PicNic… PicMe


Challah Quase Lá
June 28, 2009, 12:41 pm
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Chalá feita em casa

Semana passada fiz uma Challah.

Amo essa trança especial. Aprendi a comer na mesa de café da manhã da Tia Nica nos finais de semana do Guarujá.

Esse pão é maravilhosamente fofo, levemente adocicado e fica muito de todas as maneiras. Sandubas, puro, com manteiga, manteiga e geléia…

Chalá

Não estava muito inspirada, mas a muito tempo queria fazer essa receita.

Fica bem difícil bater a qualidade das challas oferecidas no Santa Luzia ou na Zilana, por isso pesquisei três receitas diferentes.

Nem assim, acabei por misturar os passos de uma com igredientes de outra e dicas da terceira. Ficou quase lá.

Tinha que ter crescido muito mais, o trançado deveria ter ficado mais definido e o sabor menos rústico, mas devoramos o pão sem tempo.

Pretendo tentar outras vezes e quem sabe até herdar uma receita da família! Fico devendo.

Chalá quase lá

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Yakissoba e Hashi
June 15, 2009, 10:32 pm
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Yakissoba em casa

Toda vez que pego o hashi pra comer alguma coisa lig-lig, me vem à mente a cena do Kill Bill.

De fato um esforço além do normal comer arroz com dois palitos compridos, mas uma boa maneira para dar mais valor à comida e ter mais paciência com a vida.

Um dos itens da nossa listinha de afazeres do feriado: Liberdade.

Fomos passear no bairro em que, nas mercearias típicas, se esbarram nos corredores apertados “turistas” do mundo ocidental com os “nativos” do mundo oriental.

Passamos na loja/banca-de-jornal rapidamente, fomos ao Ikesaki (comprar um esmalte pra mim!) e finalmente ao Marukai, o verdadeiro Santa Luzia das comidinhas lig-lig.

A fila é imensa, mas a agilidade dos caixas é incrível. Sempre digo que os caixas dos supermercados em geral deveriam ir fazer um treinamento com os do bairro da Liberdade.

Meu pouco tempo de estagiária num restaurante Thai foi suficiente para me deixar apaixonada por todos os temperos e excentricidades do lado oriental do mundo.

Não me lembrava mais muito bem pra que se usa o tal tempero Hondashi, então perguntei para uma local pra que ela usava. Com toda a timidez típica e charmosa de uma oriental, ganhei uma receita de Missoshiro.

Pensando em convidar amiguinhos para aproveitar a dica do Salmoni e da Fê (Yakissoba da Vila Madalena!), adquirimos um conjunto fashion (sem desenhos, que o Ric desgosta) de hashi na loja que tem nossas louças favoritas. Quadradinhos e pretos. Chic.

Hoje o Ric me ligou e perguntou: “O que tem pra Jantar?”

Quando você chegar agente decide. Foi assim que saiu esse Yakissoba preguiçoso.

Yakissoba quase instantâneo e molho pronto (comprei o macarrão de embalagem unitária pra não desperdiçar e um super pote de molho para Yakissoba)

Vou tentar ressucitar meus aprendizados de cozinha oriental.

Yakissoba simplinho



Livros de Cabeceira
June 14, 2009, 9:29 pm
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Avelã deitada e os Livros

Amor ler.

Tenho sentido muita falta dessa prática.

Gosto de ler assim um monte de uma vez. Essa coisa de livro de cabeceira, que supostamente se deve ler algumas páginas antes de dormir, não funciona comigo. Por diversas razões, eu gosto de ler um monte de uma vez (o que não dá pra fazer antes de dormir). Meu cérebro à noite simplesmente não existe e todas as páginas viradas nessa hora tem de ser relidas da próxima vez.

Andei reclamando que tenho saudades de ler.

Ler um bom livro é pra mim uma maneira de deixar a superfície da realidade e mergulhar num mundo a parte, onde as cores, formas e sabores são formadas na nossa mente através da soma das palavras absorvidas na leitura. Simplesmente magnífico.

Andei reclamando de falta de tempo para isso.

Foi aí que me lembrei de uma cena muito marcante. Fiquei com vergonha de reclamar de falta de tempo para ler.

A cena aconteceu em uma tarde qualquer, nem me lembro onde. Estava a Fer (prima) sentada em uma cadeira na escrivaninha fazendo o que ela mais odeia, secando o cabelo. Quando cheguei mais perto que pude perceber, ela estava lendo e secando o cabelo. Quem no mundo aproveita o tempo perdido ao secar o cabelo pra colocar a leitura em dia? A Fer.

Para o espanto geral isso é frequente nela, aliás, ela lê secando o cabelo, almoçando, deitada na cama, e fazendo carinho no cachorro.

Inspirada nessa prima com essa super habilidade e força de vontade (ela não se esforça, é genuíno o interesse pela leitura e tão forte a ponto de conseguir ignorar o zunido insuportável de um secador!), que pretedo voltar a ler.

Tenho uma lista de vontades.

Quem sabe essa eu não alcanço!

Avelã e os Livros



Curtindo a vida (do jardim) adoidado
June 12, 2009, 7:52 pm
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Pássaro e o mamão

Nossa casa não tem um bosque, e nem é de palafitas ou toda envidraçada, mas a vida do nosso jardim é tão exuberante quanto a famosa casa do filme.

Foi a tia Tela que me apresentou o maravilhoso mundo dos passarinhos. Eu sempre gostei, apreciava as maritacas que visitavam o prédio vizinho, quando ainda morava na rua Japão, mas esse amor que a tia tem por esse bichinhos (influência do tio Carlo, na minha opinião) é incrível.

Depois de muitas fotos e videozinhos dos passarinhos bicando as fatias de mamão formosa no terraço dela, eu resolvi fazer o teste aqui em casa.

Nosso jardim é sempre visitado por uma certa variedade de pássaros, devido ao bom número de árvores a nossa volta, mas nunca os observei com afinco como dessa vez.

Então deixei meia papaia exposta no gramado. Foi uma festa. O mais engraçado é que eles não comem ao mesmo tempo. São todos respeitosos, por isso, um de cada vez. Foi mesmo um espetáculo. Bem-te-vi, Sabiá e mais um pequenino que não sei o nome.

Bem-te-vi e o mamãomamão, só a casca

Além dos passarinhos, fiquei encantada também com o pé de couve-manteiga. Foi o Beto que plantou, e ela resiste bravamente à obra que acontece a poucos centímetros de distância. Foi para minha maior supresa que descobri mais um milagre dessa planta, ela tem flor e é linda demais!

Fiquei impressionada. Nas quartas que me delicío com couve e feijão preto, nunca penso nela como um pé de couve, muito menos nas suas possíveis flores. Foi uma agradável surpresa e mais uma reverência que prestei à mãe natureza.

Flor de Couve

Mas não fui só eu que aproveite as delícias do jardim. A Avelã também aproveitou para tomar um banho de sol e tirar um cochilo no lugar mais quentinho do quintal!

avelã ao sol

Isso de fato é curtir a vida adoidado.



Cupcakes para uma tarde de estudo
June 12, 2009, 7:03 pm
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CupCakes topping vanilla

Quando o Paulinho tava no colegial e levava algum amigo pra estudar à tarde em casa, mamãe sempre fazia alguma guloseima para incentivar. Normalmente pipoca de micro, já que cozinhar tava longe de ser uma de suas paixões!

O meu incentivo pro Ric e Dani estudarem foram cupcakes de chocolate.

A mesma receita que tentei pro café da manhã da casa do Paulinho. Só que dessa vez eu não coloquei café e me lembrei do chocolate na massa!

Ficou muito bom. O topping de chocolate é mesmo super denso e deliciosamente cremoso. A outra cobertura é uma pronta americana, daquelas bem típicas, sabor vanilla. Eu amo, pena que acabou. Vou buscar uma receita caseira para a mesma!

Espero que se torne um hábito, foi uma delícia ter um pretesto para cupcakes e chocolate quente num final de semana frio como foi esse.

cupcake de chocolate



Spätzle da vó da Pati
June 12, 2009, 6:54 pm
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Spatzle in natura

Foi num final de semana de muito trabalho pro Ric e muita preguiça pra mim que resolvi fazer uso dessa receita que herdei da Pati.

Dei a sorte de repôr umas aulas com a Pati, dei sorte maior dela ser alemã e ter essa receita decorada da sua avó (muito superior à oferecida pela apostila da faculdade).

Serei eternamente grata por essas doações de receitas. É lógico que as pessoas que me doaram são extremamente queridas e generosas (raridade dos dias de hoje!).

Já comentei que amo tudo que é herdado, o que inclui, naturalmente, receitas. Tenho o privilégio de herdar receitas de avós alheias. Spätzle da vó da Pati, Pão-de-ló da vó do Dani, e por aí vai…

Tão macio quanto um nhoque e tão prático e fácil como uma massa qualquer.

Na altura que aprendi a receita, fiquei tão apaixonada que comprei a “máquina” de fazer essa massa. Essa tal máquina consiste em uma parte que parece um ralador (que se apoia na panela) e outra que parece um quadrado que corre por cima da primeira (suporte para colocar a massa). Deve-se preencher o quadrado com a massa e empurrá-lo da esquerda pra direita, para que a massa passe pelos buraquinhos da parte apoiada na panela (a que parece um ralador!) e forme as bolinhas de macarrão.

Depois de pronto é só acrecentar o molho desejado.

No nosso caso foi o de tomate da vó do Ric. Essa receita ainda não herdei. Ninguém consegue acertar a mão como a Dona Eneide. Ric é a prova viva.

Spatzle ao pomodoro da vovó

Spätzle da vó da Pati:

Ingredientes:

360ml de leite

500g de farinha de trigo

1 pitada de sal

1 ovo

Preparo:

Misture todos os ingredientes em um bowl.

Em uma panela grande, ferva a água em abundância.

Coloque sobre a panela a máquina de fazer spätzle e preencha o quadrado com massa. Quando as bolinhas subirem na água, aguarde um minuto e retire com uma peneira.

Acrecente o molho desejado e sirva com parmesão ralado na hora.

PS: se não tiver a maquininha, dá pra fazer na mão. Tem que, em uma tábua de cortar, fazer uma camada fina de massa e com uma faca desenhar um quadriculado. Quando a água estiver fervente, empurrar com uma espátula o quadriculado com calma e aos poucos.



Alfajor Caseiro
June 11, 2009, 3:32 pm
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Alfajor Prontinho

Me deleitei em Bs.As. com os alfajores de bolacha de maizena. Aqueles que só vendem nos cafés e padarias da cidade. Nada parecidos com os velhos conhecidos do Havanna.

Alfajor p&b

Durante a faculdade já tinhamos testado esses alfajores, e também feito o doce de leite do zero. Mas eu andava numa fase meio doente, então meu aproveitamento dessas aulas foi bem próximo do nulo.

Foi em Laranjal Paulista, na casa da vó da Rê Benê, que eu presenciei a maravilhosa transformação do leite+açúcar em cubinhos de doce de leite (hmmmmmmmmmm).

A Naná sempre me contava do doce feito no tacho da vó em Minas e quando eu ia começar a pedir as explicações ela logo interrompia: só da pra fazer com o leite da vaca, ali tirado na hora. Nem pense.

Finalmente eu ganhei leite da vaca. A tia Tela teve toda a paciência do mundo e me trouxe uma garrafa de leite assim fresquinho e suuuper gordo como deve ser!

A primeira coisa que imaginei ao avistar o leite foi o alfajor argentino.

Dá-lhe procurar receita na internet e pedir conselhos pra tudo quanto foi quituteira pra preparar meu próprio doce de leite.

No final, a terceira tentativa (no caso esse da foto) foi a que se apresentou melhor, em relação a cor, aroma e textura.

Então lá fui eu em busca de uma boa receita de bolacha de maizena. A da faculdade tinha muitos ovos (ingrediente faltante na minha despensa), nos livros só bolachinhas simples, e finalmente achei na internet uma boa receita para ser adaptada!

Nos atrasamos pro café da manhã com a família Costa por conta da minha nova tentativa de fazer as coisas com mais calma (como se pode perceber, ainda tenho que acertar os ponteiros quanto ao timing do negócio).

Fiz o doce de leite ontem.

Fiz a massa hoje cedo e depois do café fui assá-las com toda a calma do mundo.

A espessura da massa influencia super no produto final. Se muito fina, fica crocante e, se mais grossinha, fica macia e esfarelenta como um sequilho. Achei bem apropriada para meu objetivo.

Ao invés de banhar as bolachinhas já recheadas de doce de leite, resolvi só riscar com chocolate.

Alfajor nos finalmentes

Com as sobras da massa eu fiz mini bolachinhas, mais tradicionais para os que só querem um docinho acompanhando o café!

Bolachinhas

Receitas:

Doce de Leite:
Ingredientes:
1 xícara de açúcar cristal orgânico
1 litro de leite (de preferência da vaca assim fresquinho ou tipo gordo de garrafinha)

Preparo:
Em uma panela grande, coloque o açúcar e doure em fogo baixo (quanto mais queimado, mais gosto de caramelo ficará)
Quando já estiver quase na cor desejada, tire a panela do fogo e acrescente o leite.
O açúcar vai cristalizar.
Volte a panela para o fogo baixo e mexa sempre, sem parar. O açúcar vai derreter aos poucos e o leite vai ficando cada vez mais dourado.
Deixe o leite aferventar de leve e mexa em seguida. Repita o processo algumas vezes.
Quando já tiver engrossado um pouco, faça o teste do pires (em um pires com água, derrame uma gotinha do doce. Se ficar durinho já está no ponto).
Esse doce de leite é tipo cremoso.

Bolachas de Maizena:
(adaptadas daqui)

Ingredientes:
125g de manteiga
75g de açúcar
1 ovo
1 colher de chá de essência de baunilha (de qualidade!)
85g de farinha de trigo
1 colher rasa de sobremesa de fermento químico
150g de amido de milho (maizena!)

Preparo:
Bater a manteiga até ficar pomada (Usei a raquete da batedeira).
Acrescentar o açúcar, o ovo e a essência até incorporar.
Adicionar a maizena, a farinha e o fermento peneirados à massa e misturar até a massa ficar lisa.
Envolver a massa em plástico filme e deixar gelar por 2h.
Em uma bancada levemente enfarinhada, abra a massa e com um cortador faça as bolachas.
Em forno pré aquecido a 180 graus, em assadeiras untadas e enfarinhadas, disponha as bolachas e deixe no forno até dourar levemente as bordas.

MONTAGEM dos ALFAJORES:
Colocar sobre uma bolacha uma colherada de doce de leite e cobrir com outra bolacha, apertando levemente para o recheio se espalhar por igual.
Repita a operação até o termino das bolachas.
Derreter 50g de chocolate e, com um garfo, riscar os biscoitos.

Sirva com chá, café ou chocolate quente nesse outono fresquinho!

Fotos dos alfajores de Buenos Aires. Olha o capricho da embalagem, super simples, amo isso.

Alfajor

Alfajor embalado um a um