PicNic… PicMe


Ovos Mexidos
December 31, 2011, 11:45 pm
Filed under: Salgado

Inevitável no último dia do ano parar para pensar no que se passou desde a última vez que foi o último dia do ano.

Hoje eu pensei nisso enquanto a chuva me fazia companhia nessa manhã.

Abraçada ao meu novo livro, dividida em pensamentos do que passou e do que virá.

Só me acordei quando um estalo invisível me fez levantar e preparar esse café da manhã pra ser dividido na cama.

Esse era um hábito antigo, de levar café na cama, primeiro pra Helena, depois pro Ricardo. Hábito esquecido nesse ano, por falta de tempo, por falta de forças.

Pensei que nem consigo lembrar tudo que aconteceu esse ano, só sei que meu sentimento final foi o de gratidão.

Sou grata pela trilha sonora que a Isa me ofereceu em cada estação, que me sustentou a caminhada de forma invisível. Sou grata pelo amor que recebo de pessoas que são novas na minha vida (pelo menos nessa), que me feliz fazem vezes sem conta. Sou grata pela família farta. Fiquei grata pelas pedras no caminho que me surgiram para me fazer mais forte. Grata por poder viver essa vida, pela cesta orgânica, pelo sofá antigo da avó que virou novo na nossa sala, pelas flores que dão vida a nossa janela, pelos bolos compartilhados, pelas orações antes de dormir. Sou grata por ter pessoas que me inspiram, sejam elas do meu círculo próximo, estejam elas além mar.

Sou grata por esse ovos mexidos.

…….

Fiquei inspirada por esse post do blog da autora do livro que citei acima.

Foram 4 ovos orgânicos, um tantinho de creme de leite fresco, sal, salsinha picada orgânica (tem o sabor bem forte, um tico já se faz presente) e peito de peru defumado picado. Tudo mexidinho na frigideira.

Torradas e chocolate quente pra acompanhar.

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NY CheeseCake
December 31, 2011, 11:41 pm
Filed under: Doce

Mês de dezembro é pra mim um mês de realizar objetivos pendentes. Não é um ato consciente, eu simplesmente vou pegando coisas que queria fazer durante o ano todo e coloco no topo da minha lista.

Acho que pra limpar minha cabeça e abrir espaço para o novo do ano que está por vir ou talvez para ter aquela sensação de realização. Eu fiz isso em 2011, sabe?

Eu já tinha tentado tirar esse item da minha lista ainda em portugal, mas eu não fiquei assim satisfeita com aquele resultado o suficiente pra riscar o cheesecake da minha lista.

Durante o ano fiz um par de vezes uma outra receita que foi super sucesso aqui em casa, mas ela é do tipo mais aerada do que cremosa e lisa, por isso o item continuava lá.

Até por ter conhecido o maravilhoso Xcake da Luana, que arrancou suspiros durante o Pesach e o Natal, e assim eu voltei a acreditar que seria possível obter esse resultado incrível com os ingredientes disponíveis por aqui. Digo isso por ter visto que nos Estados Unidos eles tem um creamcheese que vem em barra (parece um tablete de manteiga) e eles até recomendam deixar à temperatura ambiente antes de usar, o que nos faz imaginar que ele seja mais firme que o que temos por aqui no potinho.

Então lá fui eu pesquisar uma receita do dito cujo. Decidi que ia usar uma de algum livro meu, afinal esse era outro item da minha lista (fazer mais receitas dos livros ao invés de só da internet) e seria ótimo já eliminar duas coisas de uma vez só. Mas não foi dessa vez.

A receita saiu mesmo do site da Martha Stewart, e um conjunto de coisas fez com que esse sonho se realizasse. Eu finalmente consegui reproduzir aquela textura que está impregnada na minha mente do chessecake de NY que comemos com o papai durante nossa viagem.

……

A receita é essa aqui e tem até um video do passo-a-passo que é otimo!

Eu fiz meia receita, pelo simples motivo da minha forma grande de fundo removível não caber na minha forma retangular para o banho-maria e o leve susto que eu tomei com a modesta quantidade de mais de 1kg de creamcheese para a receita completa.

1/2 Receita: (Usei uma forma de fundo removível de 20cm de base com 6cm de altura):

40g de manteiga

1 xícara de bolacha tipo maizena já triturada

1 e 1/8 de xícara de açúcar

696g de creamcheese

1/4 de xícara de farinha de trigo

1/2 xícara de creme de leite fresco

1 colher de chá de extrato de baunilha

3 ovos

raspas de um limão* (esse item eu vi em uma outra receita e resolvi adicionar aqui por minha conta!)

Preparo:

Pré-aqueça o forno a 180°.

Em uma panela, derreta a manteiga e adicione a bolacha triturada misturando tudo. Coloque a bolacha no fundo da forma e aperte para que fique uniforme, pode subir um pouquinho nas laterais só por garantia. Asse por 10 minutos e então deixe esfriar e reserve.

Usando a raquete da batedeira, bata o creamcheese e adicione o açúcar, a farinha, os ovos (um a um até incorporar), as raspas de limão, o extrato de baunilha e o creme de leite, batendo sempre até ficar homogêneo.

Derrame o creme na forma já com a base de bolacha, espalhe para ficar nivelada.

Usando um papel alumínio grande (duas folhas de preferência) faça uma cama por baixo da forma para evitar entrar água na hora do banho-maria (o video mostra bem!). Coloque a forma já embrulhada em papel alumínio em uma forma maior e despeje água até a metade da forma (eu costumo aquecer antes um pouco essa água).

Leve ao forno pré-aquecido por 1 hora, quando balançar o centro estará ainda um tanto instável e as bordas mais firmes. Deixe esfriar completamente (COMPLETAMENTE, eu sei que dá uma super ansiedade de ver pronta, mas completamente significa umas 4h dentro do forno ou durante a noite de preferência!).  Esfriar devagarinho serve pra que ela não quebre.

A indicação é de levar pra geladeira por mais umas 4h, mas eu gosto mesmo quanto está à temperatura ambiente (mas se estiver um SUPER calor, por favor não corra o risco e leve pra geladeira!).

Pra desenformar, passe uma faca por toda a lateral antes de remover o aro.

Eu servi com uma geléia de amora que o papai e a MáE nos deram de presente que é simplesmente divina, o aroma de vinho é delicioso.

Obs: Eu andei lendo por aí que o que deixa essa textura incrível é bater pouco o recheio e por isso o uso da raquete e não do aro, pois o aro incorpora ar e assim tira a textura lisa que deve ficar. Caso não tenha uma batedeira dessas planetárias que inclui a raquete, acredito que da tudo certo batendo na mão com uma colher de pau (bater com delicadeza…).



Creme com Morangos
December 31, 2011, 11:32 pm
Filed under: Doce

Amar o próximo como a si mesmo.

Confesso que pra mim é mais fácil amar o próximo do que a mim mesma.

Mas esse ano eu refleti sobre esse fato e cheguei à conclusão de que, pra amar ao próximo como a mim mesma, eu tenho que primeiro me amar pra depois poder aplicar o mesmo pro outro, certo?!

Costumo dizer que precisamos estar bem para depois ajudarmos o próximo necessitado, precisamos estar estruturados, equilibrados, fortes. Cito sempre a instrução dada nos aviões, primeiro coloque a máscara de oxigênio em você e só DEPOIS ajude a pessoa do seu lado, mesmo que seja uma criança. O motivo é simples, se você resolve ajudar primeiro o do seu lado com dificuldades, pode ser que não tenha oxigênio suficiente nem pra ajudá-lo e nem pra se ajudar no fim das contas, então melhor garantir o seu pra que você possa fazer um bom trabalho com a ajuda ao próximo.

Eu sempre dou esse exemplo pro outros, mas eu notei que me esqueci de aplicar na minha própria vida.

Esse doce é um simples exemplo dessa constatação. São raras as pessoas que gostam de doces assim, molinhos, tipo um pudinzinho com calda. Eu amo, amo mesmo.

Dessa vez eu fiz pensando em mim e sem querer agradei mais uns.

Deliciosas colheradas de amor próprio.

…………

Receita:

Para o creme:

200ml de leite condensado

250ml de leite integral

1 gema

15g de amido de milho

Preparo:

Dissolva o amido de milho em uma parte de leite para que ele não crie grumos. Leve todos os ingredientes a uma panela em fogo baixo e mexa constantemente até que engrosse.

Obs: Eu sempre faço sem querer com a lata toda de leite condensado, fica SUPER doce, do jeito que eu gosto, mas essa ai é a receita certa e que agrada a maioria dos paladares!

Cobertura de Morango:

1 caixa de morangos orgânicos picados

um tanto de açúcar demerara orgânico

uns fios de vinagre balsâmico

Preparo:

Em uma panela, coloque todos os ingrediente e deixe em fogo baixo, mexendo ocasionalmente até ficar com ponto (cara) de geléia.

Montagem:

Coloquei em um recipiente o creme por baixo e cobri todo ele com a calda de morango. O leve ácido do morango + vinagre dá o perfeito contraste ao super doce do creme.



Bolo de Chocolate com Nozes e Pistache
December 29, 2011, 8:28 am
Filed under: Doce

 

Não foram as vezes sem conta que assisti os filmes natalinos, nem as músicas da época cantadas por Ella que eu amo.

Não foram as luzes espalhadas nem o clima de fim de ano.

Nada disso foi o que me convenceu que o natal havia chegado.

Foi sim em uma manhã fresca, passeando com a Avelã no (quase) silêncio da rua, quando eu ouço vindo da portaria de um prédio um homem assobiando canções de natal.

Para a festa em família, fiz mini cupcakes para os sobrinhos, levei pão de mel para o café e assei esse bolo de chocolate com nozes e pistache quebrados por cima.

………..

Receita:

Bolo e cobertura são esses aqui. O mais fácil do mundo que sempre apaixona.

Obs: Eu fiz duas receitas da massa do bolo e assei em formas separadas. Fiz a cobertura com a proporção de 250g de chocolate meio amargo para 55g de manteiga.

Pra ficar no clima de nata, quebrei algumas nozes e pistaches e espalhei por cima.



Pão com raspas de limão
December 3, 2011, 2:12 pm
Filed under: Salgado

Respeitar o tempo. Respeitar o tempo das pessoas, dos acontecimentos, do sono, do pão. Respeitar o tempo de cada qual.

Difícil respeitar. Difícil permitir que o tempo faça seu trabalho sem tentar apressá-lo.

Eu preciso de muitas horas de sono. Não é uma questão de gostar ou querer dormir muitas horas. É uma questão de precisar. Preciso desse tempo para repor a energia que me esvai do corpo e da mente. Preciso. Caso eu desrespeite esse meu tempo, não, não se acaba tudo. Mas sim, consequências se desdobram. Transtornada, confusa, irritada, nervosa. Se eu não me recolho mais cedo pra repor o que faltou na outra noite e insisto usar minha máquina mal equilibrada, elas vêm ao meu encontro. As lágrimas. Brotam e o choro escorre face abaixo, sem pedir permissão, sem respeitar a minha falta de respeito.

Nada difere com relação ao pão. Ele tem o seu tempo pra descansar (é assim mesmo que se diz no mundo dos pães), tem o tempo pra crescer e o tempo pra fermentar. Sem contar o tempo de assar, dourar.

O tempo mais curto da vida do pão é mesmo quando posto à mesa. O perfume inebriante impede que se espere tempo suficiente para este esfriar.

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Receita:

Essa receita é do livro do Bertinet que ganhei ano passado. Fiz usando a batedeira pra facilitar a vida.

Depois de todos os pães assados, congelei alguns e fui ao longo da semana aquecendo no forno ou na torradeira, fica crocante como pão fresco!