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Tsuru
September 13, 2009, 9:30 am
Filed under: Artes Manuais, Uncategorized

Origami Tsuru Dobradura

Foi pra tentar acalmar minha ansiedade que comprei a caixa com mil folhas para dobrar mil tsurus.

Próximo ao casamento. Regime. Muita gente palpitando na minha vida. Só mil tsurus pra me distrair da realidade.

A querida Mônica Rezende, ao preparar as flores do casamento na casa da Tia Nica, achou (não sei como) os meus tsurus, e usou de enfeite na porta de entrada – amei.

Durante os cumprimentos, o Ricardo Levy (eu nunca tinha o visto na frente, por tanto só fiquei sabendo que ele era ele alguns dias depois), me deu um beijo e ficou maravilhado com os passarinhos. “Quem fez?” “Fui eu” “Nossa, como você aprendeu?””Uma longa história, depois te conto”. Isso com mais mil pessoas na fila dos cumprimentos, esperando para aproveitar a festa.

Realmente não é uma história curta, muito menos para a hora da fila dos cumprimentos aos noivos.

A última vez que eu tinha feito parte das pessoas que esperam os cumprimentos foi na missa de 7º dia da mamãe. Foi bem diferente. Sete anos depois, eu estava aguardando as mensagens de felicidade, ao invés das de compaixão.

Foi em uma das férias de Julho que eu aprendi a dobrar tsurus. Foi em uma das férias de Julho das que passei com a mamãe no hospital, fazendo companhia, distraindo a nós duas com as artes que a salinha do corredor pouco nos proporcionava. Sala do convivio é o nome. Meio morta a tal sala, já que médico que é médico quase que tem medo de artes como forma de auxílio a melhora do paciente, afinal ele estudou pra aplicar injeções, e não pra incentivar dobraduras. Burros ou inseguros, não sei.

Uma das pacientes, de origem oriental, montou um cartaz, com o passo-a-passo da famosa dobradura.

Segundo reza a lenda, uma menina de Hiroshima, com câncer terminal, quase chegou nos mil Tsurus, pássaro da felicidade, mas faleceu antes. Por isso, quem completa mil tem um milagre a esperar.

Fiz a caixinha quase inteira, com as cores mais lindas que eu já vi. Meu casamento foi todo branco e lilás. Óbvio que o lilás era a última cor da caixa de folhas pra dobradura. Fiz até o lilas. Parei no meio dele. Não realizei os mil. Pra mim, o milagre já estava se concretizando. Estava feliz, me casando.

Foi agora, nas vésperas do primeiro aniversário de casamento, que peguei as últimas folhas do pacote. Não terminei ainda. Não é por falta de tempo, não é por nenhum motivo racional. Simplesmente ainda não é a hora. Vai chegar o momento. Tem que ouvir lá dentro.

Tsurus da cor do por do sol


1 Comment so far
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Nina!!! tb kero aprender!!! :DD

mas k historia é essa de médicos terem medo de arte?!?!
espero k eu vire uma médica BEM DIFERENTE,eu hein?!

mas amei o post :)))))))
vou aprender a fazer tsuru!!😀
bjsssssssssssssssssssssssss com saudades!!!

Comment by Fer




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