente para um hamburguer mal passado. Repita o processo até acabarem os hamburgueres.
Batatas:
Em uma panela com água, cozinhar as batatas até que, ao espetar um garfo e levantar, o peso da batata faça com que ela escorra do garfo.
Cortar ao meio ou em três e cobrir com um pedacinho de queijo cheddar, ele vai derreter gradualmente com a temperatura da batata.
Servir e ser feliz!

Filed under: Kitchen and Aid

Amo as pequenas coisas que tornam o dia-a-dia mais prático.
Amo o botão que abre o porta-malas de dentro do carro, amo torneira monocomando, amo o retângulo de silicone que substitui o papel manteiga (poupa muita manteiga, muito sabão e muito tempo!), amo todas essas coisas bobas e simples que tornam a vida mais fácil.
Contudo, sempre tem alguma coisa que me faz pensar – Meu Deus, há de ter uma maneira para que esse pequeno incomodo não se repita!
Fico mesmo muito feliz quando descubro que essa ferramenta existe, mas muito mais feliz fico eu quando ela custa apenas 2,99!
Foi assim hoje. Fiquei muito feliz.
Uma das coisa que me atormentam a vida de cozinheira é a hora de peneirar. O bowl tem que ser enorme para que a farinha não caia pelos lados, ou a peneira tem que ser minúscula, logo, mil anos batendo a peneira na palma da mão para que toda aquela quantidade de ingredientes do bolo seja peneirado. Na ânsia, voa farinha pra tudo quanto é lado e só um pinguinho para o lugar devido.
Me divertindo na parte de utensílios da mega IKEA (tudo é muuuito mais barato que a Etna, mesmo multiplicando por 3 para a conversão da moeda), encontrei essa caneca com duas redinhas no fundo, e na alça uma molinha que faz com que as redinhas se mexam. Uma senhora veio e pegou uma. Lógico que não resisti e perguntei pra que servia. Pra peneirar! OHHHHHHHHHHHHHHHH, que felicidade a minha. Parecia que eu tinha achado uma mala com 10.000.000 de euros, eu apertava sem parar e a velhinha ria de mim. Foi ótimo!
Comprei também um trio de bowls de plástico com medidas por 4,99, espátulas de silicone por 1,50, medidores de xícaras e colheres por 0,99 (sim, centavos!), uma espátula e faca de bolo com design sueco por 3,99, um paninho fofo de cozinha por 0,30 (comprei inspirada nesses que ainda quero fazer!) e assim por diante. Em SP, nada custaria menos que 15,00 reais e certamente a espátula de design custaria bem mais que 50,00!


AMO essas ovelhas, olha só que premiada essa minha vista.
Mamita escolheu bem!
Inspirada nela e na Tia Ana Paiva*, fui lá, bati no portão pra tentar ver as ovelhinhas de perto. Não tinha ninguém, fiquei só na vontade. Agora tem uma bebé, branquinha de tudo. Coisa mais linda!
* Elas foram beeeeeeem mais doidas que eu. Tocaram a campainha da Quinta da Regaleira, uma mansão tipo quase castelo, e pediram pra empregada deixá-las entrar pra ver como era por dentro. Hoje é aberto ao público e é um dos pontos turísticos de Sintra. O dono tinha mil filhos e essa quinta era de férias. Ele era Maçon, por isso tinha uns labirintos subterrâneos que terminavam ou no lago particular ou no bosque, um dos testes para os novatos na confraria. Me dá arrepios, mas vale a visita!

Incrível pensar que este é nosso terceiro lar em apenas um ano de casamento.
No meio destas mudanças todas muita coisa aconteceu, coisas tão grandes que caberiam em uns 20 anos de casamento tradicional. Mas não somos tradicionais, no sentido do óbvio, lugar comum e tal.
Muito aprendizado, muita felicidade, muito caminho ainda por percorrer.
Esse meu texto é assim tão intenso pra mim, que nem sei que frase digitar primeiro. As palavras brotam na mente e o coração palpita, como se todas as verdades fossem ser vividas mais uma vez. Sejam boas ou ruins, os sentimentos estão ali, vivinhos.
Sonho com esse meu novo por do sol há anos, pelo menos cinco. Queria tanto ter essas ovelhas como vista e essa oportunidade de ser vista, que quase me sufoquei e quase desisti desse sonho. Mas, como quase tudo na minha vida, o meu desejo vem muuito antes da hora certa. Paciência. Acho que é esse o meu aprendizado.
Tenho essa dificuldade de pegar o bonde andando. Gosto de começar do começo. Assim, no colégio, se eu não pegava o ritmo da aula no início do semestre, pronto, ficava toda perdida, sem achar a ponta do novelo que parecia cada vez mais embolado. O Ric me disse ontem “Aqui você pode começar do começo de novo”, me deu medo, aquele friozinho na barriga de primeiro dia de aula, me deu também felicidade.
…
Sou meio 8 ou 80, ou muito decidida ou completamente indecisa. Pra melhorar esse equilíbrio, estou tomando minhas super gotinhas da Antroposofia. E às vezes me falta aquela confiança de que sou mesmo capaz.
Na faculdade, quem mais me ajudou a dar aquele empurrão foi o Valinhos. Vivia no meu pé. “Já fez carne de porco? Não. Então é hoje!”, “Prova antes de me mostrar, cadê o sal?”, ” Você comeu o scargot? NÃO?! Tem que provar, tá aqui pra isso, vai, toma!”. Agora tomei coragem e resolvi tentar a cozinha. Fui pra esse ramo por ser algo simplesmente natural e prazeroso pra mim, mas me perdi no meio do caminho. Agora, com a voz do Valinhos no meu ouvido e o incentivo do marido (vamos todos os dias ao super! coitado!), resolvi tentar, tentar ser eu mesma e ver no que dá, afinal tenho ovelhas como paisagem, tudo pode acontecer.
…
Nossa primeira refeição em nossa terceira casa foi bem simples, assim como o Ric gosta.
Salada com Queijo de Cabra fresco, crutons e bandas de maçã
Pasta a bolonhesa


…
Lista Agregada
* SEMPRE contrate uma empresa de mudanças, mudar sua vida em um Fiesta não vale o esforço!
* Existe gente boa no mundo, que além de te emprestar a casa e o fogão, te ensina a fazer uma horta.
* Existe gente invejosa no mundo. Como não entende essa bondade alheia, acaba julgando. Ohh coisa feia.
* Não ter telefone fixo ou Tv são as melhores coisas do mundo. Fui mais feliz assim.
* As pessoas em geral não te ouvem, você pensa que está em um diálogo, mas é mesmo um monólogo. (O “diálogo” a seguir foi repetido inúmeras vezes com as mesmas pessoas: “- Você viu na novela ontem o cabelo da XXX? – Não, não tenho TV. – Acho lindo aquele tipo de cabelo. Você não acha?)
* Olhe pro céu. A Lua e as estrelas são presentes divinos que nos enchem o coração de felicidade.
* Pause para um chá.
* Pão na chapa do Oliveira servido pela Geisa está entre uma das melhores coisas que já vivi.
* Ter um jardim, rir com os pássaros, cultivar uma horta. Essas são as minhas metas de vida.
* Exerça o desapego material. Você não precisa de tudo o que tem, e emprestar ou doar o que está sobrando faz um super bem!
* Sonhos se realizam. Acredite.

Pastéis de Belém. Teoricamente também são os pastéis de nata, mas estes são especiais, são feitos em Belém, ao pé do Mosteiro dos Jerônimos.
A primeira vez que fomos, foi quase sem querer. A Tia Angela tinha comprado uma revista sobre Lisboa que apontava como uma das delícias indispensáveis do roteiro.
Fomos ao Mosteiro, apreciamos o parque e, em seguida, almoçamos em algum restaurante típico na rua ao largo do mosteiro.
Almoço singelo. Andando pela rua, assim sem pretensões, nos deparamos com a tal da pastelaria. Ela, com cara de pastelaria qualquer, com um balcão típico e uma imensa assadeira com milhões dos tais pastéis. Pedimos um cada um.
A balconista polvilhou canela e nós demos a primeira mordida. Sempre amei pastéis de nata, tem gosto de minha infância, de vestido simples, sandálias e primos. Mas esse pastel, ai meu Deus! Definitivamente o melhor. Ainda morno (amo comer todos os doces ainda mornos), com o aroma da canela, que traz o toque ao creme delicado e uma casquinha crocante e folhada. Somente suspiros de prazer traduzem o momento.
Fomos lá hoje. Suspirei da mesma maneira que da primeira vez.




