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Bolo simples { Bolo de maçã e Bolo de café, filhos de um Bolo de laranja}
April 18, 2016, 5:07 am
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Bolo de maçã

Eu sou das receitas simples, das que funcionam, das que perdoam, que me perdoam a pressa, a falta de perfeccionismo, que dançam comigo ao sabor do ritmo do dia.

A Gisele iniciou o processo de libertação que eu tanto almejei. Ela me viu e me vê. Ela me diz vezes sem fim que o que fiz está perfeito nas suas muitas imperfeições. Diz que o liso, o igual, o repetido não é o modelo a ser seguido, que isso quem faz é máquina. Ela me mostra que o que eu penso ser falha é na verdade registro, fala, sou eu naquilo que nasceu de mim. É vida.

A Kimi no seu curso repete que o que importa é o que brota, que o que vale é o que eu gosto, o que me toca, o que me descreve.

É um grande aprendizado, não temer ser julgado, acreditar que se vai ser amado pelo que se é, pelo seu todo, sua luz e sua sombra. E eu quero muito chegar lá.

O bolo de laranja que a Dri me ensinou já ganhou tantas e tantas novas formas que mal da pra acreditar que exista receita com tamanha flexibilidade, sorte a minha ter essa como meu par pras tardes de chá.

A receita original é de laranja e o dobro dessa que costumo fazer. Ela rende um bolo alto de furo no meio quando feita inteira, mas normalmente faço essa meia receita que segue, em forma de bolo inglês.

Bolo de laranja (o original):

Ingredientes:

1 e 1/4 xícara de farinha de trigo

1 xícara de açúcar

1 col. (sopa) fermento químico

1/2 xícara de suco de laranja natural coado

1/2 xícara de óleo

1 ovo

Preparo:

Em uma tigela misturar os secos com um batedor de arame *. Adicionar os outros ingredientes e misturar até ficar homogêneo.

Derramar em forma untada e enfarinhada e assar em forno pré-aquecido a 180C por cerca de 25 minutos ou até um palito sair limpo ao testar o centro do bolo.

Bolo de maçã

Ingredientes:

1/2 xícara de farinha de trigo

3/4 xícara de farinha de trigo integral

1/3 xícara de açúcar mascavo

1/3 xícara de açúcar demerara

1/3 xícara de açúcar

1 col. (sopa) fermento químico

canela em pó

1/2 xícara de água

1/2 xícara de óleo

1 ovo

1/2 maçã descascada picada em pedaços pequenos

Preparo:

Em uma tigela misturar os secos com um batedor de arame *. Adicionar os outros ingredientes e misturar até ficar homogêneo.

Derramar em forma untada e enfarinhada e assar em forno pré-aquecido a 180C por cerca de 25 minutos ou até um palito sair limpo ao testar o centro do bolo.

Bolo de café e chocolate

Ingredientes:

1 xícara de farinha de trigo

1/4 xícara de farinha de trigo integral

1/2 xícara de açúcar demerara

1/2 xícara de açúcar

1 col. (sopa) fermento químico

3 col. (sopa0 cacau em pó peneirado

1/2 xícara de café (do tipo coado)

1/2 xícara de óleo

1 ovo

 

Preparo:

Em uma tigela misturar os secos com um batedor de arame *. Adicionar os outros ingredientes e misturar até ficar homogêneo.

Derramar em forma untada e enfarinhada e assar em forno pré-aquecido a 180C por cerca de 25 minutos ou até um palito sair limpo ao testar o centro do bolo.

Eu aprendi com a Martha que ao invés de peneirar a farinha (e outros ingredientes) podia misturar usando o batedor de arame. O que mudou a minha vida, já que eu detesmo essa parte de peneirar. Ela diz que fazendo isso os grumos de farinha se desfazem e ar é incorporado deixando tudo mais leve. Vale a pena!

Nessa receita, depois de tantas variantes eu percebi que o uso de açúcar mascavo (além de deixar com um sabor mais rico) deixa o bolo mais úmido.

Que o açúcar demerara deixa o bolo com as bordas crocantes, mas que se usado sozinho fica muito melado e pesado.

Percebi que se leva fruta (maçã, banana, etc..) demora mais pra assar.

Que no geral arranca suspiros e deixa a tarde mais perfumada, seja lá qual for a combinação que resolva fazer.

 

Bolo de café com chocolate



Sobre costurar {roupas de crianças}
April 18, 2016, 4:19 am
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Calça de criança

Acho tanta graça quando alguém elogia a minha calma. Não, não sou calma, posso até dar essa impressão, mas é um grande esforço tentar ser calma.

Eu faço de tudo, mas meu sonho é gostar de fazer uma coisa só. Me parece mais fácil, mais simples. As vezes quero não querer fazer tanto. Mas eu vou ter que eventualmente me aceitar assim.

Eu me apaixono e me enjoo das coisas na mesma velocidade e intensidade. Como a areia da praia que esquenta tão rapidamente quanto esfria. Queria ser mais como a água do mar, mas não sou.

Aí eu me debruço no assunto, descubro e tento aprender tudo que consigo absorver. Depois me canso, deixo de lado assim que termino o pequeno aprendizado, como se tivesse esgotado o espaço que cabia a aquele assunto e parto pro novo de novo. Não tarda e eu retorno, retomo e aprendo mais um tanto, acredito que esse vai ser O caminho, até perceber (mais uma vez) que é temporário, que é só mais uma volta no ciclo e que eu vou eventualmente deixar de lado e retomar ao assunto quando a sua vez chegar. Ao infinito.

E com a costura não foi diferente. Eu sempre achei curiosa a casa da Tia Lelé, cheia de alfinetes esquecidos pelo meio das tábuas do chão de madeira. Helena e eu usávamos pequenos imãs para coletá-los, nossa brincadeira de infância, enquanto mamãe conversava nas tardes de visita a essa tia. Mas só fui tentar a máquina mesmo depois de ganhar uma de natal.

Eu tentei, procurei, perguntei, desejei um curso básico. Gosto muito de aprender as coisas do começo, de ser ensinada aos detalhes, gosto de ter aulas, de fazer tarefa, de aprender do zero. Mas a maioria das vezes isso não acontece. Então eu acabo aprendendo na marra, costumo ser sugada por um projeto-desejo (em geral BEM além das minhas habilidades), com muitos erros antes de alguns acertos.

Costumo perguntar pras pessoas, tirar dúvidas com amigas da sogra, questionar a senhora na loja. Mas a internet tem sido minha grande aliada e um grande obrigada eu devo aos que se dedicam a ensinar (muitas vezes aos detalhes) através de tutoriais, posts e videos. Claro que não costuma estar tudo em um só lugar, isso seria muito fácil e simples, não cai na minha rede esse peixe não. Costumo ler as instruções do projeto escolhido e não entender o que quis dizer com tal etapa e então pesquisar o que aquilo significa e então depois descobrir as diferenças (normalmente depois de algo que deu errado ao costurar) e assim vai até enfim se ter algo pronto pra se ver.

É claro que escolhi para primeira peça de roupa de criança um par de calças de um livro de costura japones. E os japoneses são incríveis. Eu aprendi quase tudo que é básico e importante sobre a costura com eles, e eu nem tenho ideia do que está escrito. Eles são tão claros, simples e específicos que só com as fotos e os passos se aprende e entende do que se trata.

A calça saiu perfeita (dentro das minhas limitações), mas ela era composta de uns 63 passos e eu precisava de quantidade e com pouco tempo eu recorri aos americanos, que sabem ser práticos nessa vida.

O modelo é do mais simples e muito muito eficaz. Usei tecidos que ganhei, alguns que comprei. Errei em algumas barras e só depois (é claro) descobri que existem elásticos que são feitos de forma a diminuir a chance de se enrolarem ou outras técnicas para que isso não aconteça.

Essas já estão curtas e uma nova leva já tenho que costurar.



Um gorro {para bebê}
April 18, 2016, 3:21 am
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Gorro de fio de seda para bebe

E foi por causa dela que eu acreditei que tudo era possível e que eu também encontraria um caminho pra seguir.

O fio foi o de seda feito em Portugal. Ela me ensinou sem frescura, assim em pé, acreditando em mim mais que eu mesma. Bastam 72 malhas divididas pelas 4 agulhas, tricota o quanto basta e então diminua até acabar.

Tanto amor por quem enxerga em mim o que nem sempre estou pronta pra ver.

 

 



Cupcakes {intensos} de chocolate
April 8, 2016, 2:30 am
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Belgian brownies cupcakes de chocolate

Eu estou sempre cheia de dúvidas. Queria muito uma mente mais leve.

Mas tem vezes que eu não titubeio. Quando eu vejo e tenho certeza, a que delícia que é ter certeza.

Fazer sem temer. Quando se acredita ser o certo. Deveria acreditar mais vezes, afinal o que é certo? E certo pra quem?

Como diria o Brasílio, está tudo sempre certo. (Não que isso signifique fácil ou da maneira que você queria ou o certo que se acredita ser o certo).

E quando eu vi a foto desses bolinhos eu nem precisei terminar de ler pra ter certeza de que eles seriam exatamente o que eu gosto, assim como os textos dela.

E quando eu resolvi pular a cerca da restrição alimentar eu já tinha essa receita me esperando e foi mesmo um deleite, mordidas de puro prazer.

Essa receita me lembrou imediatamente esta outra que eu também amo!

A receita original se proclama brownies, mas eu nem sei qual categoria esses bolinhos ficam. Densos e intensos, o miolo fica assim quase um creme e não tanto um bolo.

Ingredientes:

200g de chocolate meio amargo (usei 55%, apesar da receita pedir 70%)

200g de manteiga cortada em cubos

1 xícara (200g) de açúcar

1/4 de col. (chá) de sal

4 ovos grandes

2 col. de sopa + 1 col. (chá) (20g) de farinha de trigo

Preparo:

Levar ao banho maria a manteiga e o chocolate mexendo sempre até derreter. Tire do fogo e adicione o açúcar e misture (isso fará com que a temperatura caia bastante!). Adicione o sal e os ovos um de cada vez misturando sempre. Adicione a farinha de trigo e misture só até incorporar.

Cubra a mistura com plastico e deixe descansar por 30 minutos, isso fará com que ela engrosse.

Pré-aqueça o forno a 165C. Divida a mistura em 12 forminhas de cupcakes e asse por 25-30 minutos ou até que ao fazer o teste do palino no centro do bolinho ele saia seco (pedacinho de bolo podem vir grudados por ser muito úmido!)

Deixe descansar por 5-10 minutos. O topo do bolinho irá desinflar um pouco, é natural.



Bolo simples de chocolate {com farinha de arroz}
April 8, 2016, 1:58 am
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Bolo de chocolate com farinha de arroz

Nem sei quando que eu decidi que em minha casa sempre teria um bolo.

Eu tenho essa imagem na cabeça de uma mesa robusta de madeira que tenha sempre uma fruteira com frutas frescas e vibrantes e ao lado um prato de bolo com uma tampa de tule e uma faca a postos. Na minha imagem particular inclui uma luz de meio de tarde, uma brisa morna e a alegria de uma casa sempre em movimento, de um café saindo a qualquer momento para uma visita ou simplesmente uma pausa por apetecer um chá com bolo (de preferência fora de hora, pra dar aquela sensação de ser sapeca como uma criança).

E não tem faltado visitas queridas na minha vida, e o Bento brinca de fazer chá e bolo mais do que de carrinho e eu sei que apesar da minha casa não ser exatamente como essa imagem de fazenda linda que eu tenho na cabeça ela é assim cheia de bolo.

E quando precisei tirar o leite e depois a farinha eu confesso, fiquei assim meio sem chão. Eu continuei servindo o bolo, mas não mais dividindo o bolo e assim não poderia continuar. Eu queria partilhar aquele momento, daquelas garfadas, os suspiros de delícia ao se comer um bolo feito com afeto.

E aqui está, o tal que tirou suspiros de surpresa por ser diferente e assim mesmo ser igual, igual aquele que povoa nossas mais tenras memórias.

Eu adaptei a receita que veio no verso do pacote de farinha de arroz. Depois de uma outra receita falha, fiz os ajustes que achei que fariam esse ter sucesso e teve.

Troquei o açúcar branco pelo mascavo, que deixa o bolo mais úmido (e saudável!) e adicionei o café pra dar mais sabor.

Bolo de chocolate adptado daqui:

3 ovos

1 xícara de açúcar mascavo

1/2 xícara de óleo

1/2 xícara de chocolate em pó

1 xícara de água fervendo

1 colher (sopa) de fermento em pó

1 xícara de farinha de arroz

3 colheres (café) de café instantâneo (usei o orgânico)

1 colher (chá) de extrato de baunilha

Preparo:

Bater os ovos, o açúcar, o óleo e o chocolate em pó. Adicionar a água fervendo e o café. Deixar esfriar um pouco e adicionar o fermento, a baunilha, e a farinha de arroz.

Em forma untada com óleo e farinha de arroz assar em forno pré-aquecido a 180C por cerca de 25 minutos (verificar antes disso, o teste do palito deve sair limpo).

 



Molho de tomate – ‘O’ molho de tomate
March 9, 2016, 8:06 am
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molho de tomate

Sonho ser simples. Pensar pouco, vestir leve, cozinhar fresco.

Não sei se é por não enxergar ou se realmente custa a aparecer, mas muitas vezes eu canso de procurar e demoro a achar as coisas boas e simples. Por que o simples bom é super raro, tipo pérola.

E o mais básico dos molhos, o que está sempre por aí, eu só provei bom mesmo um par de vezes na vida, todos os outros milhares que comi estavam sempre mancos. Eram ralos, ácidos, gordurosos e na sua maioria simplesmente sem graça.

Esse veio pra salvar o molho-mãe da sombra em que vivia na minha vida. Molho de tomate assim eu quero pra sempre servir. Que seja marca de almoço em nossa família, que um dia faça meus filhos suspirarem ao dar uma garfada e serem levados automaticamente pras memórias da infância singela que tentamos lhes proporcionar.

A receita veio mais uma vez do Food52, da coleção genial que eles fizeram. Esse de tomate é da Marcella Hazan’s.

Ingredientes:

2 xícaras de tomate italiano pelado em lata (na receita original ela indica como fazer pra parar tomates naturais para o molho)

5 col. (sopa) (65g) de manteiga

1 cebola média cortada ao meio

sal

Preparo:

Colocar os tomates, a manteiga, a cebola e o sal em uma panela e levar ao fogo até que comece a ferver. Manter nessa fervura mínima por 45 minutos ou até ganhar a consistência de molho. Mexa de tempos em tempos, espremendo os pedaços maiores de tomate com as costas de uma colher para desaparecerem no molho.

Ajuste o sal e sirva na massa de sua preferência. Se preferir pode retirar as cebolas, mas a sugestão do site era de come-las, eu segui e adorei.

 



Sopa fria de Tomate e Pepino
February 6, 2016, 2:55 am
Filed under: Salgado

sopa fria de tomate e pepino

Eu as vezes tenho vontade de fotografar sensações. Ah se isso fosse possível teria uma coleção, pra não esquecer como é a cara da coragem ou o sorriso do aconchego.

Tem dias que tudo flui, tudo dá. Nesses dias o erro e o medo do erro não vem nos visitar.

Não significa que não aconteça percalços, só significa que eles não atrapalham tanto a caminhada. Nesses dias conseguimos pular as pedras no caminho. Nesses dias cabe o que o Bento repete em quase todas as suas quedas, enquanto se levanta de um tombo causado pelos seus rodopios na sala “mãe, Bento caiu, machucou, mas já passou.”.

E são nesses dias que fazer uma sopa fria de pepinos e tomates, por mais inusitado que seja no nosso repertório de refeições, parece normal, parece provável.

Ter a coragem de tentar, a coragem de errar, a coragem de se levantar depois de tombar, ter a coragem de achar aconchegou em lugares que não antes fomos procurar.

Foi assim com essa sopa. Me lembrei de várias receitas lidas e nem sempre feitas. Juntei coisas pelo caminho e achei o que procurava, o que precisava, sem sofrer por não saber se aquilo tudo ia resultar.

Inspirada pelas muitas receitas de sopas (frias e quentes) da Fer , como essa por exemplo.

Sopa de tomate e pepino:

Ingredientes:

2 pepinos
1 lata de tomate pelado
1 filé de anchova
sal
pimenta do reino
1 col. (sopa) açúcar demerara

Preparo:

Bater todos os ingrediente nos liquidificador ou no mixer. Gelar para servir.