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Inevitável no último dia do ano parar para pensar no que se passou desde a última vez que foi o último dia do ano.
Hoje eu pensei nisso enquanto a chuva me fazia companhia nessa manhã.
Abraçada ao meu novo livro, dividida em pensamentos do que passou e do que virá.
Só me acordei quando um estalo invisível me fez levantar e preparar esse café da manhã pra ser dividido na cama.
Esse era um hábito antigo, de levar café na cama, primeiro pra Helena, depois pro Ricardo. Hábito esquecido nesse ano, por falta de tempo, por falta de forças.
Pensei que nem consigo lembrar tudo que aconteceu esse ano, só sei que meu sentimento final foi o de gratidão.
Sou grata pela trilha sonora que a Isa me ofereceu em cada estação, que me sustentou a caminhada de forma invisível. Sou grata pelo amor que recebo de pessoas que são novas na minha vida (pelo menos nessa), que me feliz fazem vezes sem conta. Sou grata pela família farta. Fiquei grata pelas pedras no caminho que me surgiram para me fazer mais forte. Grata por poder viver essa vida, pela cesta orgânica, pelo sofá antigo da avó que virou novo na nossa sala, pelas flores que dão vida a nossa janela, pelos bolos compartilhados, pelas orações antes de dormir. Sou grata por ter pessoas que me inspiram, sejam elas do meu círculo próximo, estejam elas além mar.
Sou grata por esse ovos mexidos.
…….
Fiquei inspirada por esse post do blog da autora do livro que citei acima.
Foram 4 ovos orgânicos, um tantinho de creme de leite fresco, sal, salsinha picada orgânica (tem o sabor bem forte, um tico já se faz presente) e peito de peru defumado picado. Tudo mexidinho na frigideira.
Torradas e chocolate quente pra acompanhar.
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Mês de dezembro é pra mim um mês de realizar objetivos pendentes. Não é um ato consciente, eu simplesmente vou pegando coisas que queria fazer durante o ano todo e coloco no topo da minha lista.
Acho que pra limpar minha cabeça e abrir espaço para o novo do ano que está por vir ou talvez para ter aquela sensação de realização. Eu fiz isso em 2011, sabe?
Eu já tinha tentado tirar esse item da minha lista ainda em portugal, mas eu não fiquei assim satisfeita com aquele resultado o suficiente pra riscar o cheesecake da minha lista.
Durante o ano fiz um par de vezes uma outra receita que foi super sucesso aqui em casa, mas ela é do tipo mais aerada do que cremosa e lisa, por isso o item continuava lá.
Até por ter conhecido o maravilhoso Xcake da Luana, que arrancou suspiros durante o Pesach e o Natal, e assim eu voltei a acreditar que seria possível obter esse resultado incrível com os ingredientes disponíveis por aqui. Digo isso por ter visto que nos Estados Unidos eles tem um creamcheese que vem em barra (parece um tablete de manteiga) e eles até recomendam deixar à temperatura ambiente antes de usar, o que nos faz imaginar que ele seja mais firme que o que temos por aqui no potinho.
Então lá fui eu pesquisar uma receita do dito cujo. Decidi que ia usar uma de algum livro meu, afinal esse era outro item da minha lista (fazer mais receitas dos livros ao invés de só da internet) e seria ótimo já eliminar duas coisas de uma vez só. Mas não foi dessa vez.
A receita saiu mesmo do site da Martha Stewart, e um conjunto de coisas fez com que esse sonho se realizasse. Eu finalmente consegui reproduzir aquela textura que está impregnada na minha mente do chessecake de NY que comemos com o papai durante nossa viagem.
……
A receita é essa aqui e tem até um video do passo-a-passo que é otimo!
Eu fiz meia receita, pelo simples motivo da minha forma grande de fundo removível não caber na minha forma retangular para o banho-maria e o leve susto que eu tomei com a modesta quantidade de mais de 1kg de creamcheese para a receita completa.
1/2 Receita: (Usei uma forma de fundo removível de 20cm de base com 6cm de altura):
40g de manteiga
1 xícara de bolacha tipo maizena já triturada
1 e 1/8 de xícara de açúcar
696g de creamcheese
1/4 de xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de creme de leite fresco
1 colher de chá de extrato de baunilha
3 ovos
raspas de um limão* (esse item eu vi em uma outra receita e resolvi adicionar aqui por minha conta!)
Preparo:
Pré-aqueça o forno a 180°.
Em uma panela, derreta a manteiga e adicione a bolacha triturada misturando tudo. Coloque a bolacha no fundo da forma e aperte para que fique uniforme, pode subir um pouquinho nas laterais só por garantia. Asse por 10 minutos e então deixe esfriar e reserve.
Usando a raquete da batedeira, bata o creamcheese e adicione o açúcar, a farinha, os ovos (um a um até incorporar), as raspas de limão, o extrato de baunilha e o creme de leite, batendo sempre até ficar homogêneo.
Derrame o creme na forma já com a base de bolacha, espalhe para ficar nivelada.
Usando um papel alumínio grande (duas folhas de preferência) faça uma cama por baixo da forma para evitar entrar água na hora do banho-maria (o video mostra bem!). Coloque a forma já embrulhada em papel alumínio em uma forma maior e despeje água até a metade da forma (eu costumo aquecer antes um pouco essa água).
Leve ao forno pré-aquecido por 1 hora, quando balançar o centro estará ainda um tanto instável e as bordas mais firmes. Deixe esfriar completamente (COMPLETAMENTE, eu sei que dá uma super ansiedade de ver pronta, mas completamente significa umas 4h dentro do forno ou durante a noite de preferência!). Esfriar devagarinho serve pra que ela não quebre.
A indicação é de levar pra geladeira por mais umas 4h, mas eu gosto mesmo quanto está à temperatura ambiente (mas se estiver um SUPER calor, por favor não corra o risco e leve pra geladeira!).
Pra desenformar, passe uma faca por toda a lateral antes de remover o aro.
Eu servi com uma geléia de amora que o papai e a MáE nos deram de presente que é simplesmente divina, o aroma de vinho é delicioso.
Obs: Eu andei lendo por aí que o que deixa essa textura incrível é bater pouco o recheio e por isso o uso da raquete e não do aro, pois o aro incorpora ar e assim tira a textura lisa que deve ficar. Caso não tenha uma batedeira dessas planetárias que inclui a raquete, acredito que da tudo certo batendo na mão com uma colher de pau (bater com delicadeza…).
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Amar o próximo como a si mesmo.
Confesso que pra mim é mais fácil amar o próximo do que a mim mesma.
Mas esse ano eu refleti sobre esse fato e cheguei à conclusão de que, pra amar ao próximo como a mim mesma, eu tenho que primeiro me amar pra depois poder aplicar o mesmo pro outro, certo?!
Costumo dizer que precisamos estar bem para depois ajudarmos o próximo necessitado, precisamos estar estruturados, equilibrados, fortes. Cito sempre a instrução dada nos aviões, primeiro coloque a máscara de oxigênio em você e só DEPOIS ajude a pessoa do seu lado, mesmo que seja uma criança. O motivo é simples, se você resolve ajudar primeiro o do seu lado com dificuldades, pode ser que não tenha oxigênio suficiente nem pra ajudá-lo e nem pra se ajudar no fim das contas, então melhor garantir o seu pra que você possa fazer um bom trabalho com a ajuda ao próximo.
Eu sempre dou esse exemplo pro outros, mas eu notei que me esqueci de aplicar na minha própria vida.
Esse doce é um simples exemplo dessa constatação. São raras as pessoas que gostam de doces assim, molinhos, tipo um pudinzinho com calda. Eu amo, amo mesmo.
Dessa vez eu fiz pensando em mim e sem querer agradei mais uns.
Deliciosas colheradas de amor próprio.
…………
Receita:
Para o creme:
200ml de leite condensado
250ml de leite integral
1 gema
15g de amido de milho
Preparo:
Dissolva o amido de milho em uma parte de leite para que ele não crie grumos. Leve todos os ingredientes a uma panela em fogo baixo e mexa constantemente até que engrosse.
Obs: Eu sempre faço sem querer com a lata toda de leite condensado, fica SUPER doce, do jeito que eu gosto, mas essa ai é a receita certa e que agrada a maioria dos paladares!
Cobertura de Morango:
1 caixa de morangos orgânicos picados
um tanto de açúcar demerara orgânico
uns fios de vinagre balsâmico
Preparo:
Em uma panela, coloque todos os ingrediente e deixe em fogo baixo, mexendo ocasionalmente até ficar com ponto (cara) de geléia.
Montagem:
Coloquei em um recipiente o creme por baixo e cobri todo ele com a calda de morango. O leve ácido do morango + vinagre dá o perfeito contraste ao super doce do creme.
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Não foram as vezes sem conta que assisti os filmes natalinos, nem as músicas da época cantadas por Ella que eu amo.
Não foram as luzes espalhadas nem o clima de fim de ano.
Nada disso foi o que me convenceu que o natal havia chegado.
Foi sim em uma manhã fresca, passeando com a Avelã no (quase) silêncio da rua, quando eu ouço vindo da portaria de um prédio um homem assobiando canções de natal.
Para a festa em família, fiz mini cupcakes para os sobrinhos, levei pão de mel para o café e assei esse bolo de chocolate com nozes e pistache quebrados por cima.
………..
Receita:
Bolo e cobertura são esses aqui. O mais fácil do mundo que sempre apaixona.
Obs: Eu fiz duas receitas da massa do bolo e assei em formas separadas. Fiz a cobertura com a proporção de 250g de chocolate meio amargo para 55g de manteiga.
Pra ficar no clima de nata, quebrei algumas nozes e pistaches e espalhei por cima.
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Respeitar o tempo. Respeitar o tempo das pessoas, dos acontecimentos, do sono, do pão. Respeitar o tempo de cada qual.
Difícil respeitar. Difícil permitir que o tempo faça seu trabalho sem tentar apressá-lo.
Eu preciso de muitas horas de sono. Não é uma questão de gostar ou querer dormir muitas horas. É uma questão de precisar. Preciso desse tempo para repor a energia que me esvai do corpo e da mente. Preciso. Caso eu desrespeite esse meu tempo, não, não se acaba tudo. Mas sim, consequências se desdobram. Transtornada, confusa, irritada, nervosa. Se eu não me recolho mais cedo pra repor o que faltou na outra noite e insisto usar minha máquina mal equilibrada, elas vêm ao meu encontro. As lágrimas. Brotam e o choro escorre face abaixo, sem pedir permissão, sem respeitar a minha falta de respeito.
Nada difere com relação ao pão. Ele tem o seu tempo pra descansar (é assim mesmo que se diz no mundo dos pães), tem o tempo pra crescer e o tempo pra fermentar. Sem contar o tempo de assar, dourar.
O tempo mais curto da vida do pão é mesmo quando posto à mesa. O perfume inebriante impede que se espere tempo suficiente para este esfriar.
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Receita:
Essa receita é do livro do Bertinet que ganhei ano passado. Fiz usando a batedeira pra facilitar a vida.
Depois de todos os pães assados, congelei alguns e fui ao longo da semana aquecendo no forno ou na torradeira, fica crocante como pão fresco!
Às vezes eu tenho vontade de viver outra vida.
Não que eu não goste da minha. Eu gosto dela, com os percalços e alegrias que ela me dá. Mas às vezes, depois de ver um filme diferente, eu fico assim com essa vontade de largar toda essa realidade e seguir um rumo completamente diverso desse.
Hoje eu assisti mais uma vez Um lugar Qualquer (Somewhere) da Sofia Copolla. É um filme de digestão difícil pra muitos. Ele é parado, trata apenas de fatos simples e dentro de uma realidade específica que no fim se aplica a quase tudo e quase todos. Confesso ser apaixonada pelos filmes dela. Eles me dizem coisas mesmo sem palavras. Eles me entendem. E eu me sinto parte daquela trilha sonora com aquelas questões simples e complexas, quase ininteligíveis.
Eu reconheço, sou normalmente um tanto impalatável.
Existem algumas coisas que faço que me tiram da minha realidade rotineira e me levam pra um outro mundo, um outro lugar, uma outra pele.
Ouvir as músicas que a Isa seleciona pra mim (ela sabe ler minha alma.. isso facilita) me tiram do trânsito, do chão, da Paulista de todo dia. Ver filmes lindos também me proporcionam isso. Cozinhar, como sempre, me limpa a mente e me permite respirar.
Essa calda de morango nasceu assim de uma necessidade mútua. Os morangos orgânicos estavam nos últimos suspiros e minha mente nos últimos instantes, e assim, nós (os morangos e eu) decidimos fazer algo produtivo com a situação toda. Algo novo para nós, algo doce, vivo, calmo.
Cortei o topo dos morangos, passei por água, misturei na panela de fundo grosso com um tanto de açúcar demerara orgânico e mais um outro tanto de vinagre balsâmico. E fiquei olhando, olhando o fogo transformar coisas tão distintas em algo aparentemente comum. Mas o sabor denuncia, de normal essa calda não tem nada. Doce e sublime. Penso em comê-la com iogurte pela manhã.
Já passa de um ano. Já passa de um ano que voltamos, que mudamos, que recomeçamos.
Já passa de um ano a última floração dessa orquídea. E aqui está ela com novas flores pra me provar que tudo recomeça e que os ciclos são infinitos.
Acho incrível o tanto de mudanças e acontecimentos que cabem no período de um ano. Acho incrível como coisas tão importantes acontecem assim e que um mesmo período possa parecer tanto e tão pouco ao mesmo tempo.
Foram lares emprestados, lares fixados. Famílias de volta. Plantas na sala, casa em obras. Muito tempo pra cozinhar, pouco dinheiro para comprar. Pouco trabalho, muito trabalho. Fé desconhecida desabrochando. Sobrinho novo, irmãos casando. Passou um ano.
A minha rotina já mudou uma meia dúzia de vezes, o que me deixa tranquila e doida ao mesmo tempo. Foram pessoas novas que entraram pra me ajudar. Sou grata por elas. Foram amigos de sempre que revejo pra lembrar, amar não tem preço.
As saudades do outro lado do oceano são muitas, de muitos, de tudo. Mas a vida gira e eu me esforço para me readaptar à realidade do que me norteia no momento.
Esse bolo eu fiz pra relembrar a liberdade que eu tive no outro ano, pra me lembrar que o que poucos fazem é geralmente o que me cabe. Pra saber que tudo bem ser assim, ser de beterraba e não de cenoura como a maioria.
Estou feliz. Eu realizei esse ano um sonho antigo. Sim, eu tirei leite da vaca! Bem, eu tentei pelo menos.
…………..
Receita: (tiger in a jar)
Ganhei da minha madrinha, que ganhou de um amigo, um belo cesto de peras. Eu amo peras, mas nem comendo em todas as refeições eu conseguiria consumir todas essas lindas frutas antes delas desfalecerem com esse calor do verão lisboeta.
Por isso, hoje cedo resolvi pesquisar algumas opções de sobremesas usando as peras e usando o que me resta no armário antes de nossa partida, porque essa tarefa requer um belo jogo de cintura, usar mas sem acabar antes da hora e nem deixar sobrar pra não jogar fora.
E como se não bastassem os pré-requisitos já existentes, ainda queria fazer um doce novo no meu repertório e pra complicar total o meio de campo, tinha que agradar o paladar do Ric.
Foi então eleito esse crumble que vi no Technicolor Kitchen da Pati, e como o Ric não gosta de peras mas ama uma torta de maçã bem cremosa e com algo de crocante por cima, eu arrisquei.
E ele amou. Eu achei uma delícia, mas cheguei à conclusão de que prefiro as frutas in natura do que cozidas.
Receita:
(quase nada adaptado da Technicolor Kitchen)
6 peras (tipo Rocha – Portuguesa) cortadas em cubinhos sem cabo e sementes
1/2 xícara de água
3/4 xícara de açúcar baunilhado
1 col. de sopa de vinagre branco
1 col. de chá de canela em pó
Crumble:
1 e 1/2 xícara de farinha de trigo
1/2 xícara de açúcar baunilhado
1 col. de chá de canela em pó
140g de manteiga sem sal em cubinhos fria
Preparo:
Ligue o forno a 180ºC.
Em uma panela coloque as peras, o açúcar, a água, a canela e o vinagre, leve ao fogo médio até que as peras estejam tenras, mexendo vez ou outra (essa variedade de pera libera bastante água, por isso, se achar que está com muito líquido, elimine um pouco da calda. Se for uma variedade mais seca, adicione água conforme necessário).
Em um bowl coloque a farinha, o açúcar e a manteiga. Com as pontas dos dedos, misture a farinha com a manteiga fazendo uma farofa.
Coloque as peras em um refratário e por cima distribua a farofa. Leve ao forno por cerca de 30 minutos, ou até dourar.
Sirva quente ou frio.
Ai como eu queria uma vaca. Queria uma de presente de natal. Pedi pro Ric essa manhã, ele ainda estava meio dormindo, mas respondeu preocupado “Ai meu Deus…”.
Já pensou em quanto queijo eu faria com o leite de uma vaca só minha? Sem falar em todos os outros derivados… Um sonho!
Bem, enquanto a vaca não vem, eu preparo queijo assim mesmo!
Queria queijo mascarpone, que aqui em Portugal nem é tão absurdo de caro quanto em São Paulo, e poderia muito bem ter comprado pronto ao invés de me aventurar mais uma vez no mundo dos queijos. Mas eu pensei comigo, tenho que aproveitar o tempo livre e fazer essas minhas tentativas sem medo de ser feliz.
Foi então que eu tomei coragem e comprei os pacotinhos de creme de leite fresco. Sim, ele é feito a partir do creme de leite.
Olha só como é importante fazer as coisas pra saber o que está comendo. Eu nem ficava com peso na consciência depois de comer um belíssimo pedaço de Tiramissu no Rosmarino, porque afinal, só ia queijo e bolachinhas e café. Tudo verdade, mas mal sabia eu que esse deve ser o queijo mais gordo do mundo!!!
Mas eu tenho que confessar, eu fiz o queijo para fazer uma cheesecake de chocolate, significando que minha memória de “peso na consciência” em questões de doces é bem parecida com a do peixinho Dori.
Blábláblás a parte, eu fiz (claro que teve percalços) e ficou perfeito. Fiquei tão emocionada quando vi que o queijo estava firmando que tive que sair de casa para ser paciente e esperar as 24h de geladeira que ele deveria receber.
Receita:
(original do Baking Obsession)
Ingredientes:
500ml de creme de leite fresco (36%) pasteurizado (não ultra-pasteurizado)
(*aqui em Portugal, usei as natas frescas que só tem 30%)
1 col. de sopa de suco de limão fresco
(*usei o Siciliano que é o comum em Portugal)
Preparo:
Coloque o creme de leite em um bowl e leve ao banho-maria (a água não deve estar borbulhante, apenas com aquelas borbulhinhas pequenas). Aqueça o creme mexendo sempre até atingir 88ºC (cerca de 15 minutos).
Adicione o suco de limão e continue no banho-maria mexendo delicadamente até que o creme fique mais espesso (deve cobrir as costas de uma colher sem escorrer).
Retire o bowl da água e deixe esfriar por 20 minutos.
Posicione um pano de prato fino sobre uma peneira apoiada em um bowl, derrame o creme sobre o pano sem apertá-lo e cubra-o. Leve à geladeira por 24h para firmar.
Rende cerca de 220g (1 xícara) de queijo.
Um bolinho simples, pra comer puro ou com geléia. Pra acompanhar o café com leite ou o chá das cinco.
Comi o primeiro bolo de arroz em uma pastelaria qualquer, ele ali tão singelo, enrolado em papel manteiga com o seu nome impresso em azul (às vezes em vermelho), não prometendo ser nada além do que é. Pedi por curiosidade aquele bolinho que parecia resistir à evolução do tempo e das tentações que apareceram ao seu redor.
Ele é de fato simples, tal qual parece ser. Ele não mente, por isso não decepciona. Macio e delicadamente úmido, acompanha quase tudo a qualquer hora.
Como esse bolo está sempre presente, em todas as padarias, pastelarias, confeitarias e mercados portugueses, achei (minha inocência…) que fosse comum ser feito em casa. Engano meu.
Foi difícil achar a farinha de arroz, e mesmo perguntando para os próprios padeiros, nem eles tinham visto (sem ser em escala de padaria) a tal farinha pra vender. Perguntei a eles se não era costume preparar em casa e, com uma feição vaga, eles balançavam a cabeça em tom negativo.
Enfim, eu fiz e fiquei feliz com o resultado! Pra semana sai mais uma fornada…
Receita:
(original daqui)
Ingredientes:
1 xícara de açúcar
1/2 xícara + 1/4 xícara de farinha de trigo (usei uma francesa T45, que ganhei da Tia Wanda!)
1/2 xícara de farinha de arroz
1 col. de sopa de amido de milho
100g de manteiga em temperatura ambiente
3 ovos
100ml de leite
1 col. de chá de fermento químico
Preparo:
Em um bowl, bata as claras em neve e reserve.
Em outro recipiente, coloque a farinha de trigo, a farinha de arroz, o amido de milho e o fermento. Misture e reserve.
Em outro bowl, bata a manteiga (eu costumo cortar em quadradinhos para facilitar) e o açúcar até ficar cremoso. Adicione as gemas uma a uma, batendo bem a cada adição. Adicione o leite e bata até ficar homogêneo.
Adicione as farinhas e misture com um pão-duro até que esteja homogêneo. Adicione as claras em neve e misture a massa com cuidado até estar uniforme.
Em uma forma de cupcakes (podem ser forminhas para empada), disponha o papel manteiga já previamente cortado em um quadrado de 15cm com as quatro pontas cortadas (formando fendas) de forma que se forme uma base de 3cmX3cm (aqui tem um exemplo). Derrame a massa até quase a capacidade máxima.
Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC por cerca de 15 minutos. Estará bom se um palito inserido no centro sair limpo.
Rende 14 bolinhos e, se forem guardados em um recipiente hermético, ficará bom por mais um dia.













