PicNic… PicMe


Sorvetes pra refrescar a mente
November 4, 2012, 4:20 pm
Filed under: Doce

 

Tudo tem o seu próprio tempo. Tudo começa e tudo termina.

Confesso que eu era muito relutante quando se trata desse fato. Mas não sou mais.

Eu tinha essa implicância, ou temor talvez, ao pensar que as coisas terminam.

Foi então que eu descobri que a vida não acaba, que ela só muda de estágio, de status. Descobri que os acontecimentos não são feitos de círculos e sim de uma imensa espiral.

O fim de um círculo culmina invexoravelmente eu um novo círculo, tornando tudo finito e infinito ao mesmo tempo.

Tudo isso muito lindo, mas no dia a dia fica mais dificil entender essas fases. Perceber quando termina um e começa o outro, saber o instante exato de passar o bastão.

Sabemos que algumas coisas nunca mais vão se repetir por exato. Alguns momentos, algumas pessoas, alguns lugares não serão mais os mesmos. É como ir visitar um mesmo lugar, não interessa quantas vezes se vá e o máximo que se tente repetir os atos anteriores, nunca será igual.

Em certas ocasiões não concordamos com o tempo que durou aquele ciclo, ou ainda achamos estar no lugar errado. Às vezes pensamos que acabou antes do que devia, outras que não foi do jeito que tinha que ser.

Mas então eu penso. Às vezes penso que essa parca visão dificulta bastante o entendimento. E outras sou grata por quase nada poder ver. Essa necessidade de “saber” como deve ser, o julgamento, os ajustes que fazemos mentalmente ou verbalmente. As reclamações sem fim de como tudo está fora de lugar. Fora de lugar segundo quem, eu me pergunto? É exatamente aí que entra o momento da fé.

Fé de que tudo está certo, se estivermos fazendo direito. Aí que entra o meu pensamento de que as regras inventadas, impostas pela sociedade, pelas gerações, pelas mentes de alguns, são absurdas. Como eu haveria de saber ao certo algo tão delicado?

E em um lance de lucidez eu percebo de fato, sinto mesmo, que essa teia que liga todos a tudo, que gira e gera o novo e o velho, está sempre de acordo com os planos de outro alguém. De alguém que de fato enxerga tudo. Porque pra mim, só alguém que vê como um todo pode dar pitaco e guiar esses delicados acontecimentos.

Resolvi começar a pensar mais no incício do novo ciclo, ao invés do fim do ciclo anterior. Afinal, se não começarmos, nunca saberemos o que tem de bom na próxima esquina, as surpresas que nos aguardam. As pedras pra serem tropeçadas, as pessoas a serem abraçadas, as dores choradas, as alegrias cantadas. Sem o fim, nunca poderá haver um novo começo

……………

Fiz sorvetes no inverno. Antes mesmo desse calor inesperado nessa época do ano. Comecei a fazer quando ainda estávamos de casaco, quando parecia absurdo, quase errado fazer sorvete.

Testei receitas nas madrugadas de insônia. Errei algumas, acertei em outras.

Sorvete de Doce de Leite: receita daqui.

Sorvete de tangerina: receita adaptada (só troquei a laranja por tangerina) daqui.

Sorvete de mel: (usei mel orgânico de flor de laranjeira) daqui.

obs: Usei a sorveteira da KitchenAid, que é um bowl próprio pra isso. Emprestada – durante a época de pouco uso.


2 Comments so far
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Que bom que NinaPicNic voltou,com pensamentos e receitas! Estava sentindo falta!

Comment by Paulo Costa

Sempre passo por aqui com a esperança de um post seu. Sempre gostoso. =)

Comment by Gabriela




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