PicNic… PicMe


Cartão
December 18, 2009, 4:47 pm
Filed under: Last Minute, Obra Prima, Pintar e Bordar

Esse era uma das coisas que o Ric mais me dava no começo do namoro. Cartões. Fofo.

Hoje, com o dia branco e o natal chegando, lembrei o quanto o papai ama receber cartões de natal. Ele ainda se dá ao trabalho, todo ano, de reclamar em voz alta o fato de mais quase ninguém enviar cartões de natal.

Eu compreendo os dois lados. Ninguém mais tem os endereços das pessoas queridas (porque pra mim, cartão de empresa não conta!), ninguém mais tem tempo de nada, ninguém usa os minutos de descanso (e dinheiro) para cartões de natal. Imagine as chances de se fazer um. Esquece!

Também entendo o lado de quem gosta de recebê-lo, afinal, ser lembrado em tais circunstâncias é um belo presente!

Ter tempo de sobra faz maravilhas à aplicação da criatividade.

Com os materiais mais simples do mundo, fiz cartões de natal!

Materiais:

* borracha

* estilete

* cartolina

* tinta

* furador

* fio de lã

* caneta grossa

Fiz um carimbo usando a mesma técnica da outra vez.

Recortei a cartolina do tamanho de um cartão e de vários pequeninos (pra colocar no presente mesmo!).

Usei a tinta que tinha aqui em casa (pra pintar parede!), não é a mais indicada, mas tudo vale. Por ela ser muito grossa, cada carimbada ficou com uma forma diferente (o que, na minha opinião, deu a graça). Pode usar tinta de carimbo normal ou até pintar com caneta e carimbar bem rápido.

Pra dar uma sensação de acabamento, fiz uma linha contornando o retângulo do papel.

Fiz um furo usando o furador e passei um pedaço de lã nos cartões.

Simples assim.

Acho que a vida pode ser mais simples. Que podemos usar coisas banais para serem meios de transmitir coisas significativas. Acho que coisas banais também são um meio de fazermos arte, sem ser um bicho de sete cabeças. Afinal, quando crianças, fazíamos isso.

Se Picasso dizia: “Todas as crianças nascem artistas, mas a dificuldade está em continuar a sê-lo quando crescem”

Devemos tentar segui-lo.




Ovelha Negra
October 14, 2009, 6:31 pm
Filed under: BlaBlaBlá, Colírios, Obra Prima

Vista de Oeiras

AMO essas ovelhas, olha só que premiada essa minha vista.

Mamita escolheu bem!

Inspirada nela e na Tia Ana Paiva*, fui lá, bati no portão pra tentar ver as ovelhinhas de perto. Não tinha ninguém, fiquei só na vontade. Agora tem uma bebé, branquinha de tudo. Coisa mais linda!

* Elas foram beeeeeeem mais doidas que eu. Tocaram a campainha da Quinta da Regaleira, uma mansão tipo quase castelo, e pediram pra empregada deixá-las entrar pra ver como era por dentro. Hoje é aberto ao público e é um dos pontos turísticos de Sintra. O dono tinha mil filhos e essa quinta era de férias. Ele era Maçon, por isso tinha uns labirintos subterrâneos que terminavam ou no lago particular ou no bosque, um dos testes para os novatos na confraria. Me dá arrepios, mas vale a visita!



Rabichinho de Tesoura
September 17, 2009, 7:32 pm
Filed under: Obra Prima, Pintar e Bordar

Flor de Feltro com caule de croche

Vovó vive procurando duas coisas (em especial!), óculos e tesouras!

Ela sempre repete: “tenho quatro de cada, mas sempre tem algum momento que todos fogem de mim!”

Acho que esse é um problema recorrente a todas as bordadeiras e pessoas dependentes dos aros. Eu me incluo na lista.

Foi durante a última visita dela a Sampa que descobri o seu método de achar as tesouras com um pouco mais de facilidade. Fiquei apaixonada e choraminguei por um imediatamente. E ganhei! OBAA

Ela tem essa mania de usar coisas grandes ou vistosas para não perder. Uma tentativa genuína, apesar de não evitar o pânico da chave perdida todas as vezes que vai sair de casa!

Para as chaves são os macaquinhos-chaveiro da Kipling, pros óculos são as caixas enormes, e para as tesouras sãos as flores feitas de feltro e uma trancinha de crochet.

Como pra ela fio = rabichinho, seja no carregador de celular, pendurador de óculos, ponta da linha, não podia ser diferente para a calda que ela faz como prolongamento das tesouras.

Imagino que seja bem simples de fazer: alguns circulos de feltro vermelho, o miolo é a ponta do fio de lã que será o caule da flor, que nada mais é que uma trancinha de crochet.

A flor mais fofa e o melhor jeito de não perder o humor na hora de achar a tesour(o)a perdida.

Para não perder a Tesoura, Flor de Feltro e cordão de croche



Flor de Papel
September 13, 2009, 9:45 am
Filed under: Last Minute, Obra Prima, Origami

Embalagem pra presente com Flor de Papel

Amo papel de presente.

Infelizmente, aqui só encontramos em geral os horrorosos.

Se quiser alguma coisa com arte, no estilo Papelera Palermo (ai que saudades!!!) que desenvolve e imprime manualmente todas as folhas para tal fim, por aqui tem a Papel Craft, mas já tem um ar meio industrializado, ou uma na Rua Natingui, aqui na Vila Madá, o Atelier Luiz Fernando Machado, que é uma mistura entre Papel Craft e tentativa receosa de Papelera Palermo.

Esses que eu amo são bem mais baratos que os citados acima. São vendidos em rolo mesmo, nas lojas Americanas! Tem cara de industrial importado, um papel meio tecido, meio plastificado, mas com cores fortes e desenhos mimosos.

Vou dar aquela caixinha que eu fiz de presente par a minha amada fono, e resolvi usar um desses papéis.

O embrulho ficou meio desengonçado, mas o que eu gostei mesmo foi da flor de papel que eu fiz com o retalho que tinha sobrado!

Simples: segurando com do dedos o centro do retalho, é só ir amassando pra trás as bordas da folha. Grampeei o centro e, com uma fita dupla-face, colei no cantinho do embrulho!



Tsuru
September 13, 2009, 9:30 am
Filed under: Last Minute, Obra Prima, Origami

Origami Tsuru Dobradura

Foi pra tentar acalmar minha ansiedade que comprei a caixa com mil folhas para dobrar mil tsurus.

Próximo ao casamento. Regime. Muita gente palpitando na minha vida. Só mil tsurus pra me distrair da realidade.

A querida Mônica Rezende, ao preparar as flores do casamento na casa da Tia Nica, achou (não sei como) os meus tsurus, e usou de enfeite na porta de entrada – amei.

Durante os cumprimentos, o Ricardo Levy (eu nunca tinha o visto na frente, por tanto só fiquei sabendo que ele era ele alguns dias depois), me deu um beijo e ficou maravilhado com os passarinhos. “Quem fez?” “Fui eu” “Nossa, como você aprendeu?”"Uma longa história, depois te conto”. Isso com mais mil pessoas na fila dos cumprimentos, esperando para aproveitar a festa.

Realmente não é uma história curta, muito menos para a hora da fila dos cumprimentos aos noivos.

A última vez que eu tinha feito parte das pessoas que esperam os cumprimentos foi na missa de 7º dia da mamãe. Foi bem diferente. Sete anos depois, eu estava aguardando as mensagens de felicidade, ao invés das de compaixão.

Foi em uma das férias de Julho que eu aprendi a dobrar tsurus. Foi em uma das férias de Julho das que passei com a mamãe no hospital, fazendo companhia, distraindo a nós duas com as artes que a salinha do corredor pouco nos proporcionava. Sala do convivio é o nome. Meio morta a tal sala, já que médico que é médico quase que tem medo de artes como forma de auxílio a melhora do paciente, afinal ele estudou pra aplicar injeções, e não pra incentivar dobraduras. Burros ou inseguros, não sei.

Uma das pacientes, de origem oriental, montou um cartaz, com o passo-a-passo da famosa dobradura.

Segundo reza a lenda, uma menina de Hiroshima, com câncer terminal, quase chegou nos mil Tsurus, pássaro da felicidade, mas faleceu antes. Por isso, quem completa mil tem um milagre a esperar.

Fiz a caixinha quase inteira, com as cores mais lindas que eu já vi. Meu casamento foi todo branco e lilás. Óbvio que o lilás era a última cor da caixa de folhas pra dobradura. Fiz até o lilas. Parei no meio dele. Não realizei os mil. Pra mim, o milagre já estava se concretizando. Estava feliz, me casando.

Foi agora, nas vésperas do primeiro aniversário de casamento, que peguei as últimas folhas do pacote. Não terminei ainda. Não é por falta de tempo, não é por nenhum motivo racional. Simplesmente ainda não é a hora. Vai chegar o momento. Tem que ouvir lá dentro.

Tsurus da cor do por do sol



Caixinha com Decoupage
September 13, 2009, 9:10 am
Filed under: Obra Prima, Origami, Pintar e Bordar

Caixinha de Madeira com técnica de Decoupage com guardanapo

Já queria aprender essa técnica de decoupage há um tempão.

A Fêfê sempre fazia quadrinhos e a Tia Ana tem vários espalhados pela casa.

Foi esse feriado, com um milhão de pessoas em Amparo, que eu peguei a Fê pra ensinar como se faz caixinhas fofas.

Não foi o melhor timing, afinal estava toda a família reunida, todos querendo confraternizar, crianças correndo, chorando, comendo, e nós lá, tentando alguma paz pra colar, cortar, rasgar e finalizar as nossas caixinhas. Mas o Q da questão está no fato de eu estar querendo realizar mais meus projetos. Esses remedinhos atroposóficos estão fazendo milagres por mim. Meu Pensar, Sentir e Agir (faz parte da teoria da Antroposofia!) estava empacado no sentir, por tanto, queria há muito fazer as tais caixinhas, e agora com esse empurrão das gotinhas mágicas, tcharam!!!!

Convenci a Lena de que ela também queria muito aprender e lá fomos nós, na Tóquio, loja em Amparo com tudo pra cumprir a tarefa.

A Lena ficou maravilhada com essa loja. Ela só repetia: “É a 25 de março, mas com tudo no mesmo lugar e sem muvuca, amei!”. Realmente, tudo baratinho e organizado. De ítens pra crochet e tricot a todas as tintas e colas pras mais variadas técnicas de acabamento.

Depois de horas tentando nos decidir por quais guardanapos, ou se usariamos caixinhas, bandejas ou porta alguma coisa, finalmente voltamos equipadas pra casa.

Montamos nossa aula na sacadinha da rede. Foi uma delícia!

A minha primeira caixinha ficou meio bizarra, mas a segunda acho que melhorou! A Fê (prima-professora) escolheu uma combinação que ao olhos leigos era beeeeeeeeeeem difícil de ficar linda, mas como boa mestra, ficou a melhor. Todo mundo queria saber como ela visualizou todo aquele potencial nos kanji, rosa e vermelho, com leques verdes por cima!

Ainda tenho que melhorar muito. Teoricamente não se deve deixar essas “estrias”que ficaram entre o guardanapo e a caixinha, mas entre sobrinhos e churrasco, acho que até ficou bem boa!

Ps: Coloquei um monte de Tsurus na caixa, o Ric detesta caixa vazia!

Caixa com Tecninca de Decoupage usando guardanapo de papelCaixa com Decoupage e Tsurus de origami coloridos

Passo-a-Passo de Caixinha Decoupage:
Materiais:
1 caixinha de MDF (madeira)
1 pincel
Cola branca
Guardanapos decorados
Água
1 potinho/tubinho de tinta acrílica branca
Passo-a-passo:
Pintar a caixinha com a tinta, por dentro e por fora (se quiser lixar um pouco a peça antes, também fica bom, pro acabamento final ser bem profissa!). Esperar secar completamente.
Pegar o guradanapo decorado e separar as folhas dele (cada guardanapo tem três camadas, tipo papel-higiênico com folha simples ou folha dupla, então, esse tem folha tripla!), só se usa a mais colorida. Cortar do formato que desejar ou usar a peça inteira. (exemplo: Se for um guardanapo de folhas, pode usar todo para cobrir a caixinha ou apenas recortá-las soltas e fazer uma colagem, misturando com o fundo, que pode ser de qualquer cor que desejar).
Em uma bandeijinha, misturar a cola branca com um pouco da água. Apoiar o recorte do guardanapo na caixinha e passar a mistura de cola+água por cima do guardanapo com o pincel, bem devagar, com muita paciência pra não rasgar a folha! (sim, a cola se passa por cima, diferente de todo o resto. A folha é tão fininha que a cola passa por ela!).
Feito isso em todas as faces que pretende decorar, é só esperar secar.
Passamos mais uma camada da mistura de cola+água em toda a caixinha pra dar um brilho extra!
Prontinho, agora tem mil variações. Pode finalizar com gliter, tinta pra relevo, betume, fazer mais sobreposições de recortes, mudar as tintas, fazer pátina antes da colagem… Infinito mesmo.




Virar Carimbo
August 6, 2009, 8:00 pm
Filed under: Obra Prima, Pintar e Bordar

Carimbo de borracha formato árvore ETAPA 4

Quando o tatuador terminou seu trabalho em meu pulso, ele me entregou o papel manteiga que estava desenhada minha borboleta para passar pra pele e disse:

“Toma, leva antes que vire carimbo.”

Minha borboleta está carimbada em mim a 8 anos e, desde então, essa frase ficou na minha memória. Nunca fiz nenhuma reflexão sobre, até então.

Não acho que uma coisa comum, banal, usual, fácil e repetida seja ruim ou sem valor. As árvores se repetem, as estrelas se multiplicam e nem por isso perdem a beleza ou o brilho. Acho, aliás muito interessante tudo que se apresenta em idênticos, múltiplos, iguais.

O preconceito contra coisas em série deve ser melhor avaliado. Não se deve julgar, muito menos em massa. Isso foi sempre algo que me incomodou. Julgamento em massa. Culpa em massa. Somos indivíduo. Devemos pensar, analisar e raciocinar antes. Culpar em grupo é uma forma preguiçosa de agir.

Quando estava no pré (agora não existe mais, é primeiro ano direto, mas…) eu amaaaaaaaaaaava ganhar uma estrela no topo da mão e exibí-la em casa.

Carimbo voltou a moda com toda a mania de ScrapBook, e desde que passei em frente a um atelier especializado em dar aulas do gênero, fiquei tentada a me voltar ao mundo dos carimbos. Mas não me apaixonei pelo ScrapBook, por isso não me dediquei às carimbeiras.

Foi passeando por blogs que encontrei um (infelizmente não me lembro qual, já faz um tempão) que ensinava como fazer carimbos caseiros, muito fáceis e muito lindos.

Fiquei aguada pra por em prática.

O tempo passou, e foi esperando a Tati fechar uma mesa, no salão do Rosmarino, assim, apoiada no balcão de madeira Teca, que eu virei a borracha branca e desenhei a árvore (tema recorrente na minha vida). “Tati, guarda pra mim.”.

Levei a conta, passei o cartão, almocei e quando subimos pro escritório, a Tati me entregou a borracha. Fiquei feliz, já tinha até me esquecido dela.

Dois dias depois, aqui em casa, esperando o Ric pra nossa aula de corrida, peguei o estilete e dei relevo à simples massa branca.

Mais alguns dias pra me lembrar de pegar a carimbeira no Rosma, escolhi a vermelha por ser menos usada e por ser a única alternativa à azul (sobre a qual o Ric faria um comentário do tipo: “Ficou lindo o carimbo, que pena que a tinta é azul.”).

Foi essa a simples e deliciosa trajetória para nascer um carimbo, meu, pra sempre.

Passo a Passo:

Carimbo de borracha formato árvore ETAPA 1Carimbo de borracha formato árvore ETAPA 2Carimbo de borracha formato árvore ETAPA 3

PS:

A Isa me mostrou esses carimbos que achei o máximo

Achei esses aqui o máximo também.



Flores Bordadas
July 27, 2009, 6:30 pm
Filed under: Obra Prima, Pintar e Bordar

Pano de Prato Bordado a Mão

Durante as aulas de história, ficava imaginando, enquanto a prof. descrevia todas as tapeçarias da família real, as mulheres bordando, transformando pano e linha em lindas tapeçarias, vestidos, e jogos de toalhas.

Flores Bordadas

Bordar requer atenção. Bordar pede dedicação. Gosto de bordar no sossego, de preferência no silêncio.

Como não achei nenhuma instrução na internet sobre bordados mexicanos e eu queria de qualquer maneira bordar algo que me lembrase Frida Kahlo, inventei um ponto da minha cabeça. Nem sei se posso chamar isso de ponto, de tão simples que é.

Basta escolher dois pontos e entre eles passar a linha, formando as pétalas, no caso do meu desenho.

Fiquei encantada com a destreza e sincronia da família Dumont, que borda em conjunto. Os desenhos são maravilhosos. Nem posso imaginar como se faz isso, mas amaria aprender.

Pano de Prato com Flores bordadas



Jardineiro Fiel
May 13, 2009, 9:05 am
Filed under: Obra Prima

jardim composto

Foi acompanhando a criação do jardim da tia Ana Paiva que descobri o amor incondicional dos ingleses por seus jardins.

Ela estava planejando seu paisagismo com a ajuda de mil livros sobre o assunto e praguejava os portugueses que contratam uma equipe de jardinagem que monta seu jardim sem tempo e com a mesma cara de todos os outros.

Enquanto ela lia o livro “como fazer seu próprio lago” descorria sobre o amor dos londrinos por suas pequenas partes de terra atrás das casinhas geminadas. Foi aí que eu fiz a pergunta mais tonta pra pessoa mais culta que eu conheço:

- Mas lá é tão ruim o tempo, como eles tem jardins tão lindos assim?

- É exatamente pelo tempo ser tão ruim e eles tão dedicados que estes são os melhores jardineiros do mundo.

Ela FEZ seu próprio lago com suas próprias mãos de maiô e galochas gigantes. Eu observava da sala de tv, chocada. Quero ser assim quando eu crescer.

Bem, a oportunidade surgiu e eu imediatamente peguei minhas galochas dadas de aniversário pelo Ric (já comentei sobre essa aventura por aqui) e fomos ao CEASA.

Tirei as medidas da nossa futura cerca viva, li as melhores opções no super livro da tia Tela (aprendi alguma coisa com a tia Ana Paiva!) e lá fomos nós no feriado comprar murtas!

Compramos, quase desfalecemos no caminho até o carro. Tudo pra não gastar muito, não aceitamos a carona dos senhores que carregam as plantas de 4kg cada. E afinal precisamos nos exercitar. Compramos mais mudas das flores já existentes no jardim, a qual eu também pesquisei. Ótima para áreas de sol constante, cores vibrantes, proveniente do México (sem gripe). Sei todas essas infos, menos o nome dela!

Chegamos. Agora é só plantar. O da frase anterior foi uma ilusão que se dissipou na primeira tentativa de abrir uma vala para a primeira murta.

Super equipamento a postos e a ansiedade infantil de ver o nosso primeiro naco de jardim pronto nos fez continuar a revezar na enxada, picareta e pás.

Ferramentas

Enfim, nossas seis murtas e quinze mudas de flores estavam ali, bem organizadas, com seus cm’s de espaço entre elas bem dividos pelo perfeccionista do Ric jardineiro.

Não preciso nem comentar sobre nosso corpo no dia seguinte.

jardim prépreparo

Visita inesperada

ps: Todas as fotos foram tiradas pelo jardineiro mais fiel dos jardineiros (exceto a dele mesmo!).

Jardineiro Fiel



Atelier
April 1, 2009, 8:19 pm
Filed under: Obra Prima

Papelera PalermoAtelier Papelera Palermo by RichSerigrafia by RichAula de Serigrafia

Atelier: local para livre criação.

Esse atelier da foto é o da Papelera Palermo, uma papelaria incrível de Bs.As. que faz tudo de forma artesanal.

Esse é o atelier dos meus sonhos.

Tem uma aura de “sinta-se em casa” que não se compra. As mesas manchadas de tinta, as prateleiras improvisadas, os armários abarrotados, as janelas desproporcionais, o cachorro dormindo na porta, o jardim com banquinho de ferro, a infinidade de inspiração gerada pela atmosfera contagiante de arte.

Fizemos um curso de serigrafia lá. Foi perfeito. As aulas, professoras e alunos, tudo muito inacreditavelmente palpável.

Muitas vezes acho que esses lugares são pra poucos artistas consagrados e afortunados, mas não. Eu vivi por algumas horas um atelier comme il faut.

A Fê Matsu postou em seu blog um site divertido em que as pessoas mostram em poucas fotos a realidade do seu espaço de criar.

Quem sabe um dia ainda posto o meu lá, com todos esses detalhes desajeitados que tornam inesquecíveis as horas de criação e tranformação.

gaveteiro