PicNic… PicMe


Bolo de Prata
January 20, 2010, 4:07 pm
Filed under: Doce, Uncategorized

Meu objetivo mor da minha estada em Portugal é aprender os tão maravilhosos doces dessa terra.

A cozinha portuguesa é como a judaica, só se aprende (assim comme il faut) se for passada de geração para geração. Eu achava que isso fosse assim da minha cabeça, mas a Tia Ana Paiva confirmou.

Tenho minha querida madrinha a uma quadra de distância e com o caderno mais fofo do mundo, em que as receitas tem duas versões, a da mãe dela e a da sogra (mais uma confirmação do “de geração para geração”).

O mais engraçado é que o padrinho é quem insiste em que ela mostre seus dotes e vive sugerindo receitas maravilhosas para me serem ensinadas (aqui imaginem o meu delírio de felicidade!).

Foi depois de um dos almoços de sexta-feira que ela me ensinou seus ovos moles e, à beira da porta, eu perguntei o que fazer com as claras. Foi nessa conversa de saída que ela me contou o segredo do Bolo de Prata.

Um bolo simples, fofo e alvo. Deve ser polvilhado com açúcar e leva lâminas de amêndoa como enfeite.

Pra não ficar com tanto doce em casa, eu fiz só metade da receita.

Usei quatro claras e devo confessar, esse foi o bolo mais estranho que eu já fiz, não acreditava que fosse ficar bom. Ele saiu da batedeira muito espesso e não leva nenhum líquido, mas para a minha feliz surpresa, o bolo é maravilhoso.

Pensei imediatamente na Irene, ela é fã incondicional de bolo simples. Lembro de seu suspiro feliz quando eu servi um desse gênero na minha estadia em Caxias.

Ps: Como sou teimosa, fui contra as instruções da madrinha e fiz o creme-leite (que ela me ensinou em pé na sala, assim sem medidas… por isso, o primeiro foi pro lixo e só segundo que foi pro estômago!) para acompanhar o bolo, um creme entre o de confeiteiro e os ovos moles. Ficou de arrancar suspiros (dos amantes de doces de ovos, é claro!).

Não usei as lâminas de amêndoas porque não gostamos, e polvilhei canela, que era uma outra opção para finalizar o bolo.


3 Comments so far
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Minha linda!! Que texto maravilhoso, gostoso de ler… Mas as fotos valem mais do que mil palavras!!! Isso é covardia…Sou fanática pelas duas coisas que vc descreve no texto: bolo simples e todos, absolutamente todos, os doces que levem ovos moles… Tanto que na minha gravidez eu escapava logo depois de cada exame de glicose (rotineiros) e ia comer um doce de Pelotas (cidade gaúcha de colonização portuguesa – mais precisamente dos Açores). Era mavilhoso morder aquelas delícias de quindins, fios de ovos, pastéis de belém… Sim! Também tem isso por aqui!!! Mas não o seu bolo, nem suas histórias, nem esses seus olhos maravilhosos…
Te amo! Me avise sempre quando postar notícias.
Sis Irene

Comment by Irene

Neni,
Não sabia desse seu amor pelos doces de ovos!
Mais uma pra minha lista de provas pra quando eu voltar!
bjinhos com amor e saudades
Nina

Comment by ninacosta

O caso da Irene é genético pois eu também adoro doce de ovos. Isto começou com minha paixão por fio de ovos, desde criança. Em Portugal não há um sequer que eu não goste, com todos os nomes que tem. Os que agregam amendôas, então! O único problema é que não posso sentir um gosto muito acentuado do ovo (parece paradoxal, mas não é – muito raramente isto acontece – deve ser a combinação de ingredientes – que não quero saber quais são). Até estes de caixa que vendem aqui em São Paulo eu vivo procurando para comprar. Bjs

Comment by Papito




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