
Amoamoamoamo flans.
Panacota, flan de baunilha, manjar de nata (Ash el saraya – comi no almoço do Arábia durante o Restaurant Week- manjar dos deuses!)…
A textura firme e macia ao mesmo tempo, a sensação de leveza e o desmanchar na boca sem esforço, o sabor definido e simples, aiai, me derreto.
Não gosto de pudim de doce de leite, também não como manjar de coco. Pudim sempre foi a sobremesa favorita do papai e da Lena, por isso era obrigatório em casa toda semana. Até hoje eles amam. Eu não posso ver na frente. Já o manjar de coco com calda de ameixas pretas, um clássico do Natal na casa da vovó, mesmo sendo de coco (amo a água, detesto tudo que leva o coco), eu cederia pela textura perfeita, se não fosse aquela película (calafrios!) que se forma no topo do manjar (e as vezes até no meio!), típico de gelatina (que também não como, mesmo fazendo bem pras unhas!).
Foi assim, pra ajudar na recuperação mais rápida do meu 20º resfriado do ano, que o Ric me fez, para acalentar, um flan de baunilha que eu tanto queria (desse blog que adoro, ela denominou de pudim). Ele sofreu o mesmo esquecimento de um itenzinho (semquererjustamenteofundamental!), mas ficou delícia assim mesmo.
Ele detestou. Detesta todos esses pudins, flans e manjares “sem graça” que eu tanto amo. Mas se fosse de chocolate…..
Bem, me recuperei super rápido dessa vez. Graças ao flan de baunilha e as gotinhas mágicas da Antroposofia, e resolvi devolver o carinho com um flan de chocolate.
Usei a mesma base do que ele me fez. Tirei a baunilha (com a qual ele implíca, por enquanto…) e acrescentei cacau em pó e achocolatado.
Ficou muuuuuuuito bom, eu gostei bem mais que ele! Nem liguei para os gruminhos que se formaram (é só passar na peneira antes de distribuir nas forminhas) e nem formou a maldita película. Fiquei extasiada com a possibilidade de comer sempre sempre sempre que quiser um flan de chocolate.
Como é fácil fazer uma criança feliz, né?!
Flan de Chocolate
Ingredientes:
1 e 1/2 x creme de leite fresco
1 e 1/2 x leite
2 colh. de sopa de achocolatado em pó (usei Taeq, o favorito do Ric)
2 colh. de sopa de cacau em pó (usei um português com preço justo do supermercado Santa Luzia)
1/2 x açúcar
1/4 x amido de milho
1/4 colh. chá de sal
Preparo:
Em uma panela coloque o creme de leite fresco, o leite, o cacau e o achocolatado em pó e leve a fogo médio. Com um fuet mexa constantemente até que quase ferva.
Acrescente o amido de milho, o açúcar e o sal, mexendo sempre com o fuet até engrossar. Passe em uma peneira caso tenham se formado gruminhos (opcional).
Divida em potinhos o flan (usei os copos com cara de copo de plástico amassado, paixão do Ric). Caso não queira que se forme a película na superfície do flan, coloque encostado no creme papel filme e leve a geladeira.
Deve ficar uma delícia com uma pitada de pimenta síria, quem sabe!



Quando muffins e cupcakes ainda eram coisas distantes da nossa realidade paulistana, e a mamãe sonhava com o sabor e as cores de um muffin de blueberry, o Alê fez o impossível. Ele trouxe, de Las Vegas, no avião (dhhhhhh), muffins pra ela.
Temos fotos, vou procurar. Foi na nossa copa cor de mostarda que ela registrou e não dividiu as mordidas naqueles bolinhos cor de caramelo manchados pelas bolinhas preto-azuladas de fruta. Foi um momento definitvamente delicioso, principalemente pra ela!
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Para um café entre queridos, muffins de chocolate com gotas de chocolate (parece coisa de chocólotra, tanto chocolate de uma vez só, mas acreditem ou não, o Ric reclamou a falta da calda de chocolate).
Ficou bem gostoso. As gotas pesadas fizeram com que o miolo cozinhasse menos que o resto do bolinho, logo ficou mais úmido, tipo um brownie.
Fiz a receita básica de cupcake e acrescentei uns dois punhados de gotas de chocolate (ando sem medidas exatas).
Hmmmmmmmmm, delícia.

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Agosto é época de morangos. Justo no aniversário da Lena, e sou eu quem ama morangos.
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Morangos com Açúcar, além de ser uma sobremesa típica da minha mesa de infância, era o nome da novelinha das cinco em Portugal durante nossa última visita.
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Os melhores morangos que eu já comi foram os que a Marta colheu na horta atrás de sua casa. Tia Ana Paiva inventou uma salada com alface (também da horta) cortada em tiras fininhas, azeite português (é obvio, elas são de lá!) e muitos morangos frescos. Hmmmmmmmm.
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Tia Wanda morre de medo de morangos mal lavados, eles podem cegar.
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Moranguinho era um desenho que assistiamos durante nossas férias em Portugal.
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Morango é uma das frutas que mais absorve os agrotóxicos despejados nela, por tanto o orgânico vale o investimento.
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Morango não é pra ser dulcíssimo. É pra ser morango.
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Fiz um bolo com morangos pro dia-dos-pais.
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Morangos com chocolate
Morangos com açúcar
Morangos com Chantilly
Morangos com suspiro
Morangos frescos, em compota, como geléia.
Amo morangos.


Tive uma professora na faculdade que adorava ter conclusões sobre tudo, mesmo sem ter conhecimento de causa. Uma das conclusões “geniais” dela foi que ninguém, nunca, aplica uma receita anotada de um programa de TV.
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Foi em uma manhã, assistindo TV no sofá da casa da Neni, enquanto ela e a Carolina tiravam um cochilo, que anotei essa receita.
Não testei imediatamente, pois a Neni não tava comendo chocolate pra Carol não ter cólicas. (isto é ser mãe: uma não come pra outra não sofrer!).
Ainda morava na R. Japão quando achei o papelzinho com as anotações meio confusas (anotar a receita da Nigella é tarefa complexa, afinal, sou visual e tenho que ver a textura do bolo pra não entrar em pânico quando ele estiver na minha batedeira).
Ele é um dos meus bolos favoritos. Contrariando a conclusão da prof, eu não só testei uma receita que eu mesma anotei da TV, como amei.
É lógico que o da Nigella ficou muito mais alto e lindo, mas… não se pode ter tudo.
Ele fica com uma casquinha crocante e o bolo em si é super úmido, tipo um brownie, e super leve, tipo uma mousse. Amo. Bem chocólatra.
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Finalmente uma parcela das Shoushs vieram aqui em casa. A Beca mostrou fotos, a Có mostrou fotos. Falamos sem parar e comemos um pouco pra poder variar.
Fiz o tal bolo pra elas. Quando a Có chegou (“Má, não me pergunte como, mas cheguei. Derrepente o GPS avisou: você chegou!”), o bolo estava nos finalmentes.
Deixamos esfriar enquanto esperavamos a Beca (ela não teve tanta sorte quanto a Có, passou na frente da padoca umas mil vezes). Decidimos desenformar. Morremos de rir.
A camada crocante de cima tinha ficado (uns 4 centímetros) separada do resto do bolo. Como eu usei uma forma removível, com a lateral toda de papel manteiga, quando tiramos a forma, vimos a crostinha voando e o bolo lááááááá em baixo.
Depois do choque e das risadas, separamos a casquinha e colocamos o bolo no prato, e por cima apoiamos a casquinha, nem dava pra perceber que teve um pequeno incidente de percurso. Como o bolo é bem molhadinho, ele segurou a casquinha no lugar.
Normalmente ele não faz isso.
Já servi acompanhado de calda de laranja, creme de manga e coulis de frutas vermelhas. Dessa vez foi simples, assim, purinho.


Minha refeição favorita é, sem margem para dúvidas, o café-da-manhã.
Em Portugal, o título usado para tal refeição é pequeno-almoço.
Foi na casa dos vizinhos Wilma e Fernando que eu descobri o motivo dessa nomeclatura diferenciada.
Diariamente, eles compunham uma mesa de café da manhã tão farta e variada, que certamente um almoço em poucas horas seria impossível. Era uma mesa oval, na copa, com vista para o tejo (bem lá no fundo). Tinha sucos, frios, pães, ovos mexidos, bolos, café, leite, achocolatado e mais uma infinidade de apetrechos que nem me recordo.
Acredito que tenha vindo daí essa minha mania de fazer cafés da manhã super fartos, com direito a frutas e sucos naturais, bolos e pães feitos em casa e, em algumas ocasiões, até queijos e geléias saídos da minha pequena cozinha. O Alê já disse ser o fã número um dos meus bigbreakfasts.
No entanto, para poucas pessoas, ou para os sábados em que as horas são valiosas para resolver coisas úteis, nada mais simples e reconfortante que uma xícara de leite e um pequeno cupcake ao lado.

Zum Geburtstag viel Gluck,
Zum Geburtstag viel Gluck,
Zum Geburtstag liebe Rapha,
Zum Geburtstag viel Gluck!
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Definitivamente o meu doce favorito de fazer é bolo de aniversário.
Todo mundo está feliz e almeja a noite toda por uma fatia do esperado doce.
A dificuldade que acompanha essa preparação começa pela escolha do sabor. Como agradar a gregos e troianos é simplesmente impossível, tento sempre ficar neutra. Sigo as dicas do aniversariante, se ele gosta de chocolate, prefere um bolo com frutas ou ainda sonha com algum tipo de amêndoas… Dentro dessas diretrizes, tento equilibrar os sabores a ponto de agradar uma bela parcela!
O segundo obstáculo a ser saltado nessa corrida é a pressão de sair bom. Não é um bolo pra tomar com chá ou levar na casa do pai, que se der errado, umas bolachinhas fazem as vezes. É o bolo da festa. Tem que ter bolo na festa. Ou seja, não pode embatumar (como minha sobrininha Carol já sabe!), não pode queimar (sou mestra!), não pode quebrar, nem faltar recheio, nem dar preguiça…
A maratona começa mesmo quanto chega o vilão mor: Tempo. Tem que dar tempo. Seguir as etapas com calma é meio caminho andado para o acerto. Peneirar a farinha, misturar com calma as claras, pré-aquecer o forno, deixar o bolo esfriar COMPLETAMENTE antes de cortar as camadas e assim por diante.
O Rapha viajou pra Minas a trabalho e lógico que me trouxe um super pote de doce de leite! Perfeito para o recheio do seu bolo de aniversário (mal sabia ele dessa parte).
Como o paladar dos convidados (Lena, Rapha, Ric e eu) era bem parecido, foi fácil escolher a gostosura. Pão-de-ló de vanilla, recheio de doce de leite mineiro e cobertura de chocolate! Mega doce, muuuuito calórico e perfeito para um bolo de aniversário.
Foi o primeiro bolo que eu fiz com calma. Avisei a lena pra chegar as 9h15. Como eles são extra potuais (Alemão!), contava com os dois às 9h10. Calculei tudo tudo tudo. Amei fazer as etapas com tranquilidade, faz muita diferença não ter que acrescentar as claras em neve já pensando na cobertura do bolo. Fiz prestando muita atenção a cada etapa, dando a elas o empenho merecido.
A comemoração ganhou parabéns nas versões português e alemão. Pretendia escrever no bolo feliz aniversário em alemão, mas fica pra próxima.

Receitas: Pão-de-ló da Vó do Dani (minha receita favorita do mundo!) Ingredientes: 6 ovos 1 x de leite 2 x de açúcar 2 e 1/2 x de farinha de trigo 1 colher (de sopa) de fermento químico Essência de baunilha a gosto (de boa qualidade!) Preparo: Bater as claras em neve até que se juntem no globo. Reservar. Bater as gemas, o açúcar e o leite até ficar claro. Acrescentar, batendo bem a cada vez, a farinha de trigo peneirada e a essência de baunilha. Acrescentar (misturando manualmente) o fermento e misturar bem. Acrescentar as claras em neve à mistura devagar, para não perder o ar e deixar a mistura mais fofa. Em forma (30 cm de diamentro) untada com manteiga e farinha, derramar a mistura e bater algumas vezes na pia para as bolhas de ar saírem. Levar ao forno pré-aquecido a 180 graus por cerca de 30 minutos. Recheio: 1 pote de doce de leite cremoso de qualidade Cobertura: Ingredientes 400g de chocolate meio amargo 80g de manteiga sem sal em cubos Preparo: Em banho maria, derreta o chocolate e a manteiga até que fiquem misturados de forma homogênia e cremoso. MONTAGEM: Cortar o bolo já frio ao meio. Umidecer com leite as duas metades do bolo. Apoiar a base do bolo no prato que irá ser servido. Cubrir com uma camada generosa de doce de leite, deixando a borda externa do bolo sem recheio (Quando a outra metade for colocada em cima, o recheio se espalha) Apoiar a outra metado do bolo sobre o recheio. Cobrir com a cobertura de chocolate morna. Servir e ser feliz! PS: Se quiser a cobertura molinha, é só não colocar na geladeira. Se quiser durinha, como uma casquinha, é só colocar na geladeira e tirar pouco antes de servir. (Cuidado para o bolo não suar com a diferença de temperatura da geladeira e do ambiente!)
PS2: Gluck tem trema, mas esse computador se recusa a colocar, então foi sem mesmo!

Quando o Paulinho tava no colegial e levava algum amigo pra estudar à tarde em casa, mamãe sempre fazia alguma guloseima para incentivar. Normalmente pipoca de micro, já que cozinhar tava longe de ser uma de suas paixões!
O meu incentivo pro Ric e Dani estudarem foram cupcakes de chocolate.
A mesma receita que tentei pro café da manhã da casa do Paulinho. Só que dessa vez eu não coloquei café e me lembrei do chocolate na massa!
Ficou muito bom. O topping de chocolate é mesmo super denso e deliciosamente cremoso. A outra cobertura é uma pronta americana, daquelas bem típicas, sabor vanilla. Eu amo, pena que acabou. Vou buscar uma receita caseira para a mesma!
Espero que se torne um hábito, foi uma delícia ter um pretesto para cupcakes e chocolate quente num final de semana frio como foi esse.


Me deleitei em Bs.As. com os alfajores de bolacha de maizena. Aqueles que só vendem nos cafés e padarias da cidade. Nada parecidos com os velhos conhecidos do Havanna.
…

Durante a faculdade já tinhamos testado esses alfajores, e também feito o doce de leite do zero. Mas eu andava numa fase meio doente, então meu aproveitamento dessas aulas foi bem próximo do nulo.
Foi em Laranjal Paulista, na casa da vó da Rê Benê, que eu presenciei a maravilhosa transformação do leite+açúcar em cubinhos de doce de leite (hmmmmmmmmmm).
A Naná sempre me contava do doce feito no tacho da vó em Minas e quando eu ia começar a pedir as explicações ela logo interrompia: só da pra fazer com o leite da vaca, ali tirado na hora. Nem pense.
Finalmente eu ganhei leite da vaca. A tia Tela teve toda a paciência do mundo e me trouxe uma garrafa de leite assim fresquinho e suuuper gordo como deve ser!
A primeira coisa que imaginei ao avistar o leite foi o alfajor argentino.
Dá-lhe procurar receita na internet e pedir conselhos pra tudo quanto foi quituteira pra preparar meu próprio doce de leite.
No final, a terceira tentativa (no caso esse da foto) foi a que se apresentou melhor, em relação a cor, aroma e textura.
Então lá fui eu em busca de uma boa receita de bolacha de maizena. A da faculdade tinha muitos ovos (ingrediente faltante na minha despensa), nos livros só bolachinhas simples, e finalmente achei na internet uma boa receita para ser adaptada!
Nos atrasamos pro café da manhã com a família Costa por conta da minha nova tentativa de fazer as coisas com mais calma (como se pode perceber, ainda tenho que acertar os ponteiros quanto ao timing do negócio).
Fiz o doce de leite ontem.
Fiz a massa hoje cedo e depois do café fui assá-las com toda a calma do mundo.
A espessura da massa influencia super no produto final. Se muito fina, fica crocante e, se mais grossinha, fica macia e esfarelenta como um sequilho. Achei bem apropriada para meu objetivo.
Ao invés de banhar as bolachinhas já recheadas de doce de leite, resolvi só riscar com chocolate.

Com as sobras da massa eu fiz mini bolachinhas, mais tradicionais para os que só querem um docinho acompanhando o café!

Receitas:
Doce de Leite: Ingredientes: 1 xícara de açúcar cristal orgânico 1 litro de leite (de preferência da vaca assim fresquinho ou tipo gordo de garrafinha) Preparo: Em uma panela grande, coloque o açúcar e doure em fogo baixo (quanto mais queimado, mais gosto de caramelo ficará) Quando já estiver quase na cor desejada, tire a panela do fogo e acrescente o leite. O açúcar vai cristalizar. Volte a panela para o fogo baixo e mexa sempre, sem parar. O açúcar vai derreter aos poucos e o leite vai ficando cada vez mais dourado. Deixe o leite aferventar de leve e mexa em seguida. Repita o processo algumas vezes. Quando já tiver engrossado um pouco, faça o teste do pires (em um pires com água, derrame uma gotinha do doce. Se ficar durinho já está no ponto). Esse doce de leite é tipo cremoso. Bolachas de Maizena: (adaptadas daqui) Ingredientes: 125g de manteiga 75g de açúcar 1 ovo 1 colher de chá de essência de baunilha (de qualidade!) 85g de farinha de trigo 1 colher rasa de sobremesa de fermento químico 150g de amido de milho (maizena!) Preparo: Bater a manteiga até ficar pomada (Usei a raquete da batedeira). Acrescentar o açúcar, o ovo e a essência até incorporar. Adicionar a maizena, a farinha e o fermento peneirados à massa e misturar até a massa ficar lisa. Envolver a massa em plástico filme e deixar gelar por 2h. Em uma bancada levemente enfarinhada, abra a massa e com um cortador faça as bolachas. Em forno pré aquecido a 180 graus, em assadeiras untadas e enfarinhadas, disponha as bolachas e deixe no forno até dourar levemente as bordas. MONTAGEM dos ALFAJORES: Colocar sobre uma bolacha uma colherada de doce de leite e cobrir com outra bolacha, apertando levemente para o recheio se espalhar por igual. Repita a operação até o termino das bolachas. Derreter 50g de chocolate e, com um garfo, riscar os biscoitos. Sirva com chá, café ou chocolate quente nesse outono fresquinho!
Fotos dos alfajores de Buenos Aires. Olha o capricho da embalagem, super simples, amo isso.



Parece mentira, mas infelizmente não é. Fazer esses cupcakes foi uma verdadeira epopéia, próxima à contada anteriormente.
Amo a palavra epopéia pelo fato de me remeter às aulas de história graga. Epopéia é uma história com muita aventura, acontecimentos impossíveis e saídas ainda mais improváveis, mas dá tudo certo no final (certo ≠ tradicional).
O Paulinho chamou os irmãos para um café da manhã / apresentação do novo apê (que casualmente é o que eu morava!).
Supostamente, não deveríamos levar nada, mas já me antecipei e consegui permissão para alguma douçura.
Amo cupcakes, amo mais ainda aquela cobertura que só é perfeita em uma bakery de esquina qualquer em NY.
Nunca consegui reproduzí-los de forma especial aqui, mas eu tenho todos os apetrechos necessários para tanto. Minha visita ao sobrinho recém-nascido em NY me rendeu uma forma com 12 furos, forminhas de papel amanteigado e confetinhos coloridos.
Resolvi usar as forminhas com o trevo de quatro folhas (minha viagem culminou com a data de Saint Patrick, que é amplamente festejada nos Estados Unidos e eu me deparei com essas forminhas irresitíveis). Esperava mais da ajuda desse santo ou mesmo do milagroso trevo de quatro folhas, mas quem esteve ao meu lado o tempo todo foi Murphy e suas leis.
Peguei uma receita de cupcake de chocolate com café e adaptei à minha realidade. Fui atenta, li e re-li os ingredientes e o passo-a-passo.
Desci as escadas e guardei o gato para começar minha empreitada.
No meio do caminho percebi que tinha ingrediente na lista que não constava nas instruções de preparo. Pára tudo. Subo as escadas, tiro o Ric do computador e releio a receita. Tcharamm, achei o passo que tinha perdido.
Desço as escadas e derreto o chocolate. Era apenas o chocolate da massa do cupcake de CHOCOLATE que estava perdido no meu passo-a-passo. Derreti o bendito e deixei no micro pra esperar a hora certinha de acrescentá-lo à mistura da batedeira.
A massa ficou linda e deu quase certinho para os 12 buraquinhos já devidamente preenchidos com as forminhas desenhadas com trevos. Foram pro forno pré-aquecido e agora era só esperar.
Enquanto isso vou aquecer as xícaras de leite que tinha prometido pro Ric logo pela manhã.
Ahhhhhhhhhhh! Sabe aquele som de espanto em que parece que você vai perder o ar? E aquela incredulidade diante do acontecido que te tira a voz? Foi isso que aconteceu. Eu abri a porta do micro e lá estava, linda e calma, a minha tigela com o chocolate derretido para a massa de cupcakes de CHOCOLATE.
Eu fechei a porta do micro. Tirei meus óculos, caminhei até a sala, sentei no banquinho do Seu Joaquim, olhei pro jardim e chorei.
Chorei mil lágrimas. Não havia consolo. Como? Eu verifiquei a receita. Eu achei um erro a tempo. Como?
Meu sábio irmão mais velho me ensinou um valioso ditado americano: “Where is the catch?” Ele quer dizer basicamente: “Cadê? Aonde eu vou me dar mal?”
Eu achei que o quase erro de quase perder um dos passos seria o catch, engano meu.
Continuei o processo mesmo com as lágrimas e soluços infantis. Sabia que ia ficar bom, não sei dizer como, nem o motivo, mas eu sentia que ia ficar bom, mas P*Q*P*. Denovo.
Ficaram macios, cheirosos e a cobertura divina. Ficaram com aquela cara de Martha Stewart, o prato perfeito, com a ondinha da cobertura perfeita, com uma tampa de bolo perfeita. Amei o conjunto, amei o resultado, mas o miolo….

Eu consegui remediar (não são de chocolate e nem tem gosto de café, mas eu consegui salvar, vai?!) e os cupcakes desapareceram no delicioso café da manhã.

Ps: O apê do Paulinho ficou lindo, nem acredito que é o mesmo espaço que eu usava!
Ps2: Se alguém precisar de pratos perfeitos é necessário nascer de novo e ganhar uma Helena como irmã, a qual acha que Chá-de-Cozinha é Natal e ela é Papai-Noel.
Ps3: Eu sei que cupcakes são ínfimos problemas, mas eu acredito que detalhes do cotidiano são as amostras da nossa vida. Minha vida está como essas receitas.

RECEITA:
Cupcake de Açúcar Mascavo e Cobertura de Chocolate
(receita adaptada) Ingredientes: 1/2 xícara de manteiga sem sal 1/2 xícara de açúcar mascavo 2 ovos 3/4 xícara de farinha de trigo 1 colher de chá de fermento químico 1 colher de sopa de cacau em pó 2 colheres de chá de café (o café como se fossemos tomar!) Para umedecer: 3 colheres de sobremesa de leite integral 3 colheres de sobremesa de café 1 colher de chá de cacau em pó Cobertura: 300g de chocolate meio amargo 1/4 de xícara de manteiga sem sal Preparo: Bater a manteiga e o açúcar mascavo até que fiquem cremosos. Acrescentar um ovo de cada vez, batendo bem a cada acréscimo. Em um refratário, misturar a farinha, o fermento e o cacau. Adicionar a mistura da batedeira. Bater bem para que a massa fique homogênia. Adicionar as duas colheres de café à mistura e bater até que fique uniforme. Na assadeira de cupcakes já com as forminhas de papel-manteiga, colocar em cada unidade cerca de 3/4 da sua capacidade. Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC por cerca de 15 minutos ou até que o palito saia limpinho quando espetado em um dos cupcakes. Quando estes estiverem prontos retire do forno e deixe-os esfriar em uma grelha. Misture todos os ingredientes para umedecer os bolinhos. Faça um pequeno furo no centro de cada bolinho e derrame cerca de uma colher de chá da mistura para umedecer. Em banho-maria, derreta os ingredientes para a cobertura até que fique uniforme. Coloque cerca de uma colher de sobremesa da cobertura em cima de cada cupcake. Sirva como acompanhamento de um chá ou café!

Ric me pediu cookies. Aliás, ele vem me implorando cookies.
Hoje fomos ao super e a condição dele para que bolachas industriais ficassem fora do carrinho foram cookies.
Ele foi ao jogo com o time dos meninos da família. Hora dos cookies e tudo o mais que eu conseguisse inventar nesse espaço de tempo.
A nossa (sábia) decisão de experimentar viver sem tv a cabo (a aberta simplesmente não existe pra nós) me eliminou uma tentação que só causava frustrações. Eu sempre tinha a expectativa de aproveitar super meu tempo livre e acabava por perder duas horas na esperança do filme ser bom e deixava de costurar/bordar/pintar/escrever e/ou cozinhar.
Subi em busca de uma receita de cookies e fui direto a minha nova fonte de receitas boas e testadas online. Bingo, lá estava a receita perfeita. Fácil, adaptável para o paladar anti-frutassecas do Ric e com a mesma aparência apetitosa dos cookies perfeitos da Pain et Chocolat.
Alterações aqui e acolá, etapas lindas e esperançosas. Forno e tudo deu errado.



Não fiz as bolinhas do tamanho que pretendia por pura neura de fazer logo. Elas ficaram maiores, mas deixei o tempo de forno das menores. Resultado:
- Os cookies ficaram desmantelados e molengos.
- Sobrou massa pra mais uma fornada, mas como eu fiquei atarantada com os cookies moles, não preparei outra forma e a massa endureceu como a Ana já tinha avisado na receita.
Fiz a segunda fornada, errei de novo. A massa já estava mais dura, mas eu fiz as bolinhas menores com calma (afinal já tava tudo danado mesmo…), deixei mais no forno por insegurança e finalmente, quando prontos eles estava durinhos, mas a borda com sabor levemente queimado e aquele aroma de caramelo passado do ponto.
Enfim. O Ric chegou, amou os cookies molengos de sabor e maciez, mas seriam ainda melhores se pudesse comer como cookies e não como bolo, de garfo (ele até tentou pegar um escondido de mim, mas o cookie quebrou ao meio e caiu no chão para alegria dos animais!)

No meio desse processo todo, resolvi aproveitar o tempo de fornada para passar a limpo a receita de pão que mostrei aqui. Eu reclamei que o resultado final tinha ficado bom, mas exatamente o oposto do descrito na receita original. Eu descobri o motivo: apenas me esqueci de um dos passos da produção. Eu já fiz pão, eu sei que precisa de duas fermentações, mas é óbvio que eu, com minha pressa toda, só deixei fermentar uma vez (eu fiz essa receita errada três vezes!)
Conclusões disso tudo me dão vontade insana de chorar. Eu sei que estou errando, eu já tinha achado estranho não ter uma segunda fermentação, mas não, eu não parei pra ler novamente com clareza a receita. Eu vejo as coisas acontecerem, mas parece que estou vendo de fora, como num sonho ou um filme de espírito, eu não consigo me chacoalhar e apontar o fato.
Já tive essa sensação milhões de vezes. É de deixar qualquer um alucinado. Mas são poucos que já sentiram, logo são poucos que compreendem o que eu estou falando. Assim eu me ignoro e me saboto.
Quando tento dividir essas aflições, provenientes do rio desenfreado que corre por dentro de mim, conclusões precipitadas e superficiais são atiradas contra meu ser.
- Você é muito nervosa, você tem que ser mais calma, você é desatenta, você só está cansada, acontece, vai passar, comigo também, toma maracujina.
- Não, eu não sou nervosa, sou elétrica. Sim, eu sou calma, eu leio com calma, eu só passo por cima, como se não estivesse ali. Eu sou atenta até demais, atenta à vida, às pessoas, à energia, às necessidades que vão além da compreensão. Sim, eu estou cansada, afinal viver com um rio que está sem curso é como viver com asas em uma gaiola. Acontece, mas não é o caso. Ainda não passou e eu não acredito que vá. Com você é com você, sobre quem estamos falando? Deixe de ser egoísta. Remédios ainda não funcionaram.
Essas são as respostas que eu gostaria de poder dar a uma conversa desse gênero, mas a pessoa normalmente não absorve nada e, o que é mais incrível, consegue criar mais dezenas de argumentos fracos até eu desistir e mudar para assuntos como o tempo amanhã.

Eu só quero ter a paz de descansar depois de brincar. Quero seguir a ignorante sabedoria dos meus bichinhos. Quero ser feliz sem ter que aprisionar a verdade e a intensidade do meu ser. Quero ser sincera, agitada e entendida.
Vou tentar denovo essa receita. Não pretendo desistir assim tão facilmente das coisas simples.