PicNic… PicMe


Tarte
February 22, 2009, 5:12 am
Filed under: Doce, Uncategorized

Tortinhas

Todo mundo sabe que meu gosto pela cozinha é especial na área dos doces.

Amo tudo que envolve a pâtisserie. Os sabores, aromas, cores e formas. Acho ainda mais charmoso e artesanal na versão mini.

A Fê Val veio fazer um jantar especial pra nós e eu resolvi fazer um doce de sobremesa.

Como de costume, por falta de prática e por sempre querer fazer 7 coisas quando só cabem 3, não saiu como o esperado (no momento, estou escrevendo esse post, mas já vou terminar minha mala e fazer o café-da-manhã, arrumar a cama, lavar o cabelo, passear com a Avelã, lavar a louça… Eu tenho esperanças de dar tempo de tudo antes das 5h, hora do táxi).

Originalmente, ía fazer a famosa e maravilhosa torta de limão da Lena, mas não deu tempo de comprar limão, então virou uma torta de creme com geléia de uva.

Mas comigo não costuma dar só uma coisa errada, tem que ser várias, só pra testar minha capacidade de ser flexível e calma (o Ric é quem mais sofre durante esse meu processo de aperfeiçoamento no quesito calma).

A massa de bolacha não foi suficiente para forrar a forma (não foi pois o liquidificador não triturou conforme o esperado – aliás, queimou), então recheei três pequenas formas (versão miniatura da que eu queria usar previamente). Foram pro forno (só 5 min., a Lena foi veemente nessa afirmação: “se ficar mais, vai ficar muuuuuuuuuuuuito dura”).

Como ainda eram 6h da tarde, resolvemos caminhar no parque com a tia Tela e o tio Carlo.

Descemos até o portão de entrada do parque, quando me lembrei que tinha esquecido as tortinhas no forno. Foram só 25min. de forno.

Bem, com o incentivo do Ric de não desistir, eu tive fé que ainda estavam comíveis e recheei com creme de confeiteiro e cobri com a geléia de uva que tinha feito no final de semana.

No final das contas, depois dessa epopéia, elas ficaram até fofas e gostosas (eu nunca gosto do que cozinho, mas a Fê falou que gostou, então eu acredito!).

Cheguei à conclusão que ainda me falta muita sabedoria para conseguir fazer uma coisa de cada vez. Tudo se amontoa na minha cabeça, as idéias e vontades que tem que ser divididas com as obrigações e rotinas. Tento conciliar o habitual da vida com o vulcão de produções da minha cabeça, tudo isso dentro do espaço de tempo pré-determinado de 24h/dia.

Vou levando.

tortinhas

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A BOX full of surprises
February 22, 2009, 4:39 am
Filed under: Artes Manuais, Uncategorized

no fim das contas

A Lena sempre teve o dom para os trabalhos manuais (lembro que no jardim II, ela era muito elogiada pela desenvoltura no setor das artes).

A grande diferença dela em relação à minha dinâmica com as artes é que eu quero fazer todas ao mesmo tempo (já velhas conhecidas ou aprender mais algumas), e ela tem a tranquilidade de fazer uma de cada vez.

A grande diferença do nosso trabalho é que o dela termina sempre muito bem acabado, um de cada vez, independentemente do tempo a mais que se gasta para ter tudo pronto. Sempre a paciência e a perfeição reinam em sua manufaturas.

Ainda hei de ter tal paciência. Mas, por hora, estou querendo aprimorar meu tricot, crochê, bordado e aprender a “embalar” caixinhas, tear, etc e tal.

Fiquei gripada semana passada. A Lena veio me fazer um pouco de companhia (eu mais dormi que qualquer outra coisa, mas ela foi paciente), aproveitei para ter uma aula de embalar caixinhas e usar um dos dez mil papéis de embrulho que comprei no fim do ano.

PROFE.

Confesso que eu estava um pouco dispersa, mas a insistente professora Helena martelou as intruções de forma tão didática que absorvi!

Amei as minhas novas caixinhas, o famoso “antes e depois” é chocante! Ela, como já esperado, não achou que ficou tão bom (o papel enrrugou, a dobradura não ficou exata…).

Ela prefere fazer com tecidos (ficam simplesmente maravilhosas!), mas eu não aguento esperar uma semana para o tecido colar direitinho em todas as faces, então amei o papel!

Ainda quero fazer aulas de encadernação, mas por hora uso a técnica que aprendi lá pela quarta série de planificação. É basicamente só imaginar as faces da caixa abertas (planas) em uma folha e embalar usando cola branca e um pouco de dobradura para o acabento das laterais!

Amei meu mais novo passa-tempo (não tenho tanto tempo assim sobrando, afinal estou escrevendo este post às 3h28, véspera de viajar, mas sonhar nunca é demais!).

Quem sempre dá aulinhas do gênero é minha ex-colega de classe de PatchWork, a Fabi (outra perfeccionista: “o que mais importa é o acabento perfeito para um produto profissional”). Descobri recentemente que ela tem um blog, graças a uma conversa de café-da-manhã com a MáÊ.

Ainda chego lá!

pré-preparo

prévia

TCHARAAAAAAAAAMMMMMMM



How to feel (like) an artist for a moment.
February 3, 2009, 9:34 pm
Filed under: Diversos, Uncategorized

a sensação de liberdade é única.

a tela em branco sempre me dá frio na barriga, mas sei exatamente o que vou sentir ao tingi-la.

recomendo a todos.

http://www.jacksonpollock.org/

pollock



Vanilla Sky
February 2, 2009, 10:27 pm
Filed under: Diversos, Uncategorized

monet

Não assisti ao original, em que a Penélope Cruz faz o papel da Cameron Dias na atual versão. Quando assisti a esse filme, gostei bastante, mas só dei real valor a ele depois da quarta ou quinta vez. Assisti tantas vezes movida pala paixão que o Paulinho tem por essa película.

ceu-4

Foi sábado a tarde.

O céu se impunha dentro de nossa sala.

Enquanto o Ric brigava com o concreto para pregar nossas prateleiras, eu tive que me render à palheta de cores que se desdobrava no horizonte.

Imediatamente, aquilo me remeteu ao lindo céu pintado no quadro de Monet, “O Sena em Argenteuil”, fonte de inspiração para o filme.

Os meus pensamentos no momento que aprecisava o pôr-do-sol eram exatamente a síntese da mensagem do filme (a meu entender). O que é a vida se não os detalhes, as escolhas e os caminhos percorridos? Não necessariamente os certos, ou os melhores caminhos, mas sim os que foram escolhidos.

Viver a vida de fato, profundamente e completamente, é de fato viver.

A minha pequenez perante sinfonia tão grandiosa, a que se formava no céu, com diversos elementos distintos e interligados (nuvens, cores, árvores, prédios, lua, vento, luz…), é exatamente uma metáfora do que nossa vida representa.

Considerando que somos peças nesse quebra-cabeça e que certamente os formatos são os mais diversos e esdrúxulos (fui procurar no dicíonário como se escrevia essa palavra que tanto falo!), no final nos encaixamos perfeitamente, de forma rotineiramente irônica.

Acredito que uma força maior nos guia nos mais diversos aspectos da vida. Acredito que recebemos regularmente novas chances de enxergar as possíbilidades à nossa frente e vivê-las. Acredito que viver uma fantasia, assim como Tom Cruise no filme, não é uma opção saudável. Acredito que a dor faz parte do processo. Acredito que o tombo nos dá mais uma perspectiva das coisas e que nos permite levantar para podermos cair mais mil vezes se for necessário.

Acredito que ver o pôr-do-sol e ter a tranquilidade de apreciá-lo é para poucos. Acredito que nã0 seria capaz de tanto se não fosse essa imensa janela que tenho na sala (desproporcionalmente gigante comparada ao mini apê!).

Espero sempre me lembrar de apreciar tal obra de arte, normalmente exposta a todos, de graça.

ceu-3ceu-2ceu-1

Sim, é a lua.
Não, eu não alterei nenhuma das fotos no Photoshop!