PicNic… PicMe


Flan de Chocolate
September 26, 2009, 7:14 pm
Filed under: Doce, Uncategorized

Flan de chocolate

Amoamoamoamo flans.

Panacota, flan de baunilha, manjar de nata (Ash el saraya – comi no almoço do Arábia durante o Restaurant Week- manjar dos deuses!)…

A textura firme e macia ao mesmo tempo, a sensação de leveza e o desmanchar na boca sem esforço, o sabor definido e simples, aiai, me derreto.

Não gosto de pudim de doce de leite, também não como manjar de coco. Pudim sempre foi a sobremesa favorita do papai e da Lena, por isso era obrigatório em casa toda semana. Até hoje eles amam. Eu não posso ver na frente. Já o manjar de coco com calda de ameixas pretas, um clássico do Natal na casa da vovó, mesmo sendo de coco (amo a água, detesto tudo que leva o coco), eu cederia pela textura perfeita, se não fosse aquela película (calafrios!) que se forma no topo do manjar (e as vezes até no meio!), típico de gelatina (que também não como, mesmo fazendo bem pras unhas!).

Foi assim, pra ajudar na recuperação mais rápida do meu 20º resfriado do ano, que o Ric me fez, para acalentar, um flan de baunilha que eu tanto queria (desse blog que adoro, ela denominou de pudim). Ele sofreu o mesmo esquecimento de um itenzinho (semquererjustamenteofundamental!), mas ficou delícia assim mesmo.

Ele detestou. Detesta todos esses pudins, flans e manjares “sem graça” que eu tanto amo. Mas se fosse de chocolate…..

Bem, me recuperei super rápido dessa vez. Graças ao flan de baunilha e as gotinhas mágicas da Antroposofia, e resolvi devolver o carinho com um flan de chocolate.

Usei a mesma base do que ele me fez. Tirei a baunilha (com a qual ele implíca, por enquanto…) e acrescentei cacau em pó e achocolatado.

Ficou muuuuuuuito bom, eu gostei bem mais que ele! Nem liguei para os gruminhos que se formaram (é só passar na peneira antes de distribuir nas forminhas) e nem formou a maldita película. Fiquei extasiada com a possibilidade de comer sempre sempre sempre que quiser um flan de chocolate.

Como é fácil fazer uma criança feliz, né?!

Flan de Chocolate

(adaptado daqui)

Ingredientes:

1 e 1/2 x creme de leite fresco

1 e 1/2 x leite

2 colh. de sopa de achocolatado em pó (usei Taeq, o favorito do Ric)

2 colh. de sopa de cacau em pó (usei um português com preço justo do supermercado Santa Luzia)

1/2 x açúcar

1/4 x amido de milho

1/4 colh. chá de sal

Preparo:

Em uma panela coloque o creme de leite fresco, o leite, o cacau e o achocolatado em pó e leve a fogo médio. Com um fuet mexa constantemente até que quase ferva.

Acrescente o amido de milho, o açúcar e o sal, mexendo sempre com o fuet até engrossar. Passe em uma peneira caso tenham se formado gruminhos (opcional).

Divida em potinhos o flan (usei os copos com cara de copo de plástico amassado, paixão do Ric). Caso não queira que se forme a película na superfície do flan, coloque encostado no creme papel filme e leve a geladeira.

Deve ficar uma delícia com uma pitada de pimenta síria, quem sabe!

Sobremesa pudim de chocolate individualFlan de Chocolate em Copo de porcelana imitando copo de plastico amassado

Advertisements


Bolachinhas de Nata
September 24, 2009, 8:01 pm
Filed under: Doce, Uncategorized

Pacotinhos para presentear de Sequilho de Nata

Bolachinha é algo que agrada a gregos e troianos.

Incrível. Só não agrada a mim.

Bolachinhas de nata são fáceis e saborosas.

Fiz com medidas erradas, como sempre. Mas deu certo.

Fiz com diferentes pontos de cocção. A Lena gosta mais dourada, o Ric fica com a queimada (ele gosta mesmo, não precisa ter pena!), o tio Carlo com as mais alvas, e assim por diante.

Vovó Eneide me ligou na quarta cedo, às vésperas da mudança, pra pedir a tal receita. Cômica!

Biscoito caseiro de Nata

Bicoito de Nata:

(da apostila de panificação do SENAC)

Ingredientes:

100g de Nata (eu encontrei no Supermercado Santa Luzia e no Shopping Bourbon, no supermercado Zaffari da marca Piá que é do Sul)

90g de Açúcar

8g de manteiga

30g de ovo (gema+clara)

225g de amido de milho (maizena)

Preparo:

Misturar na batedeira a nata, o açúcar e a manteiga (usei a raquete para misturar). Acrescentar o ovo e misturar bem.

Adicionar o amido aos poucos, até ficar uma massa homogênea.

Fazer pelotinhos e dispor em uma assadeira untada. Levar ao forno pré-aquecido a 150graus C até assar.

Servir com café, chá ou dar de lembrança pra alguém querido.

Bolacha de Nata



Alfacinha
September 24, 2009, 7:16 pm
Filed under: Salgado, Uncategorized

Alface Crespa Verde e Roxa Da horta organica caseira

Quem nasce em Lisboa é conhecido por: Alfacinha.

Pena que eles não queiram me dar o passaporte português. Eu gosto tanto de alface!

Colhi da minha horta minhas mega alfaces. Que cheiro bom de alface. É, alface tem cheiro, a gente só não dá atenção suficiente a ela pra reparar, ou enche de molho condimentado antes de dar tempo de perceber seu suave aroma, aroma de alface.

Elas não estavam tão gigantes, mas eu já achei que estavam e o máximo.

Foi então que decidi cumprir com o combinado, (entre o Seu Rino e eu) e mostrar a minha horta a ele. Fui toda exibida. Pra quê!

Ele olhou a foto que levei lá no CEASA, entre as suas mudas fresquinhas, exatamente onde eu adquiri as minha, e… fez aquela careta.

– Tá pequenininha. Muito pequenininha.

– É, seu Niko (eu ainda chamava errado!), mas já fazem dois meses.

– UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUhhhhhhhh, tá MUUUUUUUUITO pequenininha. Em duas semana, planto e fica óh, muito grande. Tá fazendo coisa errada. Muito errada. Tem que dar amor, se não ela não cresce. Quando dá amor, ela fica feliz e brilha. Se eu soubesse mais português te explicava mais, mas eu sou japonês.

– Tá bom, vou melhorar. Eu aprendo japonês então.

– AHAHHAHAAHAHAH! Você japonês. HAHAHAHAH!

Foi assim. Corri pra casa, peguei um monte de terra no fundo da composteira. Escolhi com minhoca e tudo. Preenchi todo o espaço entre os pés de alface e de todo o resto da horta com a terra preta.

Foi em pouco tempo que ela simplesmente dobrou de tamanho. Sábio seu Rino.

Eu colhi uma delas a uns dois meses. E ela volta a crescer! Essa petitica que está na foto é a dita cuja.

Horta com os pés de alface colhidos e a alface que já está crescendo de novo

Acho que agora tratei com o carinho necessário e ela me respondeu com brilho. Ainda preciso aprender japonês.

Alcafe colhida na horta de casa



AMOR de AMORA
September 24, 2009, 6:53 pm
Filed under: Doce, Uncategorized

Amora Fresca Colhida

No colégio Mater Dei tinha um pé de amora gigante perto da sala dos professores e diretores. Era maravilhoso quando o chão cinza daquele pátio ficava tingido por essas pequenas bolinhas coloridas. Foi por manchar o chão que ele CORTARAM a árvore. Quase morri de desgosto. É mesmo o fim, mas…

Foi no Porto Seguro, que eu achei a Sara. Ela tinha a benção te ter um pé de amora em frente de casa. Melhor que ter o pé, ele era baixinho e tinha um banco e mureta exatamente sob a copa da árvore. Toda manhã ela subia no banco e se deliciava com as refrescantes frutas preto-azuladas. A minha benção é que a Sara me trazia de presente amoras para o recreio (parece que eu tinha 10 anos, mas foi no colegial mesmo!).

O pé de amora do Rosmarino, que eu já transformei em meu, não se desenvolve pela falta de luz intensa e tal, mas consegui colher duas amoras ano passado. Esse ano não deu.

Foi a minha felicidade quando descobri quatro pés de amora aqui pelas redondezas da minha casa. Tem em frente da quadra da escola (as crianças são crianças nessa escola pública, então elas sobem mesmo no pé, mancham o uniforme, e se esbaldam com as frutas frescas), tem um nas esquina do TAXI, meu favorito, o pé é baixinho, eu alcanço! Tem no caminho da nossa padoca favorita e tem em frente da Blockbuster, que também é muito atacada pelas pessoas desinibidas do bairro.

Tem também na ladeira a caminho do metrô Vila Madalena, na praça, no bosque…

A Tia Tela, vendo essa minha tara por amoras, me trouxe de surpresa um potinho de amoras perfeitas da fazenda. Suspiros de amor.

Hoje colhi amoras, colhi no caminho de volta pra casa. No meu pé favorito. É uma sensação de interação com a natureza incrível. Nós, ali embaixo de uma árvore, colhendo e comendo os frutos de um ciclo inteiro. Nós, ali, à mercê da natureza. Nós também fazemos parte do ciclo dela. Acho que comprar frutas no mercado tira essa conciência. A fruta não sai de uma máquina. Ela vem de uma planta, que florece e nos oferece frutas de presente. Frutas tão ricas que até tingem o chão.



Batata Roxa
September 24, 2009, 6:36 pm
Filed under: Salgado, Uncategorized

Batata Roxa Brotando

Teve uma fase que a Tia Angela queria tudo de batata roxa.

Eu amei essa fase! Tinha purê, nhoque, ravioli, assim de tudo mesmo.

Um dia ela viu o preço abusivo do quilo da tal batata até então querida. Ela foi imediatamente riscada da lista, até que volte a sua época e o preço fique mais amigo.

Foi algum tempo depois que eu descobri, num cesto, uma batata roxa brotando. Ela era filha única. Já tinha folhinha e tudo! Não resisti e trouxe pra casa pra acrescentá-la a minha horta.

Deve fazer cerca de um mês que eu plantei a bonitinha ao lado da sálvia. Ela ficou tão feliz que me respondeu com folhas lindas e viçosas. Segundo o seu Rino (desconfio que esse seja o nome certo dele), as plantas sentem o amor e carinho que dedicamos ao cuidarmos delas, e a resposta a esse tratamento fofo é com brilho e folhas fartas!

Ela realmente respondeu com folhas mais bonitas depois que eu acrescentei um pouco de terra da composteira. Foi imediato. Acho que as minhoquinhas também ajudaram!

Queria estar por aqui pra saber no que vai dar essa batata roxa. Queria fazer um belo doce de batata roxa. Mas, como dizem os portugueses, não se pode ter tudo!

Batata Roxa DoceFolha de Batata Roxa Plantada  horta organica



Rabichinho de Tesoura
September 17, 2009, 7:32 pm
Filed under: Artes Manuais, Uncategorized

Flor de Feltro com caule de croche

Vovó vive procurando duas coisas (em especial!), óculos e tesouras!

Ela sempre repete: “tenho quatro de cada, mas sempre tem algum momento que todos fogem de mim!”

Acho que esse é um problema recorrente a todas as bordadeiras e pessoas dependentes dos aros. Eu me incluo na lista.

Foi durante a última visita dela a Sampa que descobri o seu método de achar as tesouras com um pouco mais de facilidade. Fiquei apaixonada e choraminguei por um imediatamente. E ganhei! OBAA

Ela tem essa mania de usar coisas grandes ou vistosas para não perder. Uma tentativa genuína, apesar de não evitar o pânico da chave perdida todas as vezes que vai sair de casa!

Para as chaves são os macaquinhos-chaveiro da Kipling, pros óculos são as caixas enormes, e para as tesouras sãos as flores feitas de feltro e uma trancinha de crochet.

Como pra ela fio = rabichinho, seja no carregador de celular, pendurador de óculos, ponta da linha, não podia ser diferente para a calda que ela faz como prolongamento das tesouras.

Imagino que seja bem simples de fazer: alguns circulos de feltro vermelho, o miolo é a ponta do fio de lã que será o caule da flor, que nada mais é que uma trancinha de crochet.

A flor mais fofa e o melhor jeito de não perder o humor na hora de achar a tesour(o)a perdida.

Para não perder a Tesoura, Flor de Feltro e cordão de croche



Krümelkuchen
September 13, 2009, 10:12 am
Filed under: Doce, Uncategorized

Krumelkuchen

Tem gente que não tem preguiça, tem gente que supera nossas expectativas, tem gente que nos surpreende. Delícia.

Pedi pra uma amiga do Rosmarino uma receita de cuca, ela me trouxe um livro dela. Vê se pode!

Não é a cuca do sul, que é um bolo fofo com uma compota e a farofinha doce por cima. Esse é mais denso, a mesma farinha de cima é a base desse bolo, mas mais prensado, é claro!

Livro em alemão, com cheiro de guardados antigos, tradução anotada em um papelzinho de rascunho, durtante almoço correria. Experiências simples e marcantes.

Fiz para o final de semana com almoço para amigos e amigos dos pais do Ric.

Arrumei uma ajudante super, irmãzinha topa tudo. Bianca cortou banana, quebrou ovo, misturou farofa doce, montou o bolo.

Ficou bem bolo alemão. Amei.

Cuca de Banana versão AlemãReceita traduzida de Krumelkuchen Cuca

Krümelkuchen:

200g de manteiga amolecida

200g de açúcar

500g de farinha de trigo

1 ovo

Raspas de limão (usei de limão siciliano. Segundo a Bi, é o que agente desenha. Pura verdade, ningém desenha limão Thaiti!!!)

1 colher de chá de fermento químico

Canela em pó

doce de banana para recheio

Preparo:

Pré-aquecer o forno a 180 graus Celcius.

Bater a manteiga com o açúcar até que fique bem cremoso. Acrescentar o ovo e as raspas de limão. Bater até ficar homogêneo.

Com as pontas dos dedos, acrescentar a farinha e o fermento. Não amasse muito, tem que ficar tipo farofa mesmo.

Em uma forma redonda de 24cm, untada só com manteiga, forrar com 2/3 da farofa, amassar com os dedos, para aglomerar.

Cobrir com o doce de banana.

Acrescentar no 1/3 restante de farofa canela a gosto.

Espalhar por cima do doce de banana, sem apertar.

Levar ao forno por cerca de 25 minutos, ou até dourar.

Servir com sorvete, morno ou frio.


Livro Alemão de Receitas