PicNic… PicMe


Português de Portugal
December 24, 2008, 5:16 pm
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rich em ação

Ninguém sabe, mas eu tenho um revisor exclusivo.

O Ric sempre foi muito bom em gramática. Ele sempre escreveu muito bem também (acho que são traços dos Amado).

Eu sou um tanto quanto ansiosa, o que muitas vezes me faz uma pessoa nada perfeccionista (exatamento o oposto do Ric).

Não posso usar isso como desculpa, mas acabo não tendo muita paciência com os acentos ou tempo pras vírgulas.

Acho que essa é característica do Ric mais próxima do papai.

Lembro-me perfeitamente do papai corrigindo os textos da Irene, algumas vezes os meus e poucas os da Helena (só por que os dela normalmente estão em Alemão, ou ela que corrige o discurso do papai em Espanhol, então…).

Essa quase frieza de quem sabe perfeitamente onde cada letra, ponto e concordância devem estar em um amontoado de frases, essa mania de, no meio da leitura silenciosa (enquanto o escritor aguarda o veredito) soltar uma correção, muitas vezes parece maldosa. Mas entendo perfeitamente que não o é. Simplesmente não conseguem pular aquele detalhe. Ele grita ao olhos.

A sensação de que o profundo significado do escrito não está sendo avaliado, e que os erros ortográficos estão sendo mais importantes que as idéias, é falsa.

No fim, apesar de não parecer no meio, eles terminam a leitura sabendo exatamente o que o relato queria transmitir. Normalmente se emocionam. E sempre lembram de corrigir tudo.

Eu amo essa segurança. Sei que não passo um texto pro meu blog, pro meu cliente ou pro meu professor com erros de qualquer natureza.

Entretanto, chegou minha vez de corrigir os acentos excessivos dos textos que ainda virão do Ric.

A partir de 2009, algumas palavras serão escritas do meu jeito!

Pretendo estudar com afinco as novas regras que tornam qualquer Português o mesmo Português.

Pra quem quiser já ter algumas cartas na manga, segue um mini guia da Reforma Ortográfica:

http://www.ecofuturo.com.br/Guia%20da%20Reforma%20Ortografica.pdf



Feliz Natal Manual
December 24, 2008, 4:54 pm
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estante de sapatos

A primeira vez que vi algo do gênero foi durante uma busca no site da revista Vida Simples.

Avistei aquele “Faça você mesmo” e logo mandei pro Rick (“Love, pro melhor marceneiro do mundo”.)

Uma estante com caixotes de feira.

Depois que eu mandei o link, nós conversamos sobre o móvel feito de caixotes, tivemos mil idéias, como de costume, e deixamos pra lá!

Sou eu quem passa o pedido de hortifruti do Rosmarino pro fornecedor (RioAcima). Foi uma dessas vezes que tive a idéia de perguntar (mais uma característica herdada do papai! Eu amo perguntar tudo, acho que me leva a mil lugares além de Roma) sobre a possibilidade de comprar caixas de madeira.

A Fernanda foi super super solícita e me disse que certamente me arrumaria as caixas. Ela descreveu mais ou menos os dois tamanhos e por fim resolveu mandar uma de cada pra eu decidir qual delas eu queria.

As caixas chegaram, mas não eram iguais às da foto. Dá-lhe descrever tudo denovo pra Fernanda (ela disse que mandariam mil até acharmos a certa!).

– Com tripinhas de madeira mais unidas. As laterais são mais baixas, mas o fundo é desse tamanho mesmo, igual a menor que já mandou! – conversa de louco.

Recebi mais um modelo diferente, até trouxe pra casa pra mostrar pro Rick. Tivemos mais mil idéias e deixamos pra lá.

Foi durante um almoço que comentei sobre as caixas e a Tia Tela falou assim, sem mais nem menos: “Ah, você quer caixas de laranja” (cada modelo de caixa tem como objetivo transportar um determinado produto como laranjas, alface, maçãs, hortaliças, etc).

Meu problema de descrição terminou. Passei a mão no telefone e pedi as caixas de laranja (- Ah, as que têm uma alcinha do lado? OK!).

Elas custaram a aterrisar no Rosma, mas chegaram lindas. Foi naquele dia que a Tia Tela quis saber pra que eu queria as caixas de laranja. Descrevi a estante. Ela me contou sobre um outro móvel que tinha visto na lojinha do outro lado da rua do Rosmarino. Fomos lá olhar.

Era perfeito pro que eu precisava. Uma sapateira com estilo e mobilidade. Estava decidido: era esse o presente de natal do Rick!

Quase que eu trago pra casa pra montar com a ajuda dele, mas a Tati e a Tia Tela não deixaram (“FAÇA SURPRESA!”).

Foram dias de trabalho intenso. Apesar de todos insistirem que aquilo não era pro meu bico e que eu deveria pedir ajuda, eu fui até o fim. Aquela minha teimosia que aparece forte de tempos em tempos reinou durante todas as etapas do processo (lixar, lixar, lixar, pintar, pintar, pintar, colar, aparafusar, transportar e tal)!

No fim, todo mundo do Rosma ficou orgulhoso da minha capacidade incrível de lixar caixas!!! Cada um me deu uma dica/palpite diferente – “usa a lixa assim, compra tal tipo de tinta, marca com o prego antes de aparafusar”. Cada um me ajudava de um jeito. O Edinho a carregar, o Carlos dobrando minhas mangas pra não manchar de tinta, a Lena limpando minha franja toda branca, etc).

Cheguei em casa com o móvel composto de quatro caixas de laranja pintadas de branco, coladas na vertical, com rodinhas.

Só deu tempo de colocar no lugar e fechar a porta, e a campainha tocou. Era o Rick. Ele amou!

E eu amei fazer esse presente.

Ganhei um suuuuper kit de jardinagem. Chorei, é claro. Mas agora o Rick me deve um jardim!

estante-lateral

A primeira estante:

http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/072/tudo_simples/conteudo_391150.shtml



quando se coloca o ponto final?
December 10, 2008, 10:16 pm
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chove chuva

Hoje choveu. Choveu bem na hora que íamos para a academia. Resolvi aproveitar o tempo “livre” que surgiu com a mudança de tempo (clima) e finalizar a minha banqueta bandeirinha.

A Vida é formada por inúmeras encruzilhadas.

Tenho a sensação de que a todo instante estamos tomando decisões, as quais mudam de forma definitiva nossa vida.

Ir ou não ir, falar ou calar, olhar ou ignorar, esquerda ou direita, verde ou azul. Seja lá qual for a decisão, um caminho foi tomado e a história transformada. Não acredito em coincidências.

Bem, tudo isso pra falar sobre minha eterna indecisão.

Neste caso, a dúvida recaiu sobre o banquinho bandeirinha.


Inventei esta banqueta enquanto esperava o Rick (que estava na fila pra cortar alguma coisa na Leroy Merlin). Do lado do balcão de corte tem uns retalhos de madeira, vendidos a preço de banana.

Fiquei equilibrando os retalhos até ficar do jeito que ficou. Compramos. O Rick que fez a parte prática (inclusive a questão de ferragens necessárias pra fazer aquilo dar certo e tal).

Amei o banquinho. Amo os quadros de bandeirinhas do Volpi, foi aí que me inspirei.

Bem, essa foi a parte em que estava bem decidida, tudo muito claro sobre o que eu queria e como eu queria.

A parte em que fico na dúvida chegou na hora do acabamento.

O Rick adorou a técnica de “pátina” que eu usei na minha caixa de costura, e sugeriu esse acabamento. Aceitei.

Como de costume, não me preocupei em fazer ao pé da letra o processo da pátina.

No meio do caminho, o Rick amou o que estava saindo. Fiquei na dúvida. Paro por aqui ou vou até o fim?

Decidi tirar fotos. Decidi ir até o fim.

Passei as outras demãos de tinta branca que cobriram o betume que o Rick tanto tinha gostado.

Amei ele todo branco. Bem contraditório às características de uma bandeirinha de São João.

Mas a decisão de ir até o fim já tinha sido tomada. Não ia colocar mais uma encruzilhada em tão pequena banqueta.

Desgastei os cantos e tal para dar o ar de antigo na peça. Fim. Ficou bom, mas o Rick ainda gostava mais só com as pinceladas mal dadas do betume.

Amo a técnica de xilogravura. Amo principalmente por ser uma das únicas técnicas e ocasiões que posso ter todas as etapas comigo, sem perdas pelo caminho.

Amei quando a mamãe usou (ela detestava!), temos poucas coisas dela com essa técnica.

Amei mais ainda quando descobri que Escher a usava. Descrevi a vida e métodos dele no meu exame oral de alemão (quem me dera ainda saber repetir aquelas frases!).

A xilogravura permite que o artista tenha cada etapa do seu trabalho. O medo de dar um passo a mais e estragar a obra não existe (ao meu ver).

Esse método consiste em utilizar um pedaço de madeira liso (a matriz) e nele entalhar o que desejar. Pronto o desenho, deve-se bezuntar com tinta e prensar contra o papel ou tecido. Uma espécie de carimbo.

O que tem de tão especial é que o artista pode “prensar” todas as etapas de sua criação. Elas serão obras inviduais e em conjunto.

Nunca sei se acrescento mais uma cor, se corto mais um pouco. Nunca sei se vou odiar meu próximo movimento. Só sei que o frio na barriga, de perder o que os olhos gostam, me é real quando estou chegando ao fim de uma brincadeira artística.

Fotografei algumas etapas do processo da banqueta, o que será dela semana que vem, só Deus sabe…branquinha

P&B

fim

completo




Yes, nós temos bananas!
December 3, 2008, 8:07 pm
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doce de banana

AMO banana. Amo mesmo é banana nanica da casa da vovó em Amparo.

Aquela é a banana mais doce do mundo, nunca vi banana com tantas sardas como as nanicas da casa da vóv’s. PERFEITAS.

Como eu tento viver com os pés no chão, comprei bananas naquela feira aqui pertinho de casa.

Adoro fazer uma economia, comprei a banana nanica mais barata.

1 dúzia = R$0.70 (mas como milagres só de vez em quando, elas estavam muito verdes!)

Como sigo o lema de que “na vida, pra tudo tem jeito, só não tem jeito pra morte”, embalei as bananas em jornal e me esqueci delas por uma semana!

Dito e feito, semana seguinte lá estavam elas, prontinhas.

Papai adora doce normal, aqueles bem assim de infância (bolo simples, pudim de leite, doce de banana). Às vezes ele mostra seu lado chic (- Pai, qual é seu doce favorito?  – Adoro Tarte Tatin, aquela de Paris), coisas de homem viajado, que tem doce favorito em tudo quanto é cidade!

Em todo caso, resolvi fazer um bem dos básicos.

Ele falou que gostou, até fingiu que o queimadinho era canela!

Doce de Banana

Ingredientes:

1/2 dúzia de bananas nanicas bem maduras

3 colheres de sopa de açúcar

Canela em pó

Preparo:

Corte as bananas em rodelas e coloque em uma panela.

Acrescente açúcar às bananas e deixe em fogo brando.

Mexa de vez em quando.

(A banana vai soltar água e começa a borbulhar, mexa pra não grudar!)

Acrescente a canela em pó no final, já quando estiver bem cozida.

Leve pra resfriar.

Yes, nós temos bananas
Bananas pra dar e vender
Banana menina tem vitamina
Banana engorda e faz crescer

Vai para a França o café, pois é
Para o Japão o algodão, pois não
Pro mundo inteiro, homem ou mulher
Bananas para quem quiser

Mate para o Paraguai
Ouro do bolso da gente não sai
Somos da crise, se ela vier
Bananas para quem quiser

Braguinha-Alberto Ribeiro, 1937
(fonte: http://vagalume.uol.com.br/braguinha/yes-nos-temos-bananas.html)


Rabanadas de Natal
December 3, 2008, 7:13 pm
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Rabanadas de Natal

Estou alucinada com os chocotones nesse Natal! (quem vê pensa que é só nesse Natal! Quem fez panificação comigo sabe…)

O Paulinho veio aqui em casa conhecer a Marra e ver as fotos do casório!

Uma ótima oportunidade pra abrir mais um chocotone tamanho jumbo. Ele passou, Rick e eu tivemos que fazer o esforço de comer…

Paul foi pra casa.

O meu sono e a preguiça do Rick fizeram com que o chocotone ficasse em cima da mesa ABERTO! Olha o desperdício!

No dia seguinte ele já estava duro feito pedra (é isso que vai pro nosso estômago, mas a gente finge que não viu), não me conformava, embalei bem direitinho, com esperanças dele reanimar.

Domingo cedo fui ver o resultado da minha esperança, necas. Foi aí que tive a brilhante idéia de fazer rabanadas com esse chocotone!

A primeira vez que comi rabanadas foi em uma das nossas viagens de janeiro. Tia Angela acordava cedo e descia as escadas da casinha alugada em Ilha Bela (os tornozelos dela estralam quando ela desce escadas, eu morro de aflição!). Lá estava ela, com aquele café simplesinho, com calorias suficientes para umas vinte pessoas (eramos em cinco!).

Logo no segundo dia, como reforço ao sanduba, leite, frutas, iogurte e suco, veio a tal da rabanada (obviamente ela queria dar um jeito de usar os poucos pãezinhos que sobraram da manhã anterior, só pra não correr o risco do Tio Paulo frizar o quanto exagerada ela sempre é). Foi uma paixão à primeira mordida!

Bem, me diverti na cozinha esse domingo! Comi umas, o Rick outras e pra nos livrarmos da tentação, levamos para a única pessoa que pode comer sem culpa: O Dani.

Rabanadas de Natal

Ingredientes:

6 fatias médias de chocotone amanhecido

1/2 xícara de leite

1/2 xícara de leite condensado

2 ovos batidos

óleo para untar a frigideira

açúcar e canela para polvilhar

Preparo:

Coloque em um bowl o leite e o leite condensado, bata com um garfo para misturar bem. Reserve.

Bata os ovos (tipo omelete) em um bowl. Reserve.

Em um prato fundo, disponha o açúcar e a canela. Reserve.

Forre um prato com papel toalha. Reserve.

Em uma frigideira anti-aderente unte com óleo de cozinha e aqueça em fogo brando.

Mergulhe a fatia de chocotone amanhecido na mistura de leite (poucos segundos de cada lado), passe nos ovos e em seguida frite. Vire a fatia para dourar dos dois lados. Quando pronto, deixe descansar no papel toalha e em seguida passe na mistura de açúcar e canela.

Repita até acabar as fatias de chocotone! Sirva em seguida!

Aproveite….