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Quem nasce em Lisboa é conhecido por: Alfacinha.
Pena que eles não queiram me dar o passaporte português. Eu gosto tanto de alface!
Colhi da minha horta minhas mega alfaces. Que cheiro bom de alface. É, alface tem cheiro, a gente só não dá atenção suficiente a ela pra reparar, ou enche de molho condimentado antes de dar tempo de perceber seu suave aroma, aroma de alface.
Elas não estavam tão gigantes, mas eu já achei que estavam e o máximo.
Foi então que decidi cumprir com o combinado, (entre o Seu Rino e eu) e mostrar a minha horta a ele. Fui toda exibida. Pra quê!
Ele olhou a foto que levei lá no CEASA, entre as suas mudas fresquinhas, exatamente onde eu adquiri as minha, e… fez aquela careta.
- Tá pequenininha. Muito pequenininha.
- É, seu Niko (eu ainda chamava errado!), mas já fazem dois meses.
- UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUhhhhhhhh, tá MUUUUUUUUITO pequenininha. Em duas semana, planto e fica óh, muito grande. Tá fazendo coisa errada. Muito errada. Tem que dar amor, se não ela não cresce. Quando dá amor, ela fica feliz e brilha. Se eu soubesse mais português te explicava mais, mas eu sou japonês.
- Tá bom, vou melhorar. Eu aprendo japonês então.
- AHAHHAHAAHAHAH! Você japonês. HAHAHAHAH!
Foi assim. Corri pra casa, peguei um monte de terra no fundo da composteira. Escolhi com minhoca e tudo. Preenchi todo o espaço entre os pés de alface e de todo o resto da horta com a terra preta.
Foi em pouco tempo que ela simplesmente dobrou de tamanho. Sábio seu Rino.
Eu colhi uma delas a uns dois meses. E ela volta a crescer! Essa petitica que está na foto é a dita cuja.

Acho que agora tratei com o carinho necessário e ela me respondeu com brilho. Ainda preciso aprender japonês.


No colégio Mater Dei tinha um pé de amora gigante perto da sala dos professores e diretores. Era maravilhoso quando o chão cinza daquele pátio ficava tingido por essas pequenas bolinhas coloridas. Foi por manchar o chão que ele CORTARAM a árvore. Quase morri de desgosto. É mesmo o fim, mas…
Foi no Porto Seguro, que eu achei a Sara. Ela tinha a benção te ter um pé de amora em frente de casa. Melhor que ter o pé, ele era baixinho e tinha um banco e mureta exatamente sob a copa da árvore. Toda manhã ela subia no banco e se deliciava com as refrescantes frutas preto-azuladas. A minha benção é que a Sara me trazia de presente amoras para o recreio (parece que eu tinha 10 anos, mas foi no colegial mesmo!).
O pé de amora do Rosmarino, que eu já transformei em meu, não se desenvolve pela falta de luz intensa e tal, mas consegui colher duas amoras ano passado. Esse ano não deu.
Foi a minha felicidade quando descobri quatro pés de amora aqui pelas redondezas da minha casa. Tem em frente da quadra da escola (as crianças são crianças nessa escola pública, então elas sobem mesmo no pé, mancham o uniforme, e se esbaldam com as frutas frescas), tem um nas esquina do TAXI, meu favorito, o pé é baixinho, eu alcanço! Tem no caminho da nossa padoca favorita e tem em frente da Blockbuster, que também é muito atacada pelas pessoas desinibidas do bairro.
Tem também na ladeira a caminho do metrô Vila Madalena, na praça, no bosque…
A Tia Tela, vendo essa minha tara por amoras, me trouxe de surpresa um potinho de amoras perfeitas da fazenda. Suspiros de amor.
Hoje colhi amoras, colhi no caminho de volta pra casa. No meu pé favorito. É uma sensação de interação com a natureza incrível. Nós, ali embaixo de uma árvore, colhendo e comendo os frutos de um ciclo inteiro. Nós, ali, à mercê da natureza. Nós também fazemos parte do ciclo dela. Acho que comprar frutas no mercado tira essa conciência. A fruta não sai de uma máquina. Ela vem de uma planta, que florece e nos oferece frutas de presente. Frutas tão ricas que até tingem o chão.
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Teve uma fase que a Tia Angela queria tudo de batata roxa.
Eu amei essa fase! Tinha purê, nhoque, ravioli, assim de tudo mesmo.
Um dia ela viu o preço abusivo do quilo da tal batata até então querida. Ela foi imediatamente riscada da lista, até que volte a sua época e o preço fique mais amigo.
Foi algum tempo depois que eu descobri, num cesto, uma batata roxa brotando. Ela era filha única. Já tinha folhinha e tudo! Não resisti e trouxe pra casa pra acrescentá-la a minha horta.
Deve fazer cerca de um mês que eu plantei a bonitinha ao lado da sálvia. Ela ficou tão feliz que me respondeu com folhas lindas e viçosas. Segundo o seu Rino (desconfio que esse seja o nome certo dele), as plantas sentem o amor e carinho que dedicamos ao cuidarmos delas, e a resposta a esse tratamento fofo é com brilho e folhas fartas!
Ela realmente respondeu com folhas mais bonitas depois que eu acrescentei um pouco de terra da composteira. Foi imediato. Acho que as minhoquinhas também ajudaram!
Queria estar por aqui pra saber no que vai dar essa batata roxa. Queria fazer um belo doce de batata roxa. Mas, como dizem os portugueses, não se pode ter tudo!


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Irresistível a cor e a postura elegante dessa flor.
CEASA – fonte de todas as maravilhas!
Ps: Não sei o nome ao certo. Cala, Calla, Kala….

Fazia tempo que eu não me inspirava pra preparar um pão.
Foi sem querer que eu descobri que a Lu Bordini tem um blog.
Recebi um e-mail do facebook dizendo que eu não entrava a muito na minha página e que eu tinha mil novas msgs não lidas. Óbvio que ele mentiu pra mim, não tinha nenhuma msg. Olha que loucura, recebendo cobrança de um portal! Fiquei meio abobada com a loucura toda que é esse mundo virtual, mas… Voltando ao foco, foi assim que descobri que a Lu tem esse blog. Nele, ela apresenta alguns dos pães que ela prepara e que aprendeu durante sua estadia em Bs.As. (que saudades!).
Resolvi preparar metade da receita do tal do Bertinet, que já tinha ouvido como o Deus dos Pães! Agora também quero esse livro.
Pra aproveitar as ervinhas da horta orgânica do meu jardim, resolvi acrescentar o tomilho.
Enquanto arrancava as folhinhas dos galhos (quando já está mais velho, o caule fica marrom e é só passar os dedos firme pelo caule no sentido contrário ao nascimento das folhas que todas elas se despreendem com facilidade. Se for novinho, é só picar tudo), me lembrei do meu primeiro contato com essa aromática plantinha.
Foi no nosso primeiro módulo de cozinha prática, o Valinhos tuchou um ramo no meu nariz e disse: “O que te lembra?” eu, com minha memória olfativa óooooooootema, “Não me lembra nada!”, ele ficou puto e respondeu “Pizza!!!!!!”, hmmmmmmmmm eu pensei, “tá vou tentar gravar!”

Assim que o Ric provou o pão, sem eu nunca ter mencionado a história acima contada, disse: “Nossa, não sei o que é, mas me lembra Pizza esse seu pão”. Eu ri.
Ficou com a casca bem grossa (fato que me desagrada mas agrada a muitos, lembra um pão italiano não tão duro) e com o miolinho fofo e muuuito aromático. Delícia ele morninho com uma lasca de manteiga Aviação por cima.

Pão com Tomilho
(adaptado daqui!)
Ingredientes:
255g de farinha para pão
5g de fermento fresco
1 colher de chá de sal
170g de água morninha
1 punhado de tomilho fresco
Preparo:
Esfarele com as mãos o fermento na farinha.
Acrescente a água e o sal, batendo (com o gancho) na batedeira na velocidade 1 até misturar. Bata na velocidade 2 por cerca de 7 minutos. Acrescente o tomilho (somente as folhinhas) e bata por mais 30 segundos.
Em uma bancada enfarinhada, faça uma bola com a massa e coloque para descansar dentro de um bowl coberto com um pano úmido por 1h em local morno e fechado.
Abra a massa com os dedos delicadamente. Faça um retangulo e dobre as laterais até o centro. Corte a massa em dois (cerca de 225g cada pedaço). Faça duas bolas juntando as pontas até o centro. Deixe descansar por 5 minutos.
Abra com a ponta dos dedos um retângulo e dobre, formando um “rocambole”. Repita com a outra bola o mesmo processo.
Coloque em uma forma enfarinhada a massa com as dobras para baixo. Deixe crescer por cerca de 1h em local morno e fechado.
Em forno pré-aquecido a 250 graus Celcius, asse por cerca de 40 minutos.




Já tinha tomado clorofila concentrada, mas suco de clorofila foi a primeira vez.
Esse suco, também conhecido como Suco de Luz, dizem fazer um bem danado ao corpo.
Resolvi testar em casa, já que o Ric plantou um vaso imenso dessa plantinha, e ela parece ter fermento, cresce em volume e velocidade astronômica.
Busquei receitas no Google e, no fim, fiz um mix de várias delas – do que eu lembrava, pelo menos.
Saiu um suco muuuuuuuito verde, doce por natureza e delicioso. Convenci o Ric a tomar 4 longos goles, ele nem acreditou que eu não tinha adicionado açucar!
O que me deixou mais feliz foi o detalhe da menta e da clorofila terem sido colhidas essa manhã, no meu jardim!
Suco de Clorofila (ou suco de Luz): Ingredientes: 1 maça fuji 1 cenoura pequena 1 pepino japonês 5 folhas de menta 15 folhas de espinafre orgânico 2 punhados generosos de clorofila (da plantinha germinada) água Q.B. Preparo: (Como não tenho liquidificador fiz tudo no mixer, o que requer mais paciência.) Lavar as folhas de menta, clorofila e espinafre. Reservar. Descascar e picar a cenoura. Picar a maçã com casca já lavada e o pepino. No liquidificador ou no mixer, bater todos os ingredientes. (No mixer, fui batendo aos poucos, para que conseguisse moer tudo direitinho) Se necessário, acrescentar pouca água. Em uma peneira ou em um pano de prato limpo, coe o suco, aproveitando ao máximo todo o líquido da mistura. Beba em seguida.
Olhei até ficar cansado De ver os meus olhos no espelho Chorei por ter despedaçado As flores que estão no canteiro Os punhos e os pulsos cortados E o resto do meu corpo inteiro Há flores cobrindo o telhado E embaixo do meu travesseiro Há flores por todos os lados Há flores em tudo que eu vejo A dor vai curar essas lástimas O soro tem gosto de lágrimas As flores têm cheiro de morte A dor vai fechar esses cortes Flores Flores As flores de plástico não morrem Olhei até ficar cansado De ver os meus olhos no espelho Chorei por ter despedaçado As flores que estão no canteiro Os punhos e os pulsos cortados E o resto do meu corpo inteiro Há flores cobrindo o telhado E embaixo do meu travesseiro Há flores por todos os lados Há flores em tudo que eu vejo A dor vai curar essas lástimas O soro tem gosto de lágrimas As flores têm cheiro de morte A dor vai fechar esses cortes Flores Flores As flores de plástico não morrem Flores Flores As flores de plástico não morrem Flores
Titãs
Composição: Tony Bellotto / Sérgio Britto
Charles Gavin / Paulo Miklos
Flores do meu jardim,
flores que me acordam,
flores que me levam sonhar,
sempre quero flores,
sempre são flores.



















Um banho após a jardinagem e uma palavra que resumiu meus sentimentos e, por coicidência (ou não), os do Ric também: Revitalizados.
…
Chegamos do CEASA, atendemos o pessoal do cupim (só vieram fazer a checagem pra garantir que eles não atacaram nada da casa), e começamos a jardinar. (Não sei se existe esse termo, mas como cabe direitinho…)
Com o super cortador de grama da Má e do Beto, demos um trato no jardim da frente. Ele andou muito judiado pela bagunça da obra, mas como o fim dela se aproxima, ele se tornou disponível novamente!
Cortamos o mato que cresceu, juntamos as folhas secas, pegamos as ferramentas e mãos a obra.
Enquanto o Ric decidia onde ía colocar o seu vaso e analisava toda a estética no ambiente, eu pensava sobre a melhor localização e insolação para plantar minha mini-horta.

Tudo decidido. Como sou meio sem noção de espaço, fiz um retangulo muito minúsculo para plantar minhas mudas, e o Ric logo me alertou. Tem que ser MUITO maior. Ok, dá-lhe machadadas com minha mini-enchada (não podia imaginar o quanto uma enchada é útil! Eu amo essa ferramenta, muito inteligente!).
Seguindo as instruções que o Beto me deu pouco antes de sair em viagem, as que me lembrava pelo menos, tirei a grama do retângulo em que pretendia plantar a horta, depois cavei (vírgula, o Ric cavou) cerca de 15cm de profundidade, e preenchi esse espaço com terra maravilhosa do CEASA (sem agrotoxícos e com muitas minhocas). Ficou lindo o meu retângulo.
Finalmente eu ía plantar minha horta. Que emoção (apesar de alguns acharem mais aberração do que emoção, vamos seguir em frente). Calculei a distância das mudas, separei seguindo uma lógica não muito plausível e finalmente ela ficou pronta.
Alface ao lado de beterrabas, próximas de salsinha e cebolinha, em frente da menta e ao lado do coentro, dividindo espaço com o tomilho, manjericão e salvia.

Minhas mãos ficaram completamente tingidas pela terra fresca.

Como vivemos grudados, no final das contas, minha horta ficou grudadinha ao vaso de Clorofila do Ric.
Ric fez uma arte no vaso, eu fiquei apaixonada. Apesar dele sempre pensar que eu estou apenas querendo incentivar, eu realmente achei espetacular.


Olha só a Avelã em ação. Fã número um da Clorofila.


O tempo simplesmente tem desaparecido diante dos meus olhos. Aquela sensação de que, quando estou fazendo coisas gostosas, o tempo voa, e quando estou na chatice, o tempo não passa, está cada vez mais rara.
Essa sexta-feira, emenda de feriado, fomos ao CEASA. Fiquei chocada ao me lembrar que, a última vez que tinha ido ao CEASA, também tinha sido em uma mesma situação (feriado prolongado), ou seja, dia primeiro de maio. Dois meses se passaram e eu nem percebi.
Certamente não pretendo ficar mais dois meses sem ir a esse encantado lugar. A energia é tão incrível, a variedade de cores e a constante mutação de plantas disponíveis é verdadeiramente fascinante.
Da útlima vez compramos murtas e flores mexicanas para fazer uma cerca viva em nosso jardim. Foi uma aventura. Infelizmente as murtas e flores estão um pouco “peladas”, também foi mesmo uma idéia de girico plantar no outono, mas a gente queria tanto que foi assim mesmo.
Dessa vez fomos sem muito foco. Passear, repor energias, ver o que tem de bom por aí, por bem barato.

Alias, barato é a palavra de ordem no CEASA. As floriculturas abusam nos preços, a ponto de eu achar que ter flores em casa é jogar dinheiro fora e um verdadeiro luxo fútil. No CEASA, esse luxo é muito acessível. Um maço de Astromélia (flor linda que está na época, dura muito e tem mil cores diferentes e é a favorita da Lena) custa uns R$3.00. Uma orquídea, a partir de R$7.00, Murta por R$4.00 e uma caixa com 10 mudas de uma florzinha simples (tipo maria-sem-vergonha) por R$10.00.


Passeamos bastante e no fim íamos mesmo saindo sem nada. Até que o Ric finalmente se convenceu de que merecia uma caixa de uma graminha linda que parece o cabelo de um de boneco de sua infância. Queria fazer arte usando a aparecia retilinea e o verde lindo dessa planta. Uma caixa com 10 mudas = R$15.00.

A conversa dele com o Sr. lig-lig foi muito engraçada. Ele pergunta pouco e o sr. responde menos ainda. “Ela precisa de sol?” “Clorofila-muito sol-Clorofila-sol”, “Tem que regar com que frequência?” “Uma vez por dia, uma vez por semana”. “Como se chama essa planta?” “Trigo, faz suco de clorofila”.
Eu já tinha tomado suco de clorofila, e em minhas conversas com a Tia Neusa (dona de um restaurante natureba a mil anos e sogra do meu irmão!), descobri que ela plantava o broto do trigo e, quando germina, ela bate e faz o tal do suco pros clientes. Virou febre lá no Integrão!
Em todo caso, o Ric comprou feliz o tal do “trigo-clorofila” e, enquanto ele tinha essa conversa com o vendedor, eu me interessei pela banca do lado. Mil mudas de ervas, temperos e saladas. Fui bisbilhotar.

R$1.00 cada muda. Pensei comigo: “Umas duas mudinhas, vai.” Levei quinze!
O sr. Lig-lig que me atendeu era simplesmente o Sr. Lig-Lig mais simpático de todo o CEASA. Fui perguntando e ele escolhendo mais uma muda e me mostrando uma outra e mais outra. Parecia criança quando entra no maravilhoso mundo da FAO Schwarz. Queria todas, perguntava, exclamava, pulava. O Sr. Lig-lig Niko (acho que é esse o nome dele) ria comigo. Eu dizia que achava que já tinha escolhido o suficiente, mas ele insistia que ainda faltavam três. Assim, ele escolheu pra mim uma muda (que na verdade se desmenbrou em cinco) de beterraba que eu simplesmente amo, uma de tomilho e uma de hortelã turca (que eu nunca ouvi falar, mas tem mesmo cheiro de comida diferente!). “Assim sai mais barato!”, ele disse. Eu tava tão empolgada que nem ligaria se tivesse que pagar os R$15.00 que eu supunha (afinal, cada muda por R$1.00, tinham me dito). Fiquei extasiada ao descobrir que devia apenas R6.00!

Carregamos as plantinhas até o carro. Dica: tente ir mais cedo (tipo 7h00) pra conseguir parar em um dos estacionamentos mais perto, pois apesar de serem pagos (R$10.00), faz muita diferença na hora de ir embora. Juro que quando você sai da banquinha do Sr. Lig-Lig, tá achando leve as mudas + as flores + a argila expandida e tal, juro também que, depois de 4 minutos de caminhada em direção ao carro, seus braços estão dormentes e aquela vontadezinha de fazer xixi bem discreta vira insuportável.
Foi um dia feliz. Voltamos e plantamos. Minutos antes da chuva que começou Sexta e terminou Domingo.
Ps: A Avelã faz parte da turma natureba e a sua nova planta favorita de ser devorada no jardim é justamente o “trigo-clorofila” do Ric!
Ps2: O Sr. Niko fica no Pilar 42 e na Banca 171, vale a pena ir lá.
Ps3: Comprei:

* Alface Crespa Verde x 3
* Alface Crespa Roxa x 1
* Beterraba x 1 (que depois se divide em 5 )
* Manjericão x 1 (ele deu a dica em japonês para uma menina do meu lado e depois me traduziu, foi demais: – tem que tirar a flor do manjericão pra que ele fique mais cheio, tipo arbusto. Se não tirar a flor, ele cresce em altura, mas fica com poucas folhas).
* Tomilho x 2
* Hortelã turca x 1
* Cebolinha x 2
* Salsinha x 1
* Coentro x 1
* Sálvia x 1
* Menta x 1 (tem cheiro de bala Halls, é incrível)
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Nossa casa não tem um bosque, e nem é de palafitas ou toda envidraçada, mas a vida do nosso jardim é tão exuberante quanto a famosa casa do filme.
Foi a tia Tela que me apresentou o maravilhoso mundo dos passarinhos. Eu sempre gostei, apreciava as maritacas que visitavam o prédio vizinho, quando ainda morava na rua Japão, mas esse amor que a tia tem por esse bichinhos (influência do tio Carlo, na minha opinião) é incrível.
Depois de muitas fotos e videozinhos dos passarinhos bicando as fatias de mamão formosa no terraço dela, eu resolvi fazer o teste aqui em casa.
Nosso jardim é sempre visitado por uma certa variedade de pássaros, devido ao bom número de árvores a nossa volta, mas nunca os observei com afinco como dessa vez.
Então deixei meia papaia exposta no gramado. Foi uma festa. O mais engraçado é que eles não comem ao mesmo tempo. São todos respeitosos, por isso, um de cada vez. Foi mesmo um espetáculo. Bem-te-vi, Sabiá e mais um pequenino que não sei o nome.


Além dos passarinhos, fiquei encantada também com o pé de couve-manteiga. Foi o Beto que plantou, e ela resiste bravamente à obra que acontece a poucos centímetros de distância. Foi para minha maior supresa que descobri mais um milagre dessa planta, ela tem flor e é linda demais!
Fiquei impressionada. Nas quartas que me delicío com couve e feijão preto, nunca penso nela como um pé de couve, muito menos nas suas possíveis flores. Foi uma agradável surpresa e mais uma reverência que prestei à mãe natureza.

Mas não fui só eu que aproveite as delícias do jardim. A Avelã também aproveitou para tomar um banho de sol e tirar um cochilo no lugar mais quentinho do quintal!

Isso de fato é curtir a vida adoidado.

