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Pão de forma integral {com levain}
February 22, 2018, 10:51 pm
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O pão de fermentação natural fala de tempo, de presença, de atenção.

Entre esperas, ocorre a transformação, no tempo que se deve, no espaço que precisa. Não se apressa um pão, não se esquece dele, ele corre paralelo a outras tantas coisas e ao mesmo tempo dita o que o cerca.

Um pão macio e flexível, me fez pensar em como deveria ser eu na vida que desejo viver. Complexa e doce, flexível e presente.

Múltipla.

Pão de forma de fermentação natural da Neide Rigo.

Ingredientes:

200g de levain

300g de farinha de trigo branca (para pães) (usei a orgânica)

200g de farinha de trigo integral (para pães) (usei a orgânica)

50ml de azeite

1 e 1/2 col. (Sopa) de açúcar mascavo (usei o cristal)

300 ml de água (adicione mais se a massa estiver muito dura, eu adicionei)

1 col. (Sopa) de sal

(adicionei uma xícara do resíduo da aveia que tinha usado pra fazer leite de aveia ){para saber mais sobre leites vegetais)

Preparo:

Misture todos os ingredientes e deixe descansar em um recipiente untado com óleo por cerca de 30 minutos.

Faça a dobra (levando uma borda até o centro da massa com a mão e repetindo o movimento por toda ela) e deixe descansar por mais meia hora. Repita mais uma vez o processo.

Em uma forma de pão de forma untada e enfarinhada, coloque a massa e deixe descansar por mais meia hora. Pré aqueça o forno a 250C.

Asse com tampa por cerca de 30 minutos. Retire a tampa e asse por mais cerca de 20 minutos.

Deixe esfriar completamente antes de cortar.

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Panquecas {com leite de aveia}
February 22, 2018, 10:16 pm
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Panquecas vivem naquela memória de infância. Aquela comida de mãe, que traz conforto só de imaginar.

E como é difícil trazer pra vida adulta um conforto de infância, de raiz, de base.

Tenho vivido essa transformação em tantos aspectos, mas todos passam pelo mesmo caminho que essa singela panqueca.

Me permitir redesenhar algo que já era certo, definitivo, é o primeiro desafio. Aceitar que é possível rever algo que nos foi dado e ainda ser confortável, mas agora com a seleção do que cabe na minha vida adulta, do que está de acordo com minhas escolhas sem sentir culpa, é outro passo. Me desapegar daquela verdade pra viver a minha, que naturalmente é uma continuação, uma releitura daquela origem, é o desfecho.

A panqueca é, em geral, composta de farinha, ovos, leite e sal. Às vezes açúcar, às vezes óleo.

Eu, por motivos diversos, não estou tomando leite de vaca, mas está sendo uma briga feroz com minha infância, com minha zona de conforto, com o conhecido, e ainda maior com o desconhecido.

Terminada a batalha, em geral, eu adulta fico muito satisfeita de ainda ter o conforto e reconforto de outrora (panquecas), mas com as escolhas de adulta (leite de aveia ao invés do de vaca).

Uma pequena vitória. Que ainda sofre ameaças e ataques sempre que estou fragilizada. Mas sigo, sabendo que ao final eu não estou perdendo nada, ao contrário, estou adicionando na trajetória a parte que me cabe, o eu, o meu.

A receita original é da Nathalie (francesa pra quem nem posso contar que cometi o sacrilégio com a tal substituição do leite):

Ingredientes:

125g de farinha de trigo

2 ovos

250ml de leite (usei o de aveia)

Sal

(Eu adiciono um fio de óleo)

Preparo:

Misturar a farinha , o sal e os ovos, adicionar o leite aos poucos com um batedor para não formar grumos

Deixar descansar por meia hora (eu gosto de passar por uma peneira depois do descanso para garantir que não ficou nenhum grumo).

Em uma frigideira levemente untada com óleo e em fogo médio, derrame uma porção e faça com que ela cubra toda a superfície da frigideira por igual. Quando as bordas começarem a soltar ou ficarem morenas, vire a panqueca por mais algum tempo. Repita o processo até acabar a massa. Recheie como desejar.

O leite de aveia foi o que achei de melhor custo benefício até agora, tanto no quesito valor quanto no de tempo e praticidade comparado aos outros leites vegetais, apesar de todos serem de simples preparo.

Leite de Aveia

Ingredientes:

1 xícara de aveia em flocos

2 xícaras de água filtrada

Preparo:

Deixe a aveia de molho em água por 20 minutos.

Descarte a água e, em um liquidificador, coloque a aveia escorrida e as duas xícaras de água filtrada.

Bata até ficar desfeita.

Passe por um pano de cozinha fino ou por um saquinho de tecido Voil (Panela furada).

O líquido extraído é o “leite” vegetal, que tem sabor suave e pode ser usado em receitas ou pra tomar puro mesmo. Manter refrigerado por até 3 dias, mas quanto mais fresco usar, melhor.

O resíduo também pode ser usado! Eu costumo colocar na massa de pão, nada desperdiçado!



Pão com Levain
January 24, 2017, 4:39 pm
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Pão.

Fiz enfim uma aula com a incrível Neide Rigo e ela conseguiu superar todos as expectativas.

Simples e complexa tal qual o pão que ela ensina a fazer.

Só fazendo pra saber.

Ingredientes:

200g de Levain **

300ml de água

500g de farinha de trigo ( uma que seja boa para pães)

10g de sal (1/2 col. sopa)

passas (eu usei caju passa que ganhei da querida Marcella, que está vivendo uma vida digna de ser vivida, em uma praia/ilha na Bahia que eu só imagino a belezura que é e me trouxe como um presente inestimável)

Preparo:

Em um bowl misturar o levain e a água até dissolver (não precisa colocar tudo de uma vez, pode deixar um pouco pra mais pra frente e ir acertando o ponto da massa).

Adicionar o sal e a farinha toda de uma vez. Misturar com a mão, mas não precisa sovar, só misturar até ficar homogêneo.

Em uma bacia untada com óleo, colocar a bola de massa e tampar. Deixar descansar por meia hora.

Fazer a primeira dobra, que consiste em pegar a borda da bola que estava descansando e levar ao meio e apertar. Repetir esse movimento por toda a borda da bola até dar uma volta completa. Como essa bola descansou antes de ser trabalhada, ela vai estar bem mais macia e fácil de mexer do que na hora que foi misturada. O glúten precisa desse tempo para absorver o líquido e relaxar. Por isso que quando se trabalha a massa logo que mistura os ingredientes é bem mais pesado e tem que sovar com vigor. Essa dobra nessa fase que já descansou é fácil de fazer pois a massa está mais elástica e colabora com o movimento.

Deixar descansar mais meia hora tampada.

Repetir a dobra do passo anterior.

Em um pano de prato limpo polvilhar farinha e colocar essa bola dobrada com o umbigo virado para cima.

Deixar descansar por 1 hora dentro de um escorredor de macarrão, cesto de palha ou um banneton se tiver um.

Faltando 20 minutos para o pão estar descansado já pré-aqueça o seu forno a 250C com a panela que será usada para assar dentro dela. *

Retire a panela do forno e tire a tampa. polvilhe generosamente o fundo com farinha para evitar que o pão grude (aqui você pode usar também um papel anti aderente para assador) ou ainda usando o método da Neide que forra com folhas (tem que escolher bem pra não usar uma venenosa!), eu usei a de Amendoiera-de-praia / chapéu de sol , indicação da própria Neide, que eu colhi na rua, como ela mesma sugeriu fazer.

Coloque o pão dentro da panela com o umbigo pra baixo. Faça os cortes no topo do pão no formato de sua preferência.

Asse tampada por 15-20 minutos.

Retire a tampa, baixe a temperatura para 220C e asse por mais 30 minutos.

Tire do forno, tire da panela e deixe descansar em uma grade até que esfrie completamente.

Corte e sirva.

Se não for consumir todo pode deixar embalado em um pano de prato para o dia seguinte ou dentro de um saquinho. Se precisar aqueça para ficar mais gostoso.

Se quiser congelar, eu costumo já fatiar. Assim quando quero pão basta tirar uma fatia congelar e levar direto pra torradeira, fica maravilhoso.

* sobre a panela: o intuito de usar a panela com tampa é dela criar um ambiente úmido para o pão no início, assim a crosta que fica úmida permite que o pão cresça mais um pouco. Depois tem que tirar a tampa para que se forme aquela casca mais grossa e termine de assar. A panela que costuma ser mais indicada é a de ferro ou a de barro. Mas eu só tenho por hora a de inox com fundo triplo, que tem dado certo também. É importante observar as laterais da panela, precisam ser retas ou terem um formato em que a boca seja mais larga que o fundo, caso contrário não vai conseguir tirar o pão de dentro da panela depois de assado.

Se não quiser/tiver uma panela assim pode assar da maneira tradicional que é usando uma forma para apoiar o pão que também deve ser polvilhada com farinha ou forrada com folhas ou com papel para assar. Assar em forno pré-aquecido a 250C por 15-20 minutos. Durante esse tempo borrifar água no pão a cada 3 minutos (pra ter o efeito da tampa e o pão conseguir crescer). Depois baixar a temperatura pra 220C e assar por mais 30 minutos.

O forno é outro ponto super importante. Os fornos do fogão comum não costumam alcançar essa alta temperatura (mesmo que marque que alcança nem sempre a temperatura interna é realmente a que diz chegar e se chega ela costuma cair muito rápido quando abre o forno pra pegar a panela, tirar a tampa, etc.. o que prejudica o pão.) Por isso os fornos elétricos são super indicados pra isso e tem resultados muito bons. No meu forno atual eu consigo ter esse resultado usando a panela, que não é tão bom quanto o elétrico mas está sendo o suficiente pra mim..

** Sobre o Levain, a Neide também  desmistificou essa parte… Ela deu uma porção pra cada um e ensinou como usar/cuidar dele.

A maneira que ela faz é : alimentar o Levain na noite anterior de usá-lo (6-24h antes).

Usando 100g de lavain que estava na geladeira adicionar 160 ml de água e 240g de farinha. Mistura tudo e deixa descansar em um recipiente grande coberto.

Ele deve estar cheio de bolhas antes de ser usado. Usar o que a receita pede, deixar sempre uma porção (100g ) pra guardar pra próxima vez.

 

 



Bolo simples { Bolo de maçã e Bolo de café, filhos de um Bolo de laranja}
April 18, 2016, 5:07 am
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Bolo de maçã

Eu sou das receitas simples, das que funcionam, das que perdoam, que me perdoam a pressa, a falta de perfeccionismo, que dançam comigo ao sabor do ritmo do dia.

A Gisele iniciou o processo de libertação que eu tanto almejei. Ela me viu e me vê. Ela me diz vezes sem fim que o que fiz está perfeito nas suas muitas imperfeições. Diz que o liso, o igual, o repetido não é o modelo a ser seguido, que isso quem faz é máquina. Ela me mostra que o que eu penso ser falha é na verdade registro, fala, sou eu naquilo que nasceu de mim. É vida.

A Kimi no seu curso repete que o que importa é o que brota, que o que vale é o que eu gosto, o que me toca, o que me descreve.

É um grande aprendizado, não temer ser julgado, acreditar que se vai ser amado pelo que se é, pelo seu todo, sua luz e sua sombra. E eu quero muito chegar lá.

O bolo de laranja que a Dri me ensinou já ganhou tantas e tantas novas formas que mal da pra acreditar que exista receita com tamanha flexibilidade, sorte a minha ter essa como meu par pras tardes de chá.

A receita original é de laranja e o dobro dessa que costumo fazer. Ela rende um bolo alto de furo no meio quando feita inteira, mas normalmente faço essa meia receita que segue, em forma de bolo inglês.

Bolo de laranja (o original):

Ingredientes:

1 e 1/4 xícara de farinha de trigo

1 xícara de açúcar

1 col. (sopa) fermento químico

1/2 xícara de suco de laranja natural coado

1/2 xícara de óleo

1 ovo

Preparo:

Em uma tigela misturar os secos com um batedor de arame *. Adicionar os outros ingredientes e misturar até ficar homogêneo.

Derramar em forma untada e enfarinhada e assar em forno pré-aquecido a 180C por cerca de 25 minutos ou até um palito sair limpo ao testar o centro do bolo.

Bolo de maçã

Ingredientes:

1/2 xícara de farinha de trigo

3/4 xícara de farinha de trigo integral

1/3 xícara de açúcar mascavo

1/3 xícara de açúcar demerara

1/3 xícara de açúcar

1 col. (sopa) fermento químico

canela em pó

1/2 xícara de água

1/2 xícara de óleo

1 ovo

1/2 maçã descascada picada em pedaços pequenos

Preparo:

Em uma tigela misturar os secos com um batedor de arame *. Adicionar os outros ingredientes e misturar até ficar homogêneo.

Derramar em forma untada e enfarinhada e assar em forno pré-aquecido a 180C por cerca de 25 minutos ou até um palito sair limpo ao testar o centro do bolo.

Bolo de café e chocolate

Ingredientes:

1 xícara de farinha de trigo

1/4 xícara de farinha de trigo integral

1/2 xícara de açúcar demerara

1/2 xícara de açúcar

1 col. (sopa) fermento químico

3 col. (sopa0 cacau em pó peneirado

1/2 xícara de café (do tipo coado)

1/2 xícara de óleo

1 ovo

 

Preparo:

Em uma tigela misturar os secos com um batedor de arame *. Adicionar os outros ingredientes e misturar até ficar homogêneo.

Derramar em forma untada e enfarinhada e assar em forno pré-aquecido a 180C por cerca de 25 minutos ou até um palito sair limpo ao testar o centro do bolo.

Eu aprendi com a Martha que ao invés de peneirar a farinha (e outros ingredientes) podia misturar usando o batedor de arame. O que mudou a minha vida, já que eu detesmo essa parte de peneirar. Ela diz que fazendo isso os grumos de farinha se desfazem e ar é incorporado deixando tudo mais leve. Vale a pena!

Nessa receita, depois de tantas variantes eu percebi que o uso de açúcar mascavo (além de deixar com um sabor mais rico) deixa o bolo mais úmido.

Que o açúcar demerara deixa o bolo com as bordas crocantes, mas que se usado sozinho fica muito melado e pesado.

Percebi que se leva fruta (maçã, banana, etc..) demora mais pra assar.

Que no geral arranca suspiros e deixa a tarde mais perfumada, seja lá qual for a combinação que resolva fazer.

 

Bolo de café com chocolate



Sobre costurar {roupas de crianças}
April 18, 2016, 4:19 am
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Calça de criança

Acho tanta graça quando alguém elogia a minha calma. Não, não sou calma, posso até dar essa impressão, mas é um grande esforço tentar ser calma.

Eu faço de tudo, mas meu sonho é gostar de fazer uma coisa só. Me parece mais fácil, mais simples. As vezes quero não querer fazer tanto. Mas eu vou ter que eventualmente me aceitar assim.

Eu me apaixono e me enjoo das coisas na mesma velocidade e intensidade. Como a areia da praia que esquenta tão rapidamente quanto esfria. Queria ser mais como a água do mar, mas não sou.

Aí eu me debruço no assunto, descubro e tento aprender tudo que consigo absorver. Depois me canso, deixo de lado assim que termino o pequeno aprendizado, como se tivesse esgotado o espaço que cabia a aquele assunto e parto pro novo de novo. Não tarda e eu retorno, retomo e aprendo mais um tanto, acredito que esse vai ser O caminho, até perceber (mais uma vez) que é temporário, que é só mais uma volta no ciclo e que eu vou eventualmente deixar de lado e retomar ao assunto quando a sua vez chegar. Ao infinito.

E com a costura não foi diferente. Eu sempre achei curiosa a casa da Tia Lelé, cheia de alfinetes esquecidos pelo meio das tábuas do chão de madeira. Helena e eu usávamos pequenos imãs para coletá-los, nossa brincadeira de infância, enquanto mamãe conversava nas tardes de visita a essa tia. Mas só fui tentar a máquina mesmo depois de ganhar uma de natal.

Eu tentei, procurei, perguntei, desejei um curso básico. Gosto muito de aprender as coisas do começo, de ser ensinada aos detalhes, gosto de ter aulas, de fazer tarefa, de aprender do zero. Mas a maioria das vezes isso não acontece. Então eu acabo aprendendo na marra, costumo ser sugada por um projeto-desejo (em geral BEM além das minhas habilidades), com muitos erros antes de alguns acertos.

Costumo perguntar pras pessoas, tirar dúvidas com amigas da sogra, questionar a senhora na loja. Mas a internet tem sido minha grande aliada e um grande obrigada eu devo aos que se dedicam a ensinar (muitas vezes aos detalhes) através de tutoriais, posts e videos. Claro que não costuma estar tudo em um só lugar, isso seria muito fácil e simples, não cai na minha rede esse peixe não. Costumo ler as instruções do projeto escolhido e não entender o que quis dizer com tal etapa e então pesquisar o que aquilo significa e então depois descobrir as diferenças (normalmente depois de algo que deu errado ao costurar) e assim vai até enfim se ter algo pronto pra se ver.

É claro que escolhi para primeira peça de roupa de criança um par de calças de um livro de costura japones. E os japoneses são incríveis. Eu aprendi quase tudo que é básico e importante sobre a costura com eles, e eu nem tenho ideia do que está escrito. Eles são tão claros, simples e específicos que só com as fotos e os passos se aprende e entende do que se trata.

A calça saiu perfeita (dentro das minhas limitações), mas ela era composta de uns 63 passos e eu precisava de quantidade e com pouco tempo eu recorri aos americanos, que sabem ser práticos nessa vida.

O modelo é do mais simples e muito muito eficaz. Usei tecidos que ganhei, alguns que comprei. Errei em algumas barras e só depois (é claro) descobri que existem elásticos que são feitos de forma a diminuir a chance de se enrolarem ou outras técnicas para que isso não aconteça.

Essas já estão curtas e uma nova leva já tenho que costurar.



Um gorro {para bebê}
April 18, 2016, 3:21 am
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Gorro de fio de seda para bebe

E foi por causa dela que eu acreditei que tudo era possível e que eu também encontraria um caminho pra seguir.

O fio foi o de seda feito em Portugal. Ela me ensinou sem frescura, assim em pé, acreditando em mim mais que eu mesma. Bastam 72 malhas divididas pelas 4 agulhas, tricota o quanto basta e então diminua até acabar.

Tanto amor por quem enxerga em mim o que nem sempre estou pronta pra ver.

 

 



Cupcakes {intensos} de chocolate
April 8, 2016, 2:30 am
Filed under: Doce

Belgian brownies cupcakes de chocolate

Eu estou sempre cheia de dúvidas. Queria muito uma mente mais leve.

Mas tem vezes que eu não titubeio. Quando eu vejo e tenho certeza, a que delícia que é ter certeza.

Fazer sem temer. Quando se acredita ser o certo. Deveria acreditar mais vezes, afinal o que é certo? E certo pra quem?

Como diria o Brasílio, está tudo sempre certo. (Não que isso signifique fácil ou da maneira que você queria ou o certo que se acredita ser o certo).

E quando eu vi a foto desses bolinhos eu nem precisei terminar de ler pra ter certeza de que eles seriam exatamente o que eu gosto, assim como os textos dela.

E quando eu resolvi pular a cerca da restrição alimentar eu já tinha essa receita me esperando e foi mesmo um deleite, mordidas de puro prazer.

Essa receita me lembrou imediatamente esta outra que eu também amo!

A receita original se proclama brownies, mas eu nem sei qual categoria esses bolinhos ficam. Densos e intensos, o miolo fica assim quase um creme e não tanto um bolo.

Ingredientes:

200g de chocolate meio amargo (usei 55%, apesar da receita pedir 70%)

200g de manteiga cortada em cubos

1 xícara (200g) de açúcar

1/4 de col. (chá) de sal

4 ovos grandes

2 col. de sopa + 1 col. (chá) (20g) de farinha de trigo

Preparo:

Levar ao banho maria a manteiga e o chocolate mexendo sempre até derreter. Tire do fogo e adicione o açúcar e misture (isso fará com que a temperatura caia bastante!). Adicione o sal e os ovos um de cada vez misturando sempre. Adicione a farinha de trigo e misture só até incorporar.

Cubra a mistura com plastico e deixe descansar por 30 minutos, isso fará com que ela engrosse.

Pré-aqueça o forno a 165C. Divida a mistura em 12 forminhas de cupcakes e asse por 25-30 minutos ou até que ao fazer o teste do palino no centro do bolinho ele saia seco (pedacinho de bolo podem vir grudados por ser muito úmido!)

Deixe descansar por 5-10 minutos. O topo do bolinho irá desinflar um pouco, é natural.