PicNic… PicMe


Sobre costurar {roupas de crianças}
April 18, 2016, 4:19 am
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Calça de criança

Acho tanta graça quando alguém elogia a minha calma. Não, não sou calma, posso até dar essa impressão, mas é um grande esforço tentar ser calma.

Eu faço de tudo, mas meu sonho é gostar de fazer uma coisa só. Me parece mais fácil, mais simples. As vezes quero não querer fazer tanto. Mas eu vou ter que eventualmente me aceitar assim.

Eu me apaixono e me enjoo das coisas na mesma velocidade e intensidade. Como a areia da praia que esquenta tão rapidamente quanto esfria. Queria ser mais como a água do mar, mas não sou.

Aí eu me debruço no assunto, descubro e tento aprender tudo que consigo absorver. Depois me canso, deixo de lado assim que termino o pequeno aprendizado, como se tivesse esgotado o espaço que cabia a aquele assunto e parto pro novo de novo. Não tarda e eu retorno, retomo e aprendo mais um tanto, acredito que esse vai ser O caminho, até perceber (mais uma vez) que é temporário, que é só mais uma volta no ciclo e que eu vou eventualmente deixar de lado e retomar ao assunto quando a sua vez chegar. Ao infinito.

E com a costura não foi diferente. Eu sempre achei curiosa a casa da Tia Lelé, cheia de alfinetes esquecidos pelo meio das tábuas do chão de madeira. Helena e eu usávamos pequenos imãs para coletá-los, nossa brincadeira de infância, enquanto mamãe conversava nas tardes de visita a essa tia. Mas só fui tentar a máquina mesmo depois de ganhar uma de natal.

Eu tentei, procurei, perguntei, desejei um curso básico. Gosto muito de aprender as coisas do começo, de ser ensinada aos detalhes, gosto de ter aulas, de fazer tarefa, de aprender do zero. Mas a maioria das vezes isso não acontece. Então eu acabo aprendendo na marra, costumo ser sugada por um projeto-desejo (em geral BEM além das minhas habilidades), com muitos erros antes de alguns acertos.

Costumo perguntar pras pessoas, tirar dúvidas com amigas da sogra, questionar a senhora na loja. Mas a internet tem sido minha grande aliada e um grande obrigada eu devo aos que se dedicam a ensinar (muitas vezes aos detalhes) através de tutoriais, posts e videos. Claro que não costuma estar tudo em um só lugar, isso seria muito fácil e simples, não cai na minha rede esse peixe não. Costumo ler as instruções do projeto escolhido e não entender o que quis dizer com tal etapa e então pesquisar o que aquilo significa e então depois descobrir as diferenças (normalmente depois de algo que deu errado ao costurar) e assim vai até enfim se ter algo pronto pra se ver.

É claro que escolhi para primeira peça de roupa de criança um par de calças de um livro de costura japones. E os japoneses são incríveis. Eu aprendi quase tudo que é básico e importante sobre a costura com eles, e eu nem tenho ideia do que está escrito. Eles são tão claros, simples e específicos que só com as fotos e os passos se aprende e entende do que se trata.

A calça saiu perfeita (dentro das minhas limitações), mas ela era composta de uns 63 passos e eu precisava de quantidade e com pouco tempo eu recorri aos americanos, que sabem ser práticos nessa vida.

O modelo é do mais simples e muito muito eficaz. Usei tecidos que ganhei, alguns que comprei. Errei em algumas barras e só depois (é claro) descobri que existem elásticos que são feitos de forma a diminuir a chance de se enrolarem ou outras técnicas para que isso não aconteça.

Essas já estão curtas e uma nova leva já tenho que costurar.

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Um gorro {para bebê}
April 18, 2016, 3:21 am
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Gorro de fio de seda para bebe

E foi por causa dela que eu acreditei que tudo era possível e que eu também encontraria um caminho pra seguir.

O fio foi o de seda feito em Portugal. Ela me ensinou sem frescura, assim em pé, acreditando em mim mais que eu mesma. Bastam 72 malhas divididas pelas 4 agulhas, tricota o quanto basta e então diminua até acabar.

Tanto amor por quem enxerga em mim o que nem sempre estou pronta pra ver.

 

 



Multidão – Carimbo
February 9, 2010, 5:04 pm
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Carving Tools
January 30, 2010, 9:51 am
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Desde que comecei a inventar de fazer meus próprios carimbos e os usei pra fazer os cartões de Natal, estou louca atrás das ferramentas para cavar a base.

Eu estava usando o estilete, mas pra fazer detalhes e marcas dentro do próprio desenho (como por exemplo fazer aquela gotinha dentro do balão) era uma tarefa difícil no sentido da perfeição. O estilete não permite movimentos que deixem estes detalhes assim tão nítidos.

Ric e eu já tínhamos pesquisado em todos os sites possíveis, de vários lugares diferentes, procurei em todas as papelarias de SP e mais algumas em Bs.As. quando lá estive. E não foi diferente aqui, procurei nas papelarias em Cascais, Lisboa, nos supermercados (aqui a parte de papelaria de hipermercados é inacreditável!) de Luxemburgo e nada. Estávamos pensando em ir na Rua das Rosas, em Lisboa, onde a mamãe comprava tudo para suas artes, mas não tivemos a oportunidade ainda.

Ontem, indo ao centro comercial mais simples, no Shopping das Palmeiras, para fazer cópias de documentos que consegui realizar meu sonho!

Nada é por acaso. Eu estava irritada por não ter feito xixi antes de sair de casa e por isso ter que fazer no tal shopping, não me parecia um lugar com bons banheiros. Mas não teve jeito, deixei o Ric fazendo cópias de documentos e logo no fim do corredor estava a minha salvação. E foi aí que eu avistei a papelaria abarrotada de coisas no lugar mais escondido do estranho shopping. Fiz xixi (aliás, me enganei quanto à qualidade do banheiro, era muito bom!) e saí correndo para a papelaria.

Na verdade, nem estava procurando mais as ferramentas para fazer carimbos, estava procurando um papel específico para fazer caixinhas. Mas como não tinha e eu estava espantada com o número de coisas interessantes naquele lugar, resolvi perguntar. É claro que a senhorinha rabugenta fez sinal que não e depois soltou um arrastado: “Só temos goivas”. E eu fiz aquela cara de quem não tem a menor idéia se isso é um tipo de cerda de pincel ou um tecido transparente mágico. Então ela me trouxe o kit com as tais goivas, a tinta, o rolo, a base para ser trabalhada e mais 4 tipos diferentes de lâminas.

Eu fiquei extasiada, dei gritinhos e tal (como é de costume) e a senhora lá, me olhando feio. Eu levei e foi a melhor coisa do mundo!!

É de uma marca italiana, Fila, e pelo que me parece é pra criança!

As goivas (conhecidas como carving tools) são muito utilizadas na xilografia (que consiste em esculpir o molde na madeira e depois prensá-lo para reproduzir a imagem), costumam ser mais fortes, próprias para entalhar madeira. Uma das minhas técnicas favoritas, como já tinha comentado. Achei esse blog que ensina o passo-a-passo da técnica.

Meu primeiro carimbo com minhas novas ferramentas foi um cupcake, como já se podia imaginar!



Flores de Papel não Murcham
January 18, 2010, 8:51 pm
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Foi organizando um dos armários da cozinha da Tia Wanda que eu achei esses coadores de café. Ela agora tem uma supermaquininha que não precisa mais de coador, ou seja, o fim provável destes seria o lixo.

Mas eu tive dó e acabei por inventar flores…

Trouxe os coadores (que são eco, por isso tem essa cor marrom!) na mala, comprei palitos de churrasco e montei meu arranjo.

Usei coadores do tamanho 02 e 04 e de dois em dois, com um amassadinho simples e um palito como haste, voilà!

Compus o meu arranjo de flores eternas no vaso de cerâmica, o qual também sofreu mudanças da sua forma original. Ele era cor de barro e eu acabei por pintar de branco, o que – na minha opinião – o deixou muito mais lindo.

Eu tinha começado o projeto há alguns dias, mas o deixei parado, com apenas três flores no vaso. Perguntei pro Ric a sua opinião sobre as flores, que foi um “é…… pode ser que…. talvez fique interessante”.

Hoje, com o arranjo pronto, ele confessou: “Não acreditava que pudesse ficar tão bom.”

Eu amei e ficou exatamente do jeito que estava na minha cabeça.

Não é fácil às vezes enxergar coisas que os outros não visualizam. Raramente alguém apoia por simplesmente não entender a imagem descrita. Mas depois de feito…. ai que delícia.



Moleskines
January 11, 2010, 12:44 pm
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Fiz esses caderninhos na aula que ganhei de aniversário do Ric ano passado.

Quero tentar reproduzi-los em casa.

(curso dado pela Fabi)



Cachecol
January 8, 2010, 9:35 am
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Foram 9 esse ano.

Nove diferentes, variando o ponto, a lã, o comprimento.

Ano passado também só dei presentes para as mulheres no natal. Esse ano foram outras mulheres que os ganharam.

Descobri um armarinho no centro de Oeiras que vende tudo quanto é tipo de lã. Comprei montes delas lá e de brinde ganhei aulas com a dona da lojinha, Dona Julia. Ela é a única funcionária, do único armarinho da cidade, conclusão, todas as senhoras (que são infinitas neste país!) vão lá. Mesmo assim, ela encarou a rabugice das velhinhas e parou tudo pra me ensinar três pontos diferentes de tricô.

Meu coração pulava de tanta felicidade, ainda tem gente que se importa com gente, melhor, gente que quer dividir o conhecimento, e nesse caso, o que parecia impossível se tornou realidade: uma pessoa parou tudo pra ensinar a uma desconhecida e ainda ficou orgulhosa de eu o desejar aprender! Só em uma cidadezica dessas pra ainda existir esse tipo de alma!

Usei lãs compradas aqui, outras em São Paulo e ainda umas remanescentes da minha viagem a BsAs.

Usei os três pontos novos e ainda o meu tear de pontos para a produção.

Gosto de usar agulha bem grossa, pra ficar furadinho. Usei os tamanhos 8 e 10 de agulha para tricô.

Espero que todas tenham gostado dos adereços!