PicNic… PicMe


Creme de Limão
January 31, 2010, 8:54 pm
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Portugal está em tempos de limão.

Passear pelas ruas de Oeiras é como ver a música da Marisa Monte em cores.

“…Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real…”

Todas as casas tem seu pé de cítrico e seria tolice não aproveitar esse limões amarelos.

A textura mais lisa que eu já vi em um creme, a maciez dele quase que pode ser sentida com os olhos, quando o mesmo faz a curva na porção contida na colher.

Vilarejo

Marisa Monte

Composição: Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes

Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão

Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá

Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real

Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa

Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar

Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção

Tem um verdadeiro amor
Para quando você for

Fonte

Receita da revista Gourmet:

Rendimento: 6 porções pequenas

Ingredientes:

1/2 xícara de açúcar

2 col. de sopa de amido de milho (maizena)

1 pitada de sal

1 xícara de leite integral

1 xícara de creme de leite fresco (35% de gordura) (Natas Para Bater frescas)

1/2 col. de chá de zest de limão (raspinhas da casca)

1/4 de xícara de suco fresco de limão

30 g de manteiga sem sal em cubos (2 col. de sopa)

1 gema de ovo

Preparo:

Em uma panela de fundo grosso, misture o açúcar, a maizena e o sal. Adicione o leite, o creme de leite e as zests de limão, misture bem com um fouet para não deixar criar grumos.

Leve ao fogo médio / brando mexendo sem parar, até que adquira uma consistência cremosa e lisa e quando se passar o pão duro na base seja possível se ver o fundo (ponto de brigadeiro).

Tire do fogo e adicione o suco de limão mexendo sempre. Verifique o sabor e, se desejar, adicione mais suco de limão.

Adicione a gema de ovo e mexa bem até que fique homogêneo (a gema vai cozinhar com o calor do creme).

Disponha em taças individuais rasas e leve para gelar por 2 horas.

Se desejar, sirva acompanhado de chantilly pouco doce.

Ps: adoro comprar comidas com potinhos lindos pra depois serem potinhos lindos com minhas comidas, e pelo visto não sou a única, a Valentina do Trem Bom também tem esse hábito!



Carbonara
January 30, 2010, 2:14 pm
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Eu sempre ligo mentalmente pratos ou ingredientes a pessoas.

Definitivamente o molho Carbonara é sinônimo de Lena e Rapha!

Pra matar as saudades…

Fiz com o tipo gravatinha, porque é o favorito do Ric e só tem esse em casa!

Receita: (para 2-3 pessoas)

2 xícaras de massa tipo gravatinha (medida com ele cru)

2 ovos

1/4 de xícara de queijo mussarela ralado

1/4 de xícara de queijo emmenthal ralado

2 colheres de sopa de bacon cortado em cubinhos

sal a gosto

pimenta do reino moída a gosto

3/4 de xícara de creme de leite

Preparo:

Em uma panela com água abundante fervendo, coloque a massa para cozinhar durante o tempo indicado na embalagem.

Em um bowl, misture os ovos, o creme de leite, os queijos ralados, o sal e a pimenta.

Em uma panela anti-aderente, coloque os cubinhos de bacon e mexa ocasionalmente até que estejam crocantes e dourados.

Quando a massa estiver pronta, escorra a água e volte-a à panela. Adicione a mistura de ovos e mexa com cuidado (dessa forma o calor da massa e o calor da panela vão fazer com que os ovos coagulem e o queijo derreta).

Coloque em uma travessa e distribua por cima o bacon. Sirva imediatamente.



Carving Tools
January 30, 2010, 9:51 am
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Desde que comecei a inventar de fazer meus próprios carimbos e os usei pra fazer os cartões de Natal, estou louca atrás das ferramentas para cavar a base.

Eu estava usando o estilete, mas pra fazer detalhes e marcas dentro do próprio desenho (como por exemplo fazer aquela gotinha dentro do balão) era uma tarefa difícil no sentido da perfeição. O estilete não permite movimentos que deixem estes detalhes assim tão nítidos.

Ric e eu já tínhamos pesquisado em todos os sites possíveis, de vários lugares diferentes, procurei em todas as papelarias de SP e mais algumas em Bs.As. quando lá estive. E não foi diferente aqui, procurei nas papelarias em Cascais, Lisboa, nos supermercados (aqui a parte de papelaria de hipermercados é inacreditável!) de Luxemburgo e nada. Estávamos pensando em ir na Rua das Rosas, em Lisboa, onde a mamãe comprava tudo para suas artes, mas não tivemos a oportunidade ainda.

Ontem, indo ao centro comercial mais simples, no Shopping das Palmeiras, para fazer cópias de documentos que consegui realizar meu sonho!

Nada é por acaso. Eu estava irritada por não ter feito xixi antes de sair de casa e por isso ter que fazer no tal shopping, não me parecia um lugar com bons banheiros. Mas não teve jeito, deixei o Ric fazendo cópias de documentos e logo no fim do corredor estava a minha salvação. E foi aí que eu avistei a papelaria abarrotada de coisas no lugar mais escondido do estranho shopping. Fiz xixi (aliás, me enganei quanto à qualidade do banheiro, era muito bom!) e saí correndo para a papelaria.

Na verdade, nem estava procurando mais as ferramentas para fazer carimbos, estava procurando um papel específico para fazer caixinhas. Mas como não tinha e eu estava espantada com o número de coisas interessantes naquele lugar, resolvi perguntar. É claro que a senhorinha rabugenta fez sinal que não e depois soltou um arrastado: “Só temos goivas”. E eu fiz aquela cara de quem não tem a menor idéia se isso é um tipo de cerda de pincel ou um tecido transparente mágico. Então ela me trouxe o kit com as tais goivas, a tinta, o rolo, a base para ser trabalhada e mais 4 tipos diferentes de lâminas.

Eu fiquei extasiada, dei gritinhos e tal (como é de costume) e a senhora lá, me olhando feio. Eu levei e foi a melhor coisa do mundo!!

É de uma marca italiana, Fila, e pelo que me parece é pra criança!

As goivas (conhecidas como carving tools) são muito utilizadas na xilografia (que consiste em esculpir o molde na madeira e depois prensá-lo para reproduzir a imagem), costumam ser mais fortes, próprias para entalhar madeira. Uma das minhas técnicas favoritas, como já tinha comentado. Achei esse blog que ensina o passo-a-passo da técnica.

Meu primeiro carimbo com minhas novas ferramentas foi um cupcake, como já se podia imaginar!



Pudim de Pão e Chocolate
January 29, 2010, 3:16 pm
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Eu estava louca pra fazer alguma receita de chocolate com pimenta. Estou sempre com algum filme na cabeça, com as cenas passando pela minha mente em silêncio. Tenho pensado no “Como Água para Chocolate”. Acho que foi ai que me apaixonei pela cozinha. Acredito que nosso sentimento pode ser traduzido em receitas e sentido em colheradas, assim como se apresenta no filme.

Tendo feito a challah, tinha o pão que precisava pra receita e milagrosamente também tinha todos os outros ingredientes em casa.

Essa sobremesa cozy foi perfeita para um fim de tarde friozinho.

A receita é da revista Gourmet e é super fácil e rápida de ser preparada.

Receita traduzida:

Ingredientes:

1 col. de sopa de manteiga sem sal (15g)

1/3 de xícara de creme de leite fresco (natas para bater frescas – Portugal)

60 g de chocolate meio-amargo (como gostamos de tudo mais doce, fiz 30 g de ao leite e 30 g de meio-amargo) picado

1 pitada de sal

1 1/2 col. de chá de açúcar

1/2 col. de chá de extrato de baunilha

1/4 de col. de chá de canela em pó

1/8 de col. de chá de pimenta cayenne

1 ovo levemente batido

3/4 de xícara de pão cortado em cubos (cerca de 2 fatias de pão de forma)

Preparo:

Aqueça o forno a 200ºC. Unte um ramekin com bastante manteiga.

Em uma panela de fundo grosso coloque a manteiga, o creme de leite, o chocolate, o açúcar, a baunilha, a canela, o sal e a pimenta cayenne e cozinhe em fogo baixo, mexendo ocasionalmente, até que o chocolate esteja completamente derretido (cerca de 2 minutos).

Desligue o fogo, acrescente o ovo ligeiramente batido e mexa.

Cubra o pão cortado com a mistura de chocolate e reserve por 5 minutos. Coloque no ramekin e leve ao forno por cerca de 15 minutos. Retire do forno e espere 5 minutos antes de servir.

Polvilhe açúcar impalpável para decorar.



Quiche com Julia Child
January 29, 2010, 12:56 pm
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Neste natal resolvemos trocar livros de presente e depois do Ric ter me levado para assistir Julie & Julia eu só pensava em ter um exemplar do Mastering the Art of French Cooking e pra variar o Ric me fez a vontade e comprou o livro da Julia!

Fomos para Luxembrugo e lá, nos meus passeios pelo supermercado, descobri mais um item de cozinha do tipo “nunca te vi, sempre te amei”: os pesos para torta.

Um dos motivos de quase nunca fazer quiches ou tortas abertas é por não gostar de usar feijões como peso para o processo de assar a base. Depois tem que guardar os feijões, já que não vou jogar fora, mas sempre fico meio encucada com o feijão lá parado por muito tempo, então acaba indo pro lixo, o que é sempre triste.

Por isso, os pesos para tortas são perfeitos. Achei uns feitos de cerâmica que vinham em um pote hermético, além de tudo lindos! Mas o vidro estava quebrado e não achei mais em nenhum outro supermercado que fomos, portanto o item ainda está na minha lista de desejos.

Mas eu não aguentava mais esperar e já tinha decidido fazer a quiche desde o primeiro dia que o livro veio para as minhas mãos e, como eu trouxe de Luxemburgo 1Kg de farinha francesa, precisei usar os feijões e realizar o desejo da quiche.

A Julia é o MÁXIMO. Ela descreve tudo de importante (em relação à técnica) que eu tive na faculdade, está ali, ao alcance de todos.

Um bicho-papão da cozinha é fazer a própria massa de torta, de forma que fique leve e saborosa (ao contrário da maioria que é dura, grossa e sem gosto o que nos leva à seguinte conduta: “é gordo, é pesado e não faz falta, logo, vou comer só o recheio”). A Julia diz que é super fácil fazer uma BOA massa, desde que se siga algumas instruções básicas à risca.

Ela diz também que a qualidade da farinha americana (afinal é um livro para americanas dominarem a arte francesa) não é a mesma que a francesa, e por isso ao invés de usar 5 partes de farinha para 4 partes de manteiga, as americanas devem usar 5 partes de farinha para 3 partes de manteiga e 1 parte de gordura (pelo que eu entendi!). Mas eu vim prevenida e foi pensando exatamente neste adendo que eu trouxe o meu kilo de farinha francesa!

A massa ficou mesmo espetacular, leve, rica, saborosa, fina. As dicas de usar água bem gelada e cubinhos de manteiga bem gelados e usar pouco a mão e mais as pontas dos dedos (para que o calor não passe para a massa!) são mesmo muito úteis. Como eu sou uma pessoa muito visual, achei o video da Gourmet (que usa as mesmas técnicas da Julia Child, no processador) muito útil, inclusive a parte de finalizar a massa com a técnica francesa fraisage. Tem esse outro video que ensina como abrir a massa e colocá-la na forma.

É lógico que não posso ter tudo, portanto, meus feijões não fizeram bem o trabalho de segurar a massa no lugar e assim a lateral “escorreu” para a base e as minhas garfadas não foram suficientes para que a base não inflasse na segunda etapa de assá-la, mas ficou maravilhosa mesmo assim. A massa ficou leve e meio folhada, a parte mais gostosa da quiche.

Resolvi fazer metade da receita do recheio de queijo do livro. Por não ter laterais, achei que iria escorrer se fizesse todo. Ainda bem que tive essa idéia, porque foi no limite!

Eu amo quiche, por ser tão versátil, tão fácil, ser boa quente ou fria, com salada ou no lanche e pro brunch. Sempre quero mais.



Queijo de Iogurte
January 28, 2010, 3:25 pm
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Já tinha contado que a minha próxima aventura no mundo do queijo seria essa, mas não posso dizer que foi uma aventura.

Não foi uma aventura por ser tão fácil e tão certeiro. Ele fica uma delícia mesmo sem ter que fazer nada mais que misturar sal e iogurte e esperar alguns dias para o soro sair!

Já fui comprar mais iogurte para abastecer o nosso estoque.

O Ric, que detesta a acidez típica do iogurte, já pré-julgou meu queijo quando ainda estava sendo preparado, mas mordeu a língua quando deu a primeira mordida na challah com o queijo. Ficou apaixonado e até quis ir ao supermercado pelo 5º dia consecutivo só pra comprar mais iogurte!

Acho muito engraçado o fato das donas dos meu blogs favoritos (de comida) serem amigas! Já citei imensas vezes o La Cucinetta, que é amiga do Technicolor Kitchen, que é amiga do A wee bit of sugar (que é dona do Trem Bom!),que é amiga do Chucrute com Salsicha e assim vai… Tenho vontade de entrar no grupinho e fazer a pergunta fatídica: ” Vocês querem ser minhas amigas?!”. Morri de rir só com esse pensamento infantil! hihihihi

Receita:

(quase nada adaptado daqui)

Ingredientes:

240 g de iogurte natural integral

1 col. de chá de flor de sal

120 ml de azeite extra virgem

orégano seco (não tinha o fresco)

Preparo:

Em um bowl, misture o iogurte e o sal. Coloque-0s em uma peneira forrada com um pano bem fininho, apoiada sobre uma tigela de forma que a peneira não encoste no fundo.

Coloque na geladeira por 3 dias (na receita original ela deixou 5 dias na geladeira, mas como fiz em menor porção deixei só 3 dias), retirando o soro sempre que este se formar na tigela.

Com a ajuda de duas colheres de chá, faça quenelles ou bolinhas e coloque em um pote hermético com o azeite. (opcional: coloque ervas frescas e pimentas em grão)

Ele fica super cremoso e o orégano dá um toque delicioso. Como não tinha o fresco, usei o seco somente quando fui passar no pão.



Challah
January 27, 2010, 7:04 pm
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Fui incentivada pela a fazer um pão com fermento de verdade e, sem minha super batedeira, resolvi voltar a tentar um dos meus pães favoritos, a Challah.

Pesquisei na internet e achei um blog em que não só tem a receita como também tem um video perfeito que ensina a trançar o pão com seis partes, o que é lindo!

Resolvi fazer essa receita porque a Maya (dona do blog) prepara todas as sextas-feiras para o Sabbath, portanto achei seguro.

Fiquei super feliz quando vi que a receita pedia por 2 pacotes de fermento ativo seco, já que eu tinha em casa por ter usado pra fazer a pizza.

Então fui pesquisar na internet a quantidade em gramas do que deveria conter no pacote que ela usa para comparar com o meu, já que de lugar pra lugar a quantidade varia muito. Foi aí que eu descobri que o buraco era BEM mais embaixo! O fermento que eu tinha era o Fermento Ativo Seco Instantâneo e o que ela pedia era o Fermento Ativo Seco e ponto. Então fui pesquisar as diferenças e, como o pão pedia duas fermentações e o fermento ativo seco instantâneo não foi feito para ficar assim tanto tempo só no preparo, resolvi substituir por fermento fresco.

Foi nesse momento que começou a outra parte da aventura. Depois de muitos cálculos, transformações de libras para gramas, de fresco para seco, etc e tal, cheguei aos valores que imaginava serem os certos.

Bom, pra resumir a ópera, o pão de ontem, se jogado com raiva em alguém, matava! (de tão duro!)

Resolvi repassar minhas contas e descobri que tanta conversão (de línguas e medidas) me deixou confusa e coloquei fermento de menos. Pelo menos serviu pra praticar o trançado!

Mantive a fé e resolvi tentar mais uma vez. Tcharaaaammmm, ficou muito bom!

Dessa fornada saiu muito mais coisa que só um pão.

Descobri que me sinto mais segura para cozinhar aqui por alguns motivos, tais como o tempo e a possibilidade do erro. Estamos sempre em uma atmosfera em que o erro é simplesmente intolerável. Seja nos estudos, no trabalho, na família, no amor, sempre temos que ser perfeitos. O fato é que errar é humano e traz muuuito aprendizado e aperfeiçoamento com ele.

Resolvi fazer um guia pra não me esquecer mais dessas traduções (de inglês para português) e pra facilitar a vida de quem mais estiver com essas dúvidas e poupar tempo de quem não tem tempo pra perder com tanta pesquisa! Espero que seja útil!

Fermentos:

– Fermento fresco / Levedura: com data de validade curta, conhecido como fermento para pão. Normalmente precisa ser “ativado” antes de ser incorporado em uma receita. Fica por alguns minutos em contato com água morna, açúcar e farinha. Dessa forma, o fermento começa seu processo de crescimento. Esse mecanismo não é obrigatório, dependendo da receita a ser executada. Nome em inglês: Cake Yeast ou Compressed Yeast ou Fresh Yeast.

– Fermento Ativo Seco: é a levedura desidratada, por isso deve ser “ativada” (ficar em água morna e açúcar por alguns minutos). Por ser desidratada, é como se fosse mais concentrada que a levedura, por isso tem que usar em menor quantidade comparado com a levedura. Nome em inglês: Active Dry Yeast.

– Fermento Ativo Seco Instantâneo:  é o mais forte de todos e não precisa ser ativado, está pronto para o uso imediato. Nome em inglês: Instant Active Dry Yeast

– Fermento Químico: é o fermento normalmente usado para bolos. É uma mistura de bicarbonato de sódio e um agente ácido. Ele entra em uma reação química com o líquido e com o calor, o que faz com que produza bolhas de ar, o que será o fator para que o bolo cresça. Nome em inglês: Baking Powder

– Bicarbonato de sódio: é o agente químico que, combinado com outros ingredientes, formará as bolhas de ar que farão a produção crescer. Ele precisa necessariamente de um ingrediente ácido para que a reação aconteça. Por isso, é comum em receitas que levam limão, chocolate, buttermilk (para se fazer buttermilk em casa, basta adicionar uma parte de vinagre a leite, que será a quantidade recomendada na receita). Nome em inglês: Baking Soda ou Bicarbonate of Soda

Equivalência:

10 g de Fermento Fresco = 3,75g de Fermento Seco Ativo

Fontes:

http://www.breadworld.com/FAQ.aspx

http://aww.ninemsn.com.au/food/cookingtips/790073/baking-soda-bicarb-soda-baking-powder-whats-the-difference

http://www.thefreshloaf.com/node/2815/active-yeast-vs-instant-yeast

http://www.recipezaar.com/library/yeast-62

Aqui vai minha receita da Challah:

(adaptada daqui!)

rendimento: 1 challah

Ingredientes:

12,5 g de fermento fresco

1/3 de col. de chá de açúcar

2/3 de xícara de água morna

2 a 3 xícaras de farinha de trigo (+ extra para enfarinhar a bancada)

1 e 1/4 de col. de chá de sal

1 e 1/4 de col. de sobremesa de açúcar

1/4 de xícara de óleo

2 ovos batidos

Para finalizar:

1 ovo

gergelim ou semente de papoula

Preparo:

Em um bowl, coloque a água morna, 1/3 de col. de chá de açúcar e o fermento fresco esfarelado. Cubra com papel filme e deixe em um ambiente sem correntes de ar por cerca de 5 minutos para o fermento “ativar”.

Em um bowl coloque o sal, o açúcar, o óleo e os ovos. Misture tudo com um garfo.

Adicione o fermento e, em seguida, a farinha aos poucos, mexendo com o garfo.

Em uma bancada bem enfarinhada, coloque a massa e trabalhe até que fique lisa (ela ainda estará muito mole. Se tiver uma batedeira com gancho, será bem mais fácil de trabalhar; se não, pode usar o método Bertinet nesse video muito bom!). Passe a massa para um bowl enfarinhado e cubra com um pano, deixe fermentar por 2 horas em local abrigado como o forno ou o microondas.

Em uma bancada enfarinhada, trabalhe a massa por alguns minutos, somente para tirar o ar. Divida a massa em seis partes iguais e faça rolinhos com ela. Entrelace para fazer o formato da challah (aqui está o tal video ótimo!) e coloque em uma forma forrada com papel manteiga e untada com óleo. Cubra com um pano e deixe crescer por mais 1 hora.

Pincele o ovo batido pela trança e espalhe por cima o gergelim ou a semente de papoula (como não tinha nenhum dos dois em casa, deixei sem).

Asse em forno pré-aquecido a 180ºC por cerca de 30 minutos.