PicNic… PicMe


Virar Carimbo
August 6, 2009, 8:00 pm
Filed under: Artes Manuais, Uncategorized

Carimbo de borracha formato árvore ETAPA 4

Quando o tatuador terminou seu trabalho em meu pulso, ele me entregou o papel manteiga que estava desenhada minha borboleta para passar pra pele e disse:

“Toma, leva antes que vire carimbo.”

Minha borboleta está carimbada em mim a 8 anos e, desde então, essa frase ficou na minha memória. Nunca fiz nenhuma reflexão sobre, até então.

Não acho que uma coisa comum, banal, usual, fácil e repetida seja ruim ou sem valor. As árvores se repetem, as estrelas se multiplicam e nem por isso perdem a beleza ou o brilho. Acho, aliás muito interessante tudo que se apresenta em idênticos, múltiplos, iguais.

O preconceito contra coisas em série deve ser melhor avaliado. Não se deve julgar, muito menos em massa. Isso foi sempre algo que me incomodou. Julgamento em massa. Culpa em massa. Somos indivíduo. Devemos pensar, analisar e raciocinar antes. Culpar em grupo é uma forma preguiçosa de agir.

Quando estava no pré (agora não existe mais, é primeiro ano direto, mas…) eu amaaaaaaaaaaava ganhar uma estrela no topo da mão e exibí-la em casa.

Carimbo voltou a moda com toda a mania de ScrapBook, e desde que passei em frente a um atelier especializado em dar aulas do gênero, fiquei tentada a me voltar ao mundo dos carimbos. Mas não me apaixonei pelo ScrapBook, por isso não me dediquei às carimbeiras.

Foi passeando por blogs que encontrei um (infelizmente não me lembro qual, já faz um tempão) que ensinava como fazer carimbos caseiros, muito fáceis e muito lindos.

Fiquei aguada pra por em prática.

O tempo passou, e foi esperando a Tati fechar uma mesa, no salão do Rosmarino, assim, apoiada no balcão de madeira Teca, que eu virei a borracha branca e desenhei a árvore (tema recorrente na minha vida). “Tati, guarda pra mim.”.

Levei a conta, passei o cartão, almocei e quando subimos pro escritório, a Tati me entregou a borracha. Fiquei feliz, já tinha até me esquecido dela.

Dois dias depois, aqui em casa, esperando o Ric pra nossa aula de corrida, peguei o estilete e dei relevo à simples massa branca.

Mais alguns dias pra me lembrar de pegar a carimbeira no Rosma, escolhi a vermelha por ser menos usada e por ser a única alternativa à azul (sobre a qual o Ric faria um comentário do tipo: “Ficou lindo o carimbo, que pena que a tinta é azul.”).

Foi essa a simples e deliciosa trajetória para nascer um carimbo, meu, pra sempre.

Passo a Passo:

Carimbo de borracha formato árvore ETAPA 1Carimbo de borracha formato árvore ETAPA 2Carimbo de borracha formato árvore ETAPA 3

PS:

A Isa me mostrou esses carimbos que achei o máximo

Achei esses aqui o máximo também.


2 Comments so far
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Minha linda carimbeira! De onde vem essa sua alma tão singular?? Tão profundamente “pensante” e “pulsante” ?? Sabe que eu reflito bem menos do que você… Adorei o seu comentário sobre nem tudo que é seriado é ruium… Pelo contrário… A nossa xilogravura de cordel, centenária, veio para multiplicar a informação… Não vou nem citar a impressora de Gutemberg… Informação para o mundo, igual, em série e de imenso valor.
Bem minha querida, continue cultivando esse jardim florido onde habita a sua alma. Linda alma, aliás… Um grande beijo da sua irmã que te ama profundamente, Irene.

Comment by Irene

[…] Fiz um carimbo usando a mesma técnica da outra vez. […]

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